Reação ao estresse grave e transtornos de adaptação
Transtornos de adaptação e resposta ao estresse
Resumo
F43 agrupa respostas do corpo a trauma com ajustes mentais; melhora com tratamento.
Identificação
- Código Principal
- F43
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Reação ao estresse grave e transtornos de adaptação, conforme CID-10
- Nome em Inglês
- Reaction to severe stress and adjustment disorders
- Outros Nomes
- Transtorno de adaptação • Reação ao estresse grave • Transtorno de ajustamento • Transtorno de estresse
- Siglas Comuns
- F43 F43.0 F43.1
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
- Categoria Principal
- Transtornos de adaptação e resposta ao estresse
- Subcategoria
- Reação ao estresse grave e transtornos de adaptação
- Tipo de Condição
- transtorno
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais variam por subtipo; PTSD mais comum entre 1-3% da população.
- Prevalência no Brasil
- Brasil carece de dados consolidados; alta incidência em traumatizados e populações de risco.
- Faixa Etária Principal
- Adultos jovens a meia-idade
- Distribuição por Sexo
- Predominância feminina no PTSD; exposição e diagnóstico influenciam.
- Grupos de Risco
- Exposição a trauma grave Violência física ou sexual Desastres naturais Viúvos/órfãos com trauma Profissionais expostos a trauma
- Tendência Temporal
- Prevalência estável, com leve aumento em regiões de conflito e desastres.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Trauma direto ou estresse intenso como gatilho primário da condição
- Mecanismo Fisiopatológico
- Alterações no eixo HPA, memória traumática, hiperativação da amígdala e redução de regulação emocional
- Fatores de Risco
- Exposição direta a trauma Lesões graves Rede de apoio limitada Doenças psiquiátricas prévias Uso de substâncias Ambiente de alto estresse
- Fatores de Proteção
- Rede de apoio sólida Acesso a cuidados de saúde mental Resiliência psicológica Intervenção precoce
- Componente Genético
- Contribuição genética na vulnerabilidade; evidence sugere hereditariedade moderada em alguns indivíduos
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Reexperiência do trauma, evasão e alterações de humor ou cognitivas
- Sintomas Frequentes
-
Revivência do eventoEvitamento de gatilhosHiperalertaHumor deprimido ou irritávelDistúrbios do sonoDificuldade de concentração
- Sinais de Alerta
-
- Ideação suicida ou ações autolesivas
- Comportamento agressivo
- Descontrole emocional intenso
- Uso abusivo de substâncias
- Risco de dano a terceiros
- Evolução Natural
- Sem tratamento, pode evoluir para sofrimento crônico, limitações e queda funcional.
- Complicações Possíveis
- Depressão Ansiedade generalizada Abuso de substâncias Problemas de sono Isolamento social
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Exposição a trauma, reexperiência, evitação, alterações de humor, hiperexcitabilidade
- Exames Laboratoriais
- Avaliação psicossocial Entrevista clínica estruturada Questionários de trauma Avaliação de comorbidades Triagem de uso de substâncias
- Exames de Imagem
- RM/CT para excluir lesões ou comorbidades Avaliações neurológicas quando indicado Não diagnostico por si só
- Diagnóstico Diferencial
-
- Transtornos de ansiedade
- Depressão maior
- Transtorno de ajuste sem trauma
- Transtornos dissociativos
- Transtorno de estresse induzido por substâncias
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Varia de semanas a meses; diagnóstico precoce melhora prognóstico
Tratamento
- Abordagem Geral
- Abordagem multidisciplinar com psicoterapia, manejo de sintomas e suporte social.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Terapia cognitivo-comportamental2 Terapia de exposição3 Terapia de integração de traumas4 Psicoterapia de apoio5 Tratamento farmacológico quando necessário
- Especialidades Envolvidas
- Psiquiatria Psicologia Medicina de Família Enfermagem Assistência Social
- Tempo de Tratamento
- Depende do subtipo; pode durar meses a anos com continuidade
- Acompanhamento
- Consultas regulares a cada 2-4 semanas nos estágios iniciais; ajuste conforme progresso
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Perspectiva variável; melhora com psicoterapia eficaz e apoio social.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Acesso rápido a tratamento
- Rede de apoio estável
- Adesão ao tratamento
- Ausência de comorbidades graves
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Exposição contínua a trauma
- Comorbidades psiquiátricas
- Uso de substâncias
- Isolamento social
- Qualidade de Vida
- Impacta sono, trabalho e bem-estar; melhora com tratamento e suporte
Prevenção
- Prevenção Primária
- Reduzir exposição ao trauma, promover resiliência e apoio social
- Medidas Preventivas
-
Rede de apoioAcesso rápido a cuidadosTécnicas de manejo de estresseEducação em copingAcompanhamento de saúde mental
- Rastreamento
- Questionários de trauma e avaliação de sintomas em populações de risco
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
PTSD afeta apenas pessoas fortes
Qualquer pessoa exposta a trauma pode desenvolver; força não determina.
Tratamento demora anos
Tratamentos atuais costumam reduzir sintomas em meses com adesão.
PTSD significa depressão
Condição distinta, embora comorbidades sejam comuns.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Converse com médico de família ou procure serviço de saúde mental
- Especialista Indicado
- Psiquiatra ou psicólogo clínico
- Quando Procurar Emergência
- Risco de suicídio, agressão descontrolada ou confusão extrema exigem atendimento
- Linhas de Apoio
- Disque 100 CVV 188 SUS Central de Atendimento
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.