Surdez neurossensorial bilateral
Surdez neurossensorial bilateral
Resumo
Resumo simples: surdez neurossensorial bilateral afeta audição; tratamento foca em reabilitação.
Identificação
- Código Principal
- H90.3
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Surdez neurossensorial bilateral
- Nome em Inglês
- Bilateral sensorineural hearing loss
- Outros Nomes
- surdez neurossensorial bilateral • hipoacusia neurossensorial bilateral • perda auditiva sensorial bilateral • surdez de origem neurossensorial • hipoacusia neurosensorial bilateral
- Siglas Comuns
- SNHL NSHL Sensorineural HL
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo VI - Doenças do ouvido
- Categoria Principal
- Transtornos da audição
- Subcategoria
- Hipoacusia neurossensorial bilateral
- Tipo de Condição
- doenca
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- moderada
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais variam, com milhões de pessoas afetadas por surdez neurossensorial.
- Prevalência no Brasil
- Brasil apresenta alta carga de perda auditiva; dados variam por região.
- Faixa Etária Principal
- Adultos de meia-idade e idosos
- Distribuição por Sexo
- Equilibrada entre homens e mulheres.
- Grupos de Risco
- Idade avançada exposição a ruídos graves trauma acústico infecções na infância história familiar
- Tendência Temporal
- Aumento com envelhecimento populacional e ruído ocupacional.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Perda auditiva de origem predominantemente relacionada ao envelhecimento, ruído e fatores genéticos.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Dano às células ciliadas e neurônios do ouvido interno levando à perda da percepção sonora.
- Fatores de Risco
- Exposição a ruído ocupacional Idade avançada História familiar Tabagismo Doenças cardiovasculares Uso de fones em volume alto
- Fatores de Proteção
- Proteção auditiva adequada Vacinação contra meningite Evitar fones em volume extremo Adaptações no ambiente
- Componente Genético
- Contribuição genética em formas pré/infância; hereditariedade varia conforme gene.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Perda gradual da audição, especialmente em sons suaves e em ruído.
- Sintomas Frequentes
-
Dificuldade em entender conversa em ambientes barulhentosZumbido (tinnitus)Frequente necessidade de aumentar o volumeDificuldade com sons de alta frequênciaFadiga auditiva
- Sinais de Alerta
-
- Perda súbita de audição
- Dor intensa no ouvido com febre
- Saída de líquido pelo ouvido
- Alteração súbita de equilíbrio
- Dor de cabeça súbita
- Evolução Natural
- Se não tratada, tende a progredir com o tempo.
- Complicações Possíveis
- Isolamento social Dificuldades de comunicação Depressão Baixa qualidade de vida Conflitos no trabalho
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- História clínica de audição reduzida com audiometria demonstrando perda sensorioneural bilateral.
- Exames Laboratoriais
- Audiometria tonal Audiometria vocal Timpanometria Exame otoscópico Teste de emissão otoacústica
- Exames de Imagem
- RM de vias auditivas TC de orelha interna Imagem de orelha interna Avaliação de tumores
- Diagnóstico Diferencial
-
- Perda condutiva
- Otite média com efusão
- Doença vestibular
- Traumatismo acústico
- Doenças ototóxicas
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Varia amplamente; diagnóstico muitas vezes demorado
Tratamento
- Abordagem Geral
- Envolve reabilitação auditiva, proteção ao ruído e uso de dispositivos; equilíbrio entre melhoria e adaptação.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Dispositivos auditivos2 Implante coclear (quando indicado)3 Terapia de comunicação4 Ajuste de volume e proteção ao ruído5 Reabilitação auditiva
- Especialidades Envolvidas
- Otorrinolaringologia Fonoaudiologia Neurologia Geriatria
- Tempo de Tratamento
- Duração varia; reabilitação pode ser meses.
- Acompanhamento
- Visitas semestrais para ajuste e monitoramento.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Pode oferecer boa comunicação com tratamento adequado, mas não reverte a perda.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Uso correto de aparelhos
- Treino de fala eficaz
- Acesso a suporte
- Diagnóstico precoce
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Progressão rápida
- Baixa adesão ao tratamento
- Doença neurológica coexistente
- Exposição contínua a ruído
- Qualidade de Vida
- Qualidade de vida melhora com reabilitação e apoio adequado.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Proteção auditiva em ruídos, evitar exposições extremas e manter saúde geral.
- Medidas Preventivas
-
Proteção auricularLimitar volume de fonesAvaliações auditivas regularesPrevenção de infecçõesEstilo de vida saudável
- Rastreamento
- Avaliações de audição periódicas para grupos de risco.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
surdez aparece apenas com a idade.
pode ocorrer em qualquer idade; genética e ruído também causam.
aparelhos curam a surdez.
melhoram comunicação; não reparam ouvido.
fones não prejudicam.
volume alto por tempo aumenta risco; pausas ajudam.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure otorrino ou fonoaudiólogo para avaliação inicial.
- Especialista Indicado
- Otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo.
- Quando Procurar Emergência
- Perda súbita de audição ou dor no ouvido; procure atendimento.
- Linhas de Apoio
- DisqueSaúde 136 Centro de Apoio Auditivo Linha de apoio emocional
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.