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cid 10 f43.1
CID-10

Transtorno de estresse pós-traumático

PTSD, transtorno de estresse pós-traumático

Resumo

PTSD é transtorno causado por trauma; envolve lembranças, evitar gatilhos e irritabilidade, com tratamento disponível

Identificação

Código Principal
F43.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno de estresse pós-traumático conforme CID-10/OMS
Nome em Inglês
Post-Traumatic Stress Disorder
Outros Nomes
PTSD • TEPT • Transtorno de estresse pós-traumático • Estresse pós-traumático
Siglas Comuns
PTSD TEPT TEP-T

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos mentais
Subcategoria
Transtorno de estresse pós-traumático
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam; entre 4% a 7% expostos a trauma desenvolvem PTSD
Prevalência no Brasil
Estimativas nacionais variam entre 2% a 5% em adultos expostos a trauma
Faixa Etária Principal
Adultos jovens e meia-idade
Distribuição por Sexo
Predomina em mulheres (~2:1)
Grupos de Risco
Vítimas de violência Sobreviventes de desastres Profissionais da linha de frente Trauma infantil Comorbidades psiquiátricas
Tendência Temporal
Estável quando há suporte terapêutico; pode tornar-se crônico sem tratamento

Etiologia e Causas

Causa Principal
Trauma psicológico significativo, como violência, acidente grave ou desastre
Mecanismo Fisiopatológico
hiperativação da amígdala com persistente defesa; alterações no hipocampo e córtex pré-frontal; disfunções neuroquímicas
Fatores de Risco
exposição direta ao trauma mulheres trauma infantil isolamento social comorbidades psiquiátricas fatores_geneticos
Fatores de Proteção
rede de apoio sólida intervenção precoce terapia eficaz rotina estável
Componente Genético
contribuição genética moderada; herança aumenta sensibilidade ao estresse

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Lembranças intrusivas e pesadelos recorrentes com evitação de gatilhos
Sintomas Frequentes
intrusão de lembranças
evasão de situações
hipervigilância
distúrbios do sono
irritabilidade
concentração alterada
Sinais de Alerta
  • ideação suicida
  • autolesão
  • agitação extrema
  • comportamento agressivo
  • uso de substâncias
Evolução Natural
sem tratamento pode persistir; tratamento adequado melhora significativamente
Complicações Possíveis
depressão maior ansiedade crônica abuso de substâncias distúrbios do sono isolamento social

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
sintomas por pelo menos 1 mês, intrusão, evitação, alterações de humor e hiperexcitação após trauma
Exames Laboratoriais
avaliação clínica escalas psicométricas avaliação de sono bioquímica básica exclusão de outras causas
Exames de Imagem
RM cerebral TC quando indicado para lesões associadas
Diagnóstico Diferencial
  • ansiedade generalizada
  • depressão maior
  • transtorno de ajuste
  • transtornos dissociativos
  • transtorno de estresse agudo
Tempo Médio para Diagnóstico
varia de dias a meses desde o trauma

Tratamento

Abordagem Geral
psicoterapia estruturada com foco em trauma, sono, humor e apoio social
Modalidades de Tratamento
1 TCC focada em trauma
2 exposição gradual
3 reprocessamento
4 treinamento de sono
5 mindfulness
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Medicina de família Enfermagem Reabilitação
Tempo de Tratamento
varia de meses a anos, conforme resposta
Acompanhamento
consultas periódicas, apoio psicossocial e monitoramento de comorbidades

Prognóstico

Prognóstico Geral
com tratamento adequado, melhora funcional é comum
Fatores de Bom Prognóstico
  • início precoce do tratamento
  • rede de apoio
  • bom ajuste psicossocial
  • comorbidades controladas
Fatores de Mau Prognóstico
  • traumas múltiplos
  • baixa adesão ao tratamento
  • violência contínua
  • comorbidades graves
Qualidade de Vida
variável; melhora com tratamento e suporte

Prevenção

Prevenção Primária
redução de trauma e promoção de resiliência na comunidade
Medidas Preventivas
apoio psicossocial
psicoterapia precoce
redução de estresse
rotina estável
bom sono
Rastreamento
avaliação periódica em pessoas expostas a trauma

Dados no Brasil

Internações diretas são pouco frequentes; maior carga vem do manejo ambulatorial
Internações/Ano
Óbitos diretos são raros; maior impacto é sofrimento e comorbidades
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior impacto em regiões com violência e desastres; varia por estado

Perguntas Frequentes

1 PTSD aparece logo após o trauma ou pode demorar?
Pode surgir meses ou anos depois; busca de ajuda precoce melhora prognóstico.
2 Tratamento requer medicação sempre?
Nem sempre; psicoterapia é base; fármacos podem ajudar sintomas específicos.
3 É possível trabalhar com PTSD?
Sim; com tratamento e ajuste no ambiente, função pode melhorar.
4 Como saber se preciso diagnosticar PTSD?
Persistência de intrusões, evitação, humor ou sono alterados após trauma.
5 Como prevenir recaída?
Seguir plano terapêutico, manter suporte social e monitoramento médico.

Mitos e Verdades

Mito

PTSD ocorre apenas em militares.

Verdade

qualquer trauma significativo pode levar PTSD; cuidado amplo.

Mito

não há ajuda médica.

Verdade

terapias comprovadas reduzem sintomas e melhoram função.

Mito

trauma infantil condena para sempre.

Verdade

resultado depende de contexto, apoio e tratamento adequado.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
procure médico da família ou CAPS; avaliação psicológica inicial
Especialista Indicado
psiquiatra ou psicólogo
Quando Procurar Emergência
risco de suicídio ou comportamento perigoso
Linhas de Apoio
CVV 188 USC/SUS atendimento local

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.