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cid 10 f431
CID-10

Transtorno de estresse pós-traumático

Transtorno de estresse pós-traumático

Resumo

TEPT é resposta a trauma com lembranças, evitar situações e buscar tratamento para melhor funcionamento.

Identificação

Código Principal
F43.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Post-traumatic stress disorder (PTSD)
Nome em Inglês
Post-Traumatic Stress Disorder
Outros Nomes
PTSD • TEPT • Transtorno de estresse pós-traumático • Trauma-related stress disorder • Estresse traumático
Siglas Comuns
PTSD TEPT TEPT

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Doenças mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos de ansiedade e estresse
Subcategoria
Transtorno de estresse pós-traumático
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência mundial estimada de 1-3% entre adultos expostos a trauma; variações conforme população
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; prevalência semelhante entre adultos expostos a trauma
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade
Distribuição por Sexo
Mais frequente em mulheres do que em homens
Grupos de Risco
exposição a trauma intenso militares/primeiros socorros violência física ou sexual abuso infantil comorbidades de ansiedade/depressão
Tendência Temporal
Dados limitados indicam estabilidade; melhora com tratamento quando há acesso

Etiologia e Causas

Causa Principal
Resposta a evento traumático grave com reexperiência, hiperativação e evitamento
Mecanismo Fisiopatológico
reexperiência tende a ativar amígdala; alterações no hipocampo e eixo HPA, gerando memórias intrusivas
Fatores de Risco
exposição repetida a trauma fatores genéticos comorbidades de ansiedade/depressão coping pobre apoio social limitado trauma infantil
Fatores de Proteção
apoio social sólido resiliência intervenção precoce terapia eficaz
Componente Genético
suspeita contribuição genética moderada; familiares de TEPT apresentam maior risco

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
lembranças intrusivas ou pesadelos frequentes
Sintomas Frequentes
reexperiência do trauma
evitamento de lembranças
distúrbios do sono
irritabilidade/raiva
hiperalerta
isolamento social
Sinais de Alerta
  • ideação suicida
  • comportamento autodestrutivo
  • perda de contato com a realidade
  • risco ocupacional
  • grande sofrimento
Evolução Natural
sem tratamento, sintomas tendem a persistir ou piorar; com tratamento, há melhoria funcional
Complicações Possíveis
abuso de substâncias autolesão isolamento social degradação funcional risco suicida

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
critério de PTSD conforme DSM-5: exposição, reexperiência, evitação, alterações cognitivo-afetivas, hiperatividade ≥1 mês
Exames Laboratoriais
não há biomarkers específicos avaliação clínica detalhada triagem de comorbidades exclusão de outras causas avaliação de risco suicida
Exames de Imagem
RM/CT não confirmam TEPT podem excluir comorbidades imagem não é diagnóstica pesquisas causais em andamento
Diagnóstico Diferencial
  • transtornos de ansiedade
  • depressão maior
  • transtorno de ajustamento
  • transtornos dissociativos
  • fadiga crônica
Tempo Médio para Diagnóstico
meses a anos após o trauma

Tratamento

Abordagem Geral
abordagem multidisciplinar com psicoterapia, manejo de comorbidades e suporte social; foco na recuperação funcional
Modalidades de Tratamento
1 psicoterapia
2 terapia cognitivo-comportamental
3 exposição prolongada
4 EMDR
5 intervenção psicoeducacional
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia clínica Medicina de família Reabilitação Assistência social
Tempo de Tratamento
variável; geralmente meses a anos, conforme resposta
Acompanhamento
consultas regulares a cada 1-3 meses; monitoramento de sintomas, função e adesão

Prognóstico

Prognóstico Geral
perspectiva variável; com tratamento, muitos melhoram significativamente; alguns permanecem com sintomas
Fatores de Bom Prognóstico
  • bom vínculo terapêutico
  • adesão ao tratamento
  • rede de apoio
  • função pré-mórbida razoável
Fatores de Mau Prognóstico
  • comorbidades graves
  • uso de substâncias
  • isolamento social
  • risco suicida elevado
Qualidade de Vida
com tratamento adequado, melhora significativamente; ainda podem existir limitações em trabalho e relações

Prevenção

Prevenção Primária
reduzir exposição a trauma e reforçar resiliência; apoio social e educação em saúde mental
Medidas Preventivas
apoio social
intervenção precoce
terapia de coping
programas de resiliência
educação em saúde mental
Rastreamento
avaliação de sintomas em populações expostas; vigilância de sinais precoces

Dados no Brasil

Internações associadas a comorbidades, não exclusivamente TEPT
Internações/Ano
Óbitos diretos por TEPT são raros; risco de suicídio presente
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior concentração em grandes centros; variações por região

Perguntas Frequentes

1 TEPT pode surgir após qualquer trauma?
Sim, pode ocorrer após diversos traumas, com duração desproporcional sem tratamento.
2 Qual é o tratamento eficaz?
Psicoterapia (CBT/EMDR) e suporte, com acompanhamento médico.
3 É curável?
Não cura completamente, mas melhora significativamente com tratamento.
4 É hereditário?
Predisposição genética existe; ambiente e apoio influenciam o desfecho.
5 Como apoiar alguém?
Ouça sem julgar, incentive buscar ajuda e mantenha rotina estável.

Mitos e Verdades

Mito

TEPT é coisa de soldado?

Verdade

Pode ocorrer após qualquer trauma, não é sinal de fraqueza.

Mito

Se estou bem, não preciso tratar?

Verdade

Mesmo com boa aparência, sintomas podem precisar de tratamento.

Mito

TEPT desaparece sozinho?

Verdade

Em geral não some sem intervenção; tratamento ajuda bastante.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure atendimento de saúde mental na rede pública ou privada; peça encaminhamento
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo clínico
Quando Procurar Emergência
Ideação suicida, comportamento de risco ou agressões, procure atendimento imediato
Linhas de Apoio
CVV 188 (24h) CAPS locais SUS 136

CIDs Relacionados

F43.1 F43.10

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.