contato@nztbr.com
cid 10 f411
CID-10

Transtorno de ansiedade generalizada

Ansiedade generalizada

Resumo

Transtorno de ansiedade generalizada: preocupação persistente e impacts na vida

Identificação

Código Principal
F41.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Generalized anxiety disorder
Nome em Inglês
Generalized Anxiety Disorder
Outros Nomes
GAD • TAG • Transtorno de ansiedade generalizada • Ansiedade difusa • Ansiedade crônica
Siglas Comuns
GAD TAG GA

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e do comportamento
Categoria Principal
Transtornos de ansiedade
Subcategoria
Transtorno de ansiedade generalizada
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam 2-5% da população adulta; variações por método e região.
Prevalência no Brasil
Brasil segue tendência global, com variações regionais e subgrupos de maior risco.
Faixa Etária Principal
Adultos de 20 a 40 anos
Distribuição por Sexo
Mulheres 2-3x mais atingidas que homens
Grupos de Risco
História familiar Estresse crônico Trauma na infância Condições de saúde mental Uso de substâncias
Tendência Temporal
Reconhecimento e diagnóstico aumentam; tendência estável a ligeiramente crescente

Etiologia e Causas

Causa Principal
Interação de fatores genéticos, neuroquímicos e ambientais
Mecanismo Fisiopatológico
Hiperatividade da amígdala, redução de GABA/serotonina, redes neuronais em desequilíbrio
Fatores de Risco
Herança familiar História de ansiedade/depressão Uso de cafeína Eventos traumáticos Condições de sono
Fatores de Proteção
Suporte social Sono adequado Terapia precoce Rotina estável
Componente Genético
Contribuição hereditária moderada; risco aumenta em familiares

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Preocupação contínua e exagerada que persiste por meses
Sintomas Frequentes
Preocupação constante
Tensão muscular
Fadiga
Dificuldade de concentração
Distúrbios de sono
Irritabilidade
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida persistente
  • Comportamento autodestrutivo
  • Perda de contato com a realidade
  • Descontrole emocional extremo
  • Violação de sono significativo
Evolução Natural
Sem tratamento tende a persistir com flutuações saudáveis ou debilitantes
Complicações Possíveis
Depressão associada Insônia crônica Isolamento social Problemas de trabalho Uso de substâncias

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Preocupação excessiva na maioria dos dias por ≥6 meses, dificuldade de controlá-la
Exames Laboratoriais
Avaliação clínica completa Exclusão de hipotiroidismo Níveis de ferro Avaliação de sono Triagem de medicações
Exames de Imagem
Não há exame de imagem definitivo; usa-se para excluir causas RM/TC conforme sintoma
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno de pânico
  • Transtornos de humor
  • Transtorno de ajuste
  • Fobia social
  • Transtorno de estresse
Tempo Médio para Diagnóstico
Dias a meses com consulta clínica

Tratamento

Abordagem Geral
Multidisciplinar: psicoterapia, manejo de ansiedade, educação do paciente
Modalidades de Tratamento
1 Terapia cognitivo-comportamental
2 SSRI/SNRI
3 Terapias de relaxamento
4 Educação sobre sono
5 Suporte social
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Medicina de família Enfermagem Neurociência
Tempo de Tratamento
Meses a longo prazo, conforme resposta
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento de sintomas, ajustes terapêuticos

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva geralmente boa com tratamento adequado; recaídas comuns
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Rede de apoio
  • Número baixo de comorbidades
  • Resposta à psicoterapia
Fatores de Mau Prognóstico
  • Não adesão
  • Transtornos comórbidos
  • Trauma não tratado
  • Uso de substâncias
Qualidade de Vida
Melhora significativa com controle de sintomas

Prevenção

Prevenção Primária
Promoção de saúde mental: sono, exercício, manejo do estresse
Medidas Preventivas
Sono regular
Exercício
Redução de cafeína
Apoio social
Terapia precoce
Rastreamento
Avaliação periódica em grupos de risco

Dados no Brasil

Entre 5 mil e 20 mil, conforme ano e rede
Internações/Ano
Baixa mortalidade direta; impacto maior por comorbidades
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste e Sul com maior detecção; Norte com acessos menores

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais comuns da condição?
Preocupação constante, fadiga, sono ruim, irritabilidade
2 Pode haver cura total?
Não há cura definitiva; controle a longo prazo com tratamento
3 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica, critérios diagnósticos e exclusão de causas
4 Quais tratamentos são indicados?
TCC e, se necessário, antidepressivos; apoio psicossocial
5 Como prevenir ou reduzir o risco?
Sono, atividade física, apoio social e manejo do estresse

Mitos e Verdades

Mito

ansiedade é nervosismo passageiro sem impacto

Verdade

pode ser duradoura e debilitante sem tratamento

Mito

apenas fraqueza explica a doença

Verdade

fatores biológicos, genéticos e ambientais atuam

Mito

medicação estraga a personalidade

Verdade

pode ajudar a estabilizar sintomas, com monitoramento

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico ou psicólogo; inicie pela rede pública
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo
Quando Procurar Emergência
Ideação suicida, automutilação, confusão severa, descontrole
Linhas de Apoio
Disque 188 - CVV Samu 192 Disque 136 - CAPS

CIDs Relacionados

F41.0 F41.9 F43.22 F41.1

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.