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cid 10 f60.3
CID-10

Transtorno de personalidade limítrofe

Transtorno borderline

Resumo

Transtorno de personalidade limítrofe: emoções fortes, relacionamentos instáveis; tratamento com psicoterapia.

Identificação

Código Principal
F60.3
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno de personalidade limítrofe
Nome em Inglês
Borderline personality disorder
Outros Nomes
Borderline • TBP • Transtorno limítrofe da personalidade • Transtorno de personalidade borderline
Siglas Comuns
TP TPL BPD

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos de personalidade
Subcategoria
Transtorno de personalidade limítrofe
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativa global de 1-2% da população adulta.
Prevalência no Brasil
Brasil: estimativas semelhantes, 1-2% da população.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens (18-35)
Distribuição por Sexo
Predominância em mulheres
Grupos de Risco
história de abuso na infância violência familiar transtornos de humor transtornos de ansiedade uso de substâncias
Tendência Temporal
Estudos mostram estabilidade com melhoria com tratamento adequado.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial com genética, ambiente e traumas.
Mecanismo Fisiopatológico
Regulação emocional deficiente com hiperatividade da amígdala e falhas no córtex pré-frontal.
Fatores de Risco
história de abuso trauma na infância ambiente familiar disfuncional transtornos na família baixa resiliência acesso limitado a tratamento
Fatores de Proteção
rede de apoio estável terapia precoce vínculos saudáveis educação em habilidades sociais
Componente Genético
Contribuição genética moderada; hereditariedade aumenta risco.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Emoções intensas com instabilidade de humor.
Sintomas Frequentes
abandono temido
relacionamentos instáveis
impulsividade
autoagressão ou automutilação
humor instável
sensação de vazio
Sinais de Alerta
  • ideação com plano
  • tentativa de suicídio
  • autolesão frequente
  • comportamento agressivo
  • crises de raiva intensas
Evolução Natural
Sem tratamento, tende a manter padrões de vida com prejuízos.
Complicações Possíveis
dificuldade de manter relacionamento dificuldades ocupacionais abuso de substâncias comorbidades psiquiátricas risco suicídio

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Quatro ou mais critérios de personalidade ao longo de tempo; padrões de relacionamentos, impulsividade, imagem de si.
Exames Laboratoriais
Não há biomarcadores diagnósticos específicos Avaliação clínica detalhada Exames básicos para comorbidades Avaliação de função tireóide Hemograma conforme necessidade
Exames de Imagem
Não é diagnóstico definitivo RM/TC para exclusão de neurológica EEG se suspeitar convulsões Avaliação neuropsicológica conforme necessidade
Diagnóstico Diferencial
  • Transtornos de humor
  • Transtorno de personalidade antissocial
  • Transtorno de ansiedade
  • Transtorno de personalidade esquiva
  • Dependência de substâncias
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia de meses a anos; atraso comum.

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem psicoterapêutica principal; manejo de crises e apoio familiar.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia dialética comportamental (DBT)
2 TCC adaptada a TP
3 Psicoterapia psicodinâmica
4 Psychoeducation para paciente e família
5 Grupos de apoio e manejo de crises
Especialidades Envolvidas
psiquiatria psicologia clínica terapia ocupacional assistência social enfermagem
Tempo de Tratamento
Longo prazo, meses a anos, com metas de funcionamento.
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 1-3 meses; monitorar risco e suporte.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Melhora com tratamento estável; ainda pode haver oscilações.
Fatores de Bom Prognóstico
  • boa adesão ao tratamento
  • rede de apoio
  • comorbidades bem gerenciadas
  • diagnóstico precoce
Fatores de Mau Prognóstico
  • risco suicida não controlado
  • descontinuidade do tratamento
  • ausência de suporte
  • comorbidades não tratadas
Qualidade de Vida
Pode melhorar com suporte e habilidades; exige manejo de crises.

Prevenção

Prevenção Primária
Promoção de inteligência emocional desde a infância, ambientes estáveis.
Medidas Preventivas
Terapias de suporte
Educação familiar
Acesso rápido a psicoterapia
Plano de crise
Redução de trauma
Rastreamento
Rastreamento de sinais precoces em adolescentes com ansiedade persistente.

Dados no Brasil

Estimativas variam amplamente entre regiões.
Internações/Ano
Não há mortalidade específica; comorbidades elevam risco.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste com maior registro; Norte e Nordeste com menos dados.

Perguntas Frequentes

1 Transtorno de personalidade limítrofe é igual a transtorno de humor?
Não. São quadros diferentes; TP é personalidade, humor é afeto.
2 Quais tratamentos ajudam?
DBT e TCC são foco; manejo de risco e apoio familiar.
3 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica detalhada com critérios oficiais.
4 Existe cura?
Não há cura completa, melhoria duradoura é comum.
5 Como prevenir novas crises?
Tratamento contínuo, treino de habilidades e rede de apoio.

Mitos e Verdades

Mito

TP é apenas comportamento difícil.

Verdade

envolve regulação emocional, não apenas ações.

Mito

pessoas com TP não respondem a tratamento.

Verdade

com manejo adequado, há melhora significativa.

Mito

TP significa falha de caráter.

Verdade

é transtorno neuropsicológico com fatores ambientais.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure CAPS ou rede básica de saúde; psiquiatra/psicólogo podem orientar.
Especialista Indicado
Psicólogo clínico ou psiquiatra.
Quando Procurar Emergência
Risco de suicídio: procure atendimento imediato.
Linhas de Apoio
CVV 188 Samu 192 CAPS local

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.