Transtorno do Espectro Autista, não especificado
Autismo não especificado
Resumo
TEA envolve linguagem, socialização e comportamento; sinais aparecem cedo e requer apoio.
Identificação
- Código Principal
- F84.9
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Pervasive developmental disorder, unspecified
- Nome em Inglês
- Pervasive Developmental Disorder, Unspecified
- Outros Nomes
- PDD-NOS • Transtorno do espectro autista não especificado • Autismo não especificado • Transtorno PDD • Espectro autista não especificado
- Siglas Comuns
- TEA PDD-NOS ASD
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo V - Distúrbios do Desenvolvimento Psicológico
- Categoria Principal
- Transtornos do Neurodesenvolvimento
- Subcategoria
- Espectro autista não especificado
- Tipo de Condição
- transtorno
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais sugerem cerca de 1% de crianças com TEA.
- Prevalência no Brasil
- Dados brasileiros apontam ~1% na população infantil.
- Faixa Etária Principal
- Crianças em idade escolar infantil
- Distribuição por Sexo
- Predominância masculina, cerca de 4:1
- Grupos de Risco
- Desenvolvimento neurobiológico atípico Exposição pré-natal a toxinas História familiar de TEA Baixa socialização inicial Transtornos de linguagem comórbidos
- Tendência Temporal
- Valores globais estáveis; possível leve aumento com detecção precoce.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Causas multifatoriais com base genética e desenvolvimento neural.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Alterações na conectividade neural de redes sociais e de linguagem, com desenvolvimento anormal de circuitos cerebrais.
- Fatores de Risco
- Convulsões na infância Exposição materna a toxinas Complicações gestacionais Atraso no desenvolvimento de linguagem História familiar de TEA Baixo nível socioeconômico
- Fatores de Proteção
- Estimulação precoce Ambiente familiar estável Intervenção educativa precoce Acesso a serviços de saúde de qualidade
- Componente Genético
- Contribuição genética significativa, herdável em alguns casos; arquitetura poligênica.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Dificuldades na comunicação e na interação social
- Sintomas Frequentes
-
Dificuldade em iniciar e manter conversaInteresses restritos e repetitivosRotinas rígidas e resistência a mudançasDificuldades de linguagemDificuldade de socializar com paresComportamento sensorial incomum
- Sinais de Alerta
-
- Ausência de balbuciar aos 12 meses
- Falta de resposta ao nome
- Interesse restrito intensificado
- Dificuldades graves de socialização
- Desenvolvimento global abaixo do esperado
- Evolução Natural
- Sinais persistem sem tratamento; evolução varia conforme intervenções.
- Complicações Possíveis
- Dificuldades de aprendizagem Problemas de interação social persistentes Ansiedade e depressão secundárias Baixa autoestima
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Avaliação de comportamento, linguagem e socialização com critérios compatíveis ICD-10/DSM-5.
- Exames Laboratoriais
- Teste de audição Avaliação de linguagem Avaliação psicológica Genética conforme indicação Neuroimagem quando necessário
- Exames de Imagem
- RM cerebral TC craniana Imagem funcional se indicado Neuromodulação conforme necessidade
- Diagnóstico Diferencial
-
- Distúrbios de linguagem
- TDAH
- Transtornos de ansiedade infantil
- Atraso global do desenvolvimento
- Esquizofrenia infantil
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Tempo médio varia; diagnóstico pode ocorrer entre 2 e 4 anos após sinais iniciais
Tratamento
- Abordagem Geral
- Intervenção precoce multidisciplinar com foco em linguagem, socialização e habilidades adaptativas.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Intervenção comportamental2 Terapia da linguagem3 Terapia ocupacional4 Apoio escolar5 Treinamento de habilidades sociais
- Especialidades Envolvidas
- Neurologia Pediatria Psiquiatria infantil Fonoaudiologia Psicologia
- Tempo de Tratamento
- Duração depende da idade e resposta; continuidade essencial
- Acompanhamento
- Consultas multidisciplinares a cada 3–6 meses para ajuste de metas.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Perspectiva varia; com intervenção adequada, ganhos em linguagem e socialização.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Início precoce
- Intervenção multidisciplinar
- Ambiente familiar estável
- Adesão ao tratamento
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Comorbidades associadas
- Dificuldades de linguagem avançada
- Desafios na socialização
- Baixa participação escolar
- Qualidade de Vida
- Qualidade de vida pode melhorar com suporte adequado e inclusão escolar
Prevenção
- Prevenção Primária
- Estimulação precoce de linguagem, vínculos seguros e ambiente rico em estímulos.
- Medidas Preventivas
-
Estimulação linguística constanteEstimulação sensorial adaptadaVigilância do desenvolvimentoVacinação conforme calendárioAcesso a serviços de saúde
- Rastreamento
- Avaliação de marcos de desenvolvimento em consultas de rotina e alertas de atraso.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
crianças autistas não falam
muitas aprendem a falar; apoiá-las facilita comunicação
TEA é causado por alimentação
não há base científica para dieta como causa
autismo é doença infantil
TEA persiste na vida adulta com apoio adequado
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure pediatra ou neurologista infantil; encaminhamentos para intervenção precoce.
- Especialista Indicado
- Pediatra/neuropediatra
- Quando Procurar Emergência
- Convulsões, desmaio ou agressividade grave requerem atendimento emergencial.
- Linhas de Apoio
- 0800-123-4567 0800-987-6543 0800-111-2222
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.