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cid 10 f321
CID-10

Episódio depressivo moderado

Depressão moderada

Resumo

Depressão moderada: humor triste, pouca energia; tratamento eficaz com psicoterapia e remédios.

Identificação

Código Principal
F32.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno depressivo, episódio único moderado
Nome em Inglês
Moderate depressive episode
Outros Nomes
Depressão moderada • Episódio depressivo moderado • Transtorno depressivo leve a moderado • Depressão grau moderado • Tristeza moderada
Siglas Comuns
MDD MD-Dep PDD

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Doenças mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos depressivos
Subcategoria
Episódio depressivo moderado
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
adquirida
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência mundial de depressão entre 5% e 7% ao longo da vida.
Prevalência no Brasil
Brasil apresenta carga semelhante, com subdiagnóstico significativo.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens e meia-idade
Distribuição por Sexo
Maior prevalência entre mulheres
Grupos de Risco
Historico familiar Estresse crônico Eventos de vida traumáticos Comorbidades médicas Isolamento social
Tendência Temporal
Sem tratamento, tende a persistir; com intervenção, melhora.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Fatores biológicos, psicológicos e sociais; predisposição genética envolvida.
Mecanismo Fisiopatológico
Alterações na neurotransmissão e no eixo HPA, com inflamação associada ao humor.
Fatores de Risco
Histórico familiar Estresse crônico Eventos de vida traumáticos Isolamento social Abuso de substâncias Condições médicas crônicas
Fatores de Proteção
Rede de apoio sólida Acesso a tratamento Hábitos saudáveis Resiliência
Componente Genético
Contribuição hereditária moderada; risco maior com familiares próximos.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Humor deprimido presente na maior parte dos dias.
Sintomas Frequentes
Perda de interesse
Fadiga
Alterações de sono
Baixa energia
Dificuldade de concentração
Pensamentos de morte
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida presente
  • Plano de autoagressão
  • Comportamento de alto risco
  • Perda de funcionamento social
  • Desesperança aguda
Evolução Natural
Sem tratamento, pode persistir por meses a anos
Complicações Possíveis
Ansiedade Insônia crônica Fadiga crônica Dificuldade de funcionamento Isolamento social

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios clínicos para depressão, incluindo humor deprimido, anedonia, sono e energia reduzidos por ≥2 semanas.
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH Vitamina D B12 Ferritina
Exames de Imagem
Não é diagnóstico por imagem obrigatório
Diagnóstico Diferencial
  • Ansiedade
  • Transtorno bipolar
  • Transtorno de ajustamento
  • Distúrbios de sono
  • Depressão resistente
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente semanas desde o primeiro contato

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem integrada: psicoterapia aliada à farmacoterapia quando necessária, visando alívio e funcionalidade.
Modalidades de Tratamento
1 Psicoterapia (CBT ou IPT)
2 Psicoterapia psicodinâmica
3 Farmacoterapia com antidepressivos
4 Terapias de suporte e psicoeducação
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia clínica Clínica geral Enfermagem Assistência social
Tempo de Tratamento
Duração varia; curto a longo prazo conforme resposta.
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento de humor, sono e adesão ao tratamento.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com tratamento adequado, boa parte retorna à função; variações existem.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Acesso a tratamento
  • Rede de apoio
  • Adesão ao plano
  • Entrada precoce
Fatores de Mau Prognóstico
  • Histórico de recorrência
  • Ideação suicida
  • Comorbidades graves
  • Isolamento social
Qualidade de Vida
Impacto significativo na função diária, trabalho e relacionamentos.

Prevenção

Prevenção Primária
Adotar hábitos saudáveis, apoio social e manejo de estressores.
Medidas Preventivas
Sono regular
Atividade física
Rede de apoio
Redução de álcool
Tratamento precoce
Rastreamento
Aplicar ferramentas validadas em atenção básica para detecção precoce.

Dados no Brasil

Entre 25 mil e 60 mil internações anuais.
Internações/Ano
Milhares de óbitos associados a depressão com comorbidades.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior carga em grandes centros; acesso varia por região.

Perguntas Frequentes

1 Quais são sinais de depressão?
Humor triste na maior parte dos dias, perda de interesse, fadiga, sono alterado.
2 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica, entrevista detalhada e uso de escalas validadas.
3 O tratamento é seguro?
Sim, com acompanhamento; efeitos colaterais são monitorados pelo médico.
4 É possível prevenir?
Há hábitos de vida saudáveis que reduzem risco e promovem bem-estar.
5 Quero parar tratamento?
Não interrompa sem orientação; ajuste gradual é comum.

Mitos e Verdades

Mito

depressão é fraqueza.

Verdade

doença real com base biológica; tratamento eficaz.

Mito

apenas adultos ficam deprimidos.

Verdade

afeta todas as idades, incluindo jovens.

Mito

antidepressivos mudam a pessoa.

Verdade

ajudam a regular humor com acompanhamento adequado.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Converse com atenção básica ou CAPS; médico pode orientar.
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo clínico.
Quando Procurar Emergência
Sinais de risco: ideação suicida, planos ou intenção.
Linhas de Apoio
188 (CVV) 136 SUS CAPS local

CIDs Relacionados

F33 F32.0 F32.2 F32.9 F34.1

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.