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cid 10 otite media aguda
CID-10

Otite média aguda

Dor de ouvido aguda, infecção do ouvido médio.

Resumo

Otite média aguda: dor de ouvido por infecção; boa recuperação com manejo adequado.

Identificação

Código Principal
H66.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Otite média aguda, inflamação súbita do ouvido médio, comum na infância, com dor e febre.
Nome em Inglês
Acute Otitis Media
Outros Nomes
Otite média aguda • Otite do ouvido médio • Inflamação aguda do ouvido médio • Infecção do ouvido médio aguda • Otite média infecciosa
Siglas Comuns
OMA AOM AOM-AC

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VIII - Doenças do ouvido e seus ossículos
Categoria Principal
Doenças do ouvido
Subcategoria
Otite média aguda
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Alta prevalência em crianças, especialmente até 5 anos, com variações por região e sazonalidade.
Prevalência no Brasil
Brasil tem alta incidência infantil, com pico entre 1-5 anos e sazonalidade marcante.
Faixa Etária Principal
Crianças de 6 meses a 5 anos são as mais afetadas
Distribuição por Sexo
Igual entre meninos e meninas, ligeira tendência masculina.
Grupos de Risco
Crianças pequenas Infecções respiratórias frequentes Adenoide hipertrofiada Exposição a fumaça Creches de alta densidade
Tendência Temporal
Varia com vírus respiratórios; tendência estável recentemente.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Infecção aguda do ouvido médio, viral na maioria; bactéria comum em alguns casos.
Mecanismo Fisiopatológico
Obstrução da trompa de Eustáquio com acúmulo de líquido e inflamação do ouvido médio.
Fatores de Risco
Crianças pequenas Infecções respiratórias frequentes Uso de chupeta após 6 meses Exposição a fumaça de cigarro Vivi em creche
Fatores de Proteção
Amamentação exclusiva Vacinação completa Ambiente sem fumaça Higiene nasal adequada
Componente Genético
Predisposição genética moderada; não determina plenamente o risco.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor aguda no ouvido é o sintoma principal.
Sintomas Frequentes
Dor unilateral ou bilateral
Febre
Dor que piora ao deitar
Irritabilidade em crianças
Perda temporária de audição
Secreção do ouvido se houver perfuração
Sinais de Alerta
  • Febre alta persistente
  • Dor muito intensa
  • Secreção purulenta do ouvido
  • Alteração no comportamento infantil
  • Perda auditiva súbita
Evolução Natural
Melhora com tratamento adequado; sem ele pode progredir para complicações raras.
Complicações Possíveis
Perda auditiva temporária Perfuração timpânica Otite média recorrente Mastoidite rara Otite externa secundária

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Dor aguda no ouvido com inflamação do ouvido médio visível na otoscopia.
Exames Laboratoriais
Hemograma com leucocitose leve PCR pouco útil Cultura de secreção apenas em casos graves Audiometria infantil quando disponível Exames não são obrigatórios na maioria
Exames de Imagem
Timpanometria para função do ouvido Tomografia apenas em complicações RM se suspeita de doença intracraniana Exame otoscópico rotina
Diagnóstico Diferencial
  • Otite externa
  • Sinusite aguda
  • Rinite aguda
  • Trauma timpânico
  • Doença de ouvido interno
Tempo Médio para Diagnóstico
Diagnóstico rápido na consulta inicial após exame clínico.

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio da dor, hidratação, monitoramento; antibiótico conforme indicação clínica.
Modalidades de Tratamento
1 Analgesia
2 Antibióticos conforme indicação
3 Observação cuidadosa
4 Hidratação e repouso
5 Cirurgia apenas em casos raros
Especialidades Envolvidas
Pediatria Otorrinolaringologia Clínica Geral Enfermagem Fisioterapia respiratória
Tempo de Tratamento
Duração varia; antibiótico geralmente 5-7 dias em crianças.
Acompanhamento
Retorno em 48-72h para reavaliação; monitorar dor e febre.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Curável na maioria com tratamento adequado; dor tende a cessar.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Diagnóstico precoce
  • Adesão ao tratamento
  • Ausência de complicações
  • Vacinação completa
Fatores de Mau Prognóstico
  • Recidivas frequentes
  • Perforação timpânica
  • Idade muito jovem com atraso no tratamento
  • Complicações raras
Qualidade de Vida
Impacto moderado na vida; melhora com tratamento adequado.

Prevenção

Prevenção Primária
Amamentação, vacinação, evitar fumaça, manejo adequado de alergias.
Medidas Preventivas
amamentação exclusiva
vacinação completa
evitar fumaça de cigarro
ambiente ventilado
higiene nasal
Rastreamento
Avaliação anual de ouvido em crianças com infecções frequentes.

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais em crianças.
Internações/Ano
Óbitos são raros; complicações são exceções.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Acesso e vigilância afetam a distribuição regional.

Perguntas Frequentes

1 O que causa otite média aguda?
Vírus ou bactérias inflamam ouvido médio após infecção respiratória.
2 Como reconhecer sinais de complicação?
Dor intensa, febre alta ou secreção exigem avaliação médica.
3 É possível prevenir recorrências?
Amamentação, vacinação, evitar fumaça e tratar alergias ajudam.
4 É necessário antibiótico sempre?
Nem sempre; decisão depende do quadro clínico.
5 Tempo típico de recuperação?
Dor melhora em 48-72h; recuperação total em poucos dias.

Mitos e Verdades

Mito

antibióticos curam dor na hora.

Verdade

Resposta do organismo varia; analgésicos ajudam; antibiótico pode não ser necessário.

Mito

diagnóstico depende só da febre.

Verdade

Dor, exame otoscópico e sinais de inflamação são cruciais.

Mito

crianças não podem ter OMA.

Verdade

OMA ocorre principalmente em crianças, adultos também podem adoecer.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure atendimento se dor forte, febre ou piora.
Especialista Indicado
Pediatra ou otorrinolaringologista.
Quando Procurar Emergência
Dor muito severa, febre alta persistente ou vômitos intensos, vá ao pronto-socorro.
Linhas de Apoio
SUS 136 SAMU 192 Rede Criança 0800

CIDs Relacionados

H66.0 H66.9 H67 H72.0 H92.0

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.