Incontinência urinária não especificada
Incontinência urinária não especificada
Resumo
CID R32 é incontinência urinária não especificada; manejo conservador facilita melhoria.
Identificação
- Código Principal
- R32
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Unspecified urinary incontinence
- Nome em Inglês
- Unspecified urinary incontinence
- Outros Nomes
- Incontinência urinária não especificada • Incontinência urinária inespecífica • Fugas urinárias sem etiologia definida • Incontinência de esforço não especificada • IU não especificada
- Siglas Comuns
- R32 UI IUR
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo XVIII - Sintomas, sinais e achados clínicos não classificados em outra categoria
- Categoria Principal
- Sintomas e sinais geniturinários
- Subcategoria
- Incontinência urinária
- Tipo de Condição
- sintoma
- Natureza
- crônica
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais variam; prevalência entre 2-5% na população adulta, maior em mulheres.
- Prevalência no Brasil
- Dados nacionais limitados; tendência semelhante à média mundial, com maior impacto em idosos.
- Faixa Etária Principal
- Adultos, especialmente idosos acima de 65 anos
- Distribuição por Sexo
- Mais comum em mulheres, principalmente na meia idade e idosas
- Grupos de Risco
- Mulheres pós-menopáusicas Obesidade Diabetes tipo 2 Idosos Fatores neuromusculares
- Tendência Temporal
- Tendência estável com leve aumento conforme envelhecimento populacional.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Multifatorial: fraqueza do assoalho pélvico associada a alterações vesicais.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Perda de retenção vesical por hiperatividade e fraqueza de suporte pélvico.
- Fatores de Risco
- Idade avançada Mulheres (pós-menopausa) Obesidade Gravidez/parto Diabetes mellitus Constipação crônica
- Fatores de Proteção
- Exercícios de assoalho pélvico Gestão de peso Hidratação adequada Redução de diuréticos noturnos
- Componente Genético
- Contribuição genética multifatorial, não herdada por único gene.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Perda involuntária de urina ao esforço, tosse ou riso.
- Sintomas Frequentes
-
Pequenas perdas com esforçoFugas durante tosse ou espirroUrgência urináriaDespertares noturnos para urinarFugas durante atividade físicaSensação de bexiga não vazia
- Sinais de Alerta
-
- Dor abdominal intensa
- Febre alta com calafrio
- retenção urinária aguda
- sangue visível na urina
- perda súbita de peso
- Evolução Natural
- Sem tratamento, tende a piorar com idade; melhora possível com intervenção não cirúrgica.
- Complicações Possíveis
- Infecção urinária recorrente Feridas por atrito na região genital Queda na qualidade de vida Isolamento social Depressão
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- História detalhada, exame físico e testes simples; confirmação com avaliação urodinâmica se indicado.
- Exames Laboratoriais
- Urina tipo 1 EAS Urina para infecção Exames de função renal Glicose sanguínea
- Exames de Imagem
- Ultrassom vesical Ultrassom renal Cistoscopia em caso de suspeita de outra etiologia RM pélvica em casos complexos
- Diagnóstico Diferencial
-
- Prolapso do assoalho pélvico
- Infecção urinária
- Diurese excessiva
- Doença neurológica subjacente
- Prolapso uretral
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Varia com acesso a serviços; geralmente semanas
Tratamento
- Abordagem Geral
- Medidas não farmacológicas, treino, higiene, planejamento diário sem prescrição de medicamentos.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Fisioterapia do assoalho pélvico2 Treinamento vesical3 Dispositivos de suporte4 Medicamentos conforme indicação5 Cirurgia em casos selecionados
- Especialidades Envolvidas
- Uroginecologia Fisioterapia pélvica Clínica geral Geriatria Urologia
- Tempo de Tratamento
- Duração variável; acompanhamento periódico.
- Acompanhamento
- Retornos a cada 3-6 meses, com reavaliação de técnicas e adesão.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Variável; melhora com tratamento conservador, mas recaídas são comuns.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Adesão ao tratamento
- Gravidade leve
- Ausência de comorbidades
- Idade jovem
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Idade avançada
- Fraqueza severa do assoalho
- Diabetes descontrolado
- Inatividade prolongada
- Qualidade de Vida
- Impacto moderado a significativo; melhora com apoio e tratamento contínuo.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Peso ideal, treino pélvico, manejo da constipação, higiene e hidratação.
- Medidas Preventivas
-
Exercícios de KegelPerda de pesoRedução de diuréticos noturnosGestão da constipaçãoRotina de higiene urinária
- Rastreamento
- null
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
apenas mulheres ficam com incontinência.
homens também são afetados, especialmente idosos.
cirurgia é a primeira opção.
manejo conservador costuma preceder cirurgia.
beber pouca água previne.
ingestão adequada evita irritação vesical.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure médico de atenção primária ou urologista/uroginecologista.
- Especialista Indicado
- Urologista ou ginecologista especializado
- Quando Procurar Emergência
- Procure pronto atendimento por febre, dor intensa, retenção ou sangue.
- Linhas de Apoio
- SUS 136 Disque 136 SAMU 192
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Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.