Transtorno do Espectro Autista não Especificado
Autismo não especificado
Resumo
TEA envolve padrões de comunicação e comportamento; intervenção ajuda muito.
Identificação
- Código Principal
- F84.5
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Transtorno do Espectro Autista não Especificado
- Nome em Inglês
- Autism Spectrum Disorder Not Specified
- Outros Nomes
- PDD-NOS • TEA-NOS • Autismo NOS • Autismo sem especificação • Pervasive Developmental Disorder NOS
- Siglas Comuns
- PDD-NOS TEA-NOS ASD-NOS
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo V - Transtornos mentais e de comportamento
- Categoria Principal
- Transtornos do desenvolvimento
- Subcategoria
- Transtorno do espectro autista
- Tipo de Condição
- transtorno
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Prevalência global de TEA estimada em cerca de 1% de crianças, com diferenças por método de diagnóstico.
- Prevalência no Brasil
- Estimativas nacionais variam entre 0,8% e 1,8% em menor ou maior intensidade de rastreamento.
- Faixa Etária Principal
- Principalmente 2-6 anos, com diagnóstico posteriormente possível
- Distribuição por Sexo
- Proporção menino:girl ~4:1
- Grupos de Risco
- Prematuros de baixo peso História familiar TEA Desenvolvimento atrasado Exposição perinatal Baixa renda familiar
- Tendência Temporal
- Aumento aparente por maior conscientização e inclusão diagnóstica.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Origem neurobiológica multifatorial associada a fatores genéticos e ambientais.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Conectividade neural alterada e desenvolvimento desorganizado de circuits.
- Fatores de Risco
- Sexo masculino História familiar TEA Atraso do desenvolvimento Baixo peso ao nascer Idade materna avançada Idade paternal avançada
- Fatores de Proteção
- Intervenção precoce Ambiente estimulado Rede de apoio familiar Acesso a saúde mental
- Componente Genético
- Contribuição forte: muitos casos associam mutações ou variantes comuns.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Dificuldade social e comunicação com interesses restritos.
- Sintomas Frequentes
-
Atraso na falaDificuldade de interaçãoComportamentos repetitivosInteresses restritosHipersensibilidade sensorialDificuldade de mudança de rotina
- Sinais de Alerta
-
- Atraso evidente no desenvolvimento
- Perda de habilidades
- Convulsões
- Dificuldade para comunicação não verbal
- Isolamento extremo
- Evolução Natural
- Sem intervenção pode persistir; com suporte, ganhos em habilidades sociais e linguagem.
- Complicações Possíveis
- Problemas de sono Ansiedade Dificuldades escolares Isolamento social Risco de depressão
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Deficits sociais e comunicação com padrões restritos, atraso no desenvolvimento.
- Exames Laboratoriais
- Avaliação neuropsicológica Avaliação fonoaudiológica Avaliação comportamental Triagem auditiva Avaliação metabólica quando indicado
- Exames de Imagem
- RMN/RCN cerebral Ecografia de crânio apenas se indicado TC dependendo caso Imagem estrutural quando necessário
- Diagnóstico Diferencial
-
- Atraso global do desenvolvimento
- Transtornos da comunicação
- Deficiências intelectuais isoladas
- Transtorno de personalidade infantil
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Em média entre 3 e 5 anos, com pico de confirmação escolar
Tratamento
- Abordagem Geral
- Intervenção multidisciplinar centrada no desenvolvimento social e comunicação.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Terapia comportamental2 Terapia da fala3 Intervenção educacional4 Treinamento de habilidades sociais5 Suporte psicológico familiar
- Especialidades Envolvidas
- Neurologia Pediatria Psiquiatria infantil Fonoaudiologia Psicologia
- Tempo de Tratamento
- Contínuo ao longo da infância com metas anuais.
- Acompanhamento
- Consultas regulares a cada 3-6 meses, ajuste conforme evolução.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Perspectiva heterogênea; intervenção precoce melhora desfechos.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Início precoce de intervenção
- Apoio familiar estável
- Acesso a serviços
- Baixa comorbidade intelectual
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Diagnóstico tardio
- Comorbidades médicas
- Restrição de acesso
- Baixa adesão ao tratamento
- Qualidade de Vida
- Qualidade de vida pode aumentar com inclusão escolar e social.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Estimular desenvolvimento infantil, saúde materno fetal e ambiente estável.
- Medidas Preventivas
-
Estimulação precoceSaúde maternaAmbiente seguroEducação inclusivaAcesso a serviços
- Rastreamento
- Rastreamento em idade escolar com avaliações de linguagem e socialização.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
TEA é consequência da criação de pais.
Vínculos genéticos e ambientais influenciam o desenvolvimento.
TEA é raro.
TEA é comum, com variações regionais
pessoas com TEA não aprendem
Podem aprender com apoio adequado e estratégias educativas
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure cuidado na rede básica com pediatra ou neuropsicólogo.
- Especialista Indicado
- Pediatra ou neurologista infantil.
- Quando Procurar Emergência
- Sinais de convulsões, confusão aguda ou agressividade extrema requerem atendimento.
- Linhas de Apoio
- Disque-SUS Linha de apoio ao cuidador Apoio psicológico
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Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.