contato@nztbr.com
cid 10 g 43
CID-10

Enxaqueca: cefaleia recorrente

Enxaqueca

Resumo

Dor de cabeça recorrente com crises intensas; tratamento reduz frequência e melhora vida.

Identificação

Código Principal
G43
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Migraine (enxaqueca) definida pela OMS como cefaleia recorrente, pulsátil, com ou sem aura
Nome em Inglês
Migraine
Outros Nomes
cefaleia vascular • hemicrania • migraine • ataque de enxaqueca • dor de cabeça migrânosa
Siglas Comuns
MIG ENX

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Cefaleias e enxaquecas
Subcategoria
Enxaqueca com aura e sem aura
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Cerca de 12% da população mundial sofre enxaqueca, pico entre 25-45 anos.
Prevalência no Brasil
Brasil: 8% a 12% da população, maior impacto feminino.
Faixa Etária Principal
Adultos de 20 a 40 anos
Distribuição por Sexo
Maioria em mulheres; relação com hormônios.
Grupos de Risco
Mulheres em idade fértil História familiar de enxaqueca Estresse crônico Privação de sono Uso excessivo de analgésicos
Tendência Temporal
Sem tendência única; crises podem diminuir com tratamento, aumentar com estresse.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Disfunção neurovascular com modulação de neurotransmissores e ativação cortical durante crises.
Mecanismo Fisiopatológico
Cascata neurovascular com ativação do trigêmico-hipotalâmico, CGRP e dor craniana.
Fatores de Risco
História familiar Sono irregular Estresse crônico Consumo irregular de cafeína Alteração hormonal Obesidade
Fatores de Proteção
Sono regular Hidratação adequada Gestão de estresse Evitar abuso de analgésicos
Componente Genético
Contribuição genética multifatorial com variantes associadas a risco.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor pulsátil geralmente unilateral, intensa, com náusea e sensibilidade à luz.
Sintomas Frequentes
Dor pulsátil moderada a grave
Náuseas ou vômitos
Fotofobia ou fonofobia
Aura visual ou sensorial (em alguns casos)
Inquietação durante a crise
Irritabilidade
Sinais de Alerta
  • Dor de início súbito muito forte com rigidez de nuca
  • Deficits neurológicos focais
  • Nova cefaleia após 50 anos
  • Dor de cabeça progressiva com febre
  • Alteração de fala ou visão súbita
Evolução Natural
Sem tratamento, crises podem tornar-se mais frequentes e debilitantes.
Complicações Possíveis
Distúrbios do sono Uso excessivo de analgésicos Redução da qualidade de vida Ansiedade associada Depressão

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Crises repetidas, duração 4–72h, dor pulsátil, piora com atividade, náusea, fotofobia/fonofobia.
Exames Laboratoriais
Hemograma completo Tireóide se indicado Sinais de alerta podem exigir exames adicionais Avanços de deficiências nutricionais
Exames de Imagem
RM/CT apenas se sinais de alarme Imagem adicional conforme necessidade clínica Não obrigatório na avaliação padrão
Diagnóstico Diferencial
  • Cefaleia tensional
  • Cefaleia em cluster
  • AVC
  • Sinusite
  • Neuralgia trigeminal
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo até diagnóstico varia de semanas a meses.

Tratamento

Abordagem Geral
Controle de crises com autocuidado, evitar gatilhos, uso racional de analgésicos e resposta a abortivos.
Modalidades de Tratamento
1 Abortivos agudos
2 Terapia preventiva
3 Mudanças no estilo de vida
4 Técnicas de manejo de gatilhos
5 Medicamentos preventivos de longo prazo
Especialidades Envolvidas
Neurologia Medicina de família Psiquiatria Dor Atenção básica
Tempo de Tratamento
Frequência variável conforme crise e resposta.
Acompanhamento
Acompanhamento periódico com neurologista e clínico, registro de crises, ajuste de terapias.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com manejo adequado, é possível boa qualidade de vida e redução de crises.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Resposta rápida a abortivos
  • Adesão médica
  • Controle de gatilhos
  • Sono regular
Fatores de Mau Prognóstico
  • Crises frequentes não tratadas
  • Uso abusivo de analgésicos
  • Comorbidades depressivas
  • Dificuldade de acesso a tratamento
Qualidade de Vida
Impacto variável; melhora com prevenção, educação e suporte.

Prevenção

Prevenção Primária
Identificar gatilhos, manter sono regular, alimentação estável, hidratação, evitar álcool e cafeína em excesso.
Medidas Preventivas
Rotina de sono estável
Hidratação adequada
Gestão de estresse
Evitar jejum prolongado
Uso prudente de analgésicos
Rastreamento
Avaliação anual de bem-estar neurológico; não é rotina anormalidade.

Dados no Brasil

null
Internações/Ano
null
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Discrepâncias regionais refletem acesso à saúde e diagnóstico.

Perguntas Frequentes

1 Quais são os principais gatilhos da enxaqueca?
Estresse, sono irregular, cafeína, hormônios e certos alimentos.
2 Quais tratamentos existem?
Abortivos para crises, prevenção a longo prazo, mudanças de estilo de vida.
3 A enxaqueca é hereditária?
História familiar aumenta o risco, mas manejo evita crises.
4 Como prevenir crises?
Sono estável, hidratação, alimentação regular, manejo de estresse, evitar gatilhos.
5 É seguro usar analgésicos diariamente?
Uso prolongado pode causar cefaleia por uso; siga orientação médica.

Mitos e Verdades

Mito

enxaqueca é apenas dor de cabeça comum.

Verdade

envolve alterações neurológicas e gatilhos específicos.

Mito

só mulheres sofrem enxaqueca.

Verdade

homens também sofrem, menos frequente.

Mito

comidas nunca desencadeiam crises.

Verdade

alguns pacientes relatam gatilhos alimentares.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família ou neurologista; inicie avaliação clínica.
Especialista Indicado
Neurologista ou médico da dor.
Quando Procurar Emergência
Dor muito forte de início súbito, déficit focal, fala confusa, rigidez de nuca.
Linhas de Apoio
SUS 136 SNS - atendimento médico SAMU 192 em urgência

CIDs Relacionados

G43.0 G43.1 G43.2 G43.8 G43.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.