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cid 10 f40
CID-10

Fobia Social (Transtorno de ansiedade social)

Ansiedade social, medo de avaliação

Resumo

TAS é medo intenso de situações sociais, com evitamento e sofrimento.

Identificação

Código Principal
F40
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Fobia social, transtorno de ansiedade social, conforme CID-10, OMS
Nome em Inglês
Social Anxiety Disorder
Outros Nomes
Fobia da vergonha • Timidez patológica • Medo de críticas • Ansiedade de desempenho • Transtorno de ansiedade social
Siglas Comuns
FAS TAS ASO

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos de ansiedade
Categoria Principal
Transtornos de ansiedade
Subcategoria
Transtorno de ansiedade social
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam TAS em 7-13% da população ao longo da vida.
Prevalência no Brasil
No Brasil, 5-10% da população pode ter TAS.
Faixa Etária Principal
Adolescentes e jovens adultos
Distribuição por Sexo
Mais comum em mulheres
Grupos de Risco
História familiar de ansiedade Temperamento inibido Eventos sociais adversos Autoestima baixa Isolamento social
Tendência Temporal
Prevalência estável; reconhecimento aumentou.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Interação entre genética, aprendizado social e neurobiologia
Mecanismo Fisiopatológico
Amígdala e redes de regulação emocional com resposta de medo.
Fatores de Risco
História familiar de ansiedade Temperamento inibido Exposição social negativa Alta sensibilidade ao estresse Baixa autoimagem Ambiente crítico
Fatores de Proteção
Apoio social sólido Terapia precoce Habilidades de enfrentamento Rotina Autocuidado
Componente Genético
Contribuição genética moderada; herança poligênica.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Medo intenso de situações sociais com avaliação pública
Sintomas Frequentes
Evitar falar em público
Preocupação com críticas
Afastamento de reuniões
Sintomas físicos de ansiedade
Uso de desculpas para evitar situações
Medo de humilhação
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Comportamentos de autoproteção extremados
  • Descontrole de raiva
  • Fuga agressiva
  • Perda de sono grave
Evolução Natural
Sem tratamento, tende a persistir com flutuações
Complicações Possíveis
Isolamento social Baixa produtividade Problemas de sono Conflitos familiares Uso de substâncias

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Medo persistente, evitação, sofrimento, ≥6 meses, prejuízo funcional
Exames Laboratoriais
Não há biomarcadores validados Avalia comorbidades Triagem médica
Exames de Imagem
Não requer diagnóstico inicial MRI/CT apenas se comorbidades
Diagnóstico Diferencial
  • TGA
  • Fobia específica
  • Transtorno de pânico
  • Depressão com ansiedade
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente semanas a meses até confirmação

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multimodal: psicoterapia, manejo da ansiedade, apoio social
Modalidades de Tratamento
1 Terapia cognitivo-comportamental
2 Exposição gradual
3 Habilidades sociais
4 Medicamentos quando necessário
5 Aconselhamento familiar
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Psicologia clínica Terapia ocupacional Enfermagem
Tempo de Tratamento
Varia conforme gravidade; geralmente meses
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 4-12 semanas com terapeuta/psiquiatra

Prognóstico

Prognóstico Geral
Pode evoluir bem com tratamento adequado, mantendo melhora estável
Fatores de Bom Prognóstico
  • Acesso a tratamento
  • Rede de apoio
  • Adesão ao plano
  • Habilidades de enfrentamento
Fatores de Mau Prognóstico
  • Gravidade inicial alta
  • Comorbidades depressivas
  • Pouco apoio
  • Uso de substâncias
Qualidade de Vida
Pode melhorar significativamente com tratamento adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Promover educação emocional, reduzir estresse e fomentar redes de apoio
Medidas Preventivas
Habilidades de enfrentamento
Exposição gradual
Sono regular
Atividade física
Redução de álcool
Rastreamento
Avaliação periódica de ansiedade social em grupos de risco

Dados no Brasil

Internações são raras; crises graves comorbidades podem exigir hospitalização.
Internações/Ano
Obitos diretos por TAS são raros.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais comuns: Sudeste e Sul; menor em áreas rurais.

Perguntas Frequentes

1 Qual é a diferença entre medo de falar em público e TAS?
TAS envolve medo persistente com impacto diário, não apenas nervosismo moderado.
2 Pode ficar curado?
Tratamento adequado oferece melhora significativa; pode não ter cura total.
3 Como diagnosticar?
Entrevista clínica estruturada e questionários ajudam; descarta outras causas.
4 Precisa de medicação?
Nem sempre; psicoterapia é primeira linha; medicações ajudam em alguns casos.
5 Posso prevenir TAS?
Exposição gradual, habilidades sociais e sono regular reduzem risco.

Mitos e Verdades

Mito

TAS é apenas timidez.

Verdade

TAS é transtorno tratável com apoio adequado.

Mito

quem tem TAS evita tudo e nunca melhora.

Verdade

com terapia, muitas retornam a atividades normais.

Mito

apenas adultos têm TAS.

Verdade

pode começar na adolescência; tratamento funciona em todas idades.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família, psicólogo ou psiquiatra; iniciar é simples
Especialista Indicado
Psicólogo clínico ou psiquiatra
Quando Procurar Emergência
Dor no peito intensa, desmaio ou fala enrolada procure atendimento
Linhas de Apoio
Centro de Valorização da Vida 188 Samu 192

CIDs Relacionados

F40.1 F41.9 F43.22 F93.0 F41.8

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.