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cid 10 f32.3
CID-10

Depressão maior, episódio único, grave

Depressão grave

Resumo

Doença real com sintomas de tristeza, pouca energia e perda de interesse, tratável

Identificação

Código Principal
F32.3
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno depressivo maior, episódio único, grave
Nome em Inglês
Major depressive disorder, single episode, severe
Outros Nomes
Depressão maior • Transtorno depressivo maior • Episódio depressivo grave • Depressão severa • Transtorno depressivo
Siglas Comuns
TDM MDD

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos do humor
Subcategoria
Episódio depressivo maior, grave
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
grave

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência mundial: ~4,4% de adultos com depressão em 12 meses
Prevalência no Brasil
Brasil: 4-5% na população adulta, com variações regionais
Faixa Etária Principal
Adultos 15-64 anos
Distribuição por Sexo
Maior em mulheres; relação próximo de 2:1
Grupos de Risco
História familiar de depressão Estresse prolongado Uso de álcool ou substâncias Desemprego/ vulnerabilidade econômica Isolamento social
Tendência Temporal
Aumento gradual globalmente, influenciado por fatores socioeconômicos

Etiologia e Causas

Causa Principal
Contribuição multifatorial: genética, neuroquímica, ambiente
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção do eixo HPA e alterações de neurotransmissores; inflamação leve pode ocorrer
Fatores de Risco
História familiar de depressão Estresse prolongado Evento de vida adverso Desemprego Baixa rede de apoio Isolamento social
Fatores de Proteção
Rede de apoio estável Exercício regular Sono adequado Tratamento precoce
Componente Genético
Herança moderada; risco aumenta com histórico familiar

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Humor deprimido persistente com anedonia
Sintomas Frequentes
Humor deprimido na maior parte do dia
Perda de interesse
Fadiga crônica
Alterações de sono
Mudanças no apetite
Dificuldade de concentração
Sinais de Alerta
  • Ideação ou planos de suicídio
  • Perda de peso sem causa
  • Comportamento perigoso
  • Linguagem lenta ou acelerada
  • Desesperança súbita
Evolução Natural
Sem tratamento, episódios podem tornar-se mais frequentes e duradouros
Complicações Possíveis
Risco suicida Abuso de substâncias Deterioração funcional Aumento de hospitalizações Risco de comorbidades

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Humor deprimido ou perda de interesse por ≥2 semanas com 5+ sintomas
Exames Laboratoriais
TSH Hemograma Ferro sérico Vitamina D Avaliação de ferritina
Exames de Imagem
Não requer exames de imagem para diagnóstico RM/CT apenas para excluir outras condições
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno de ansiedade
  • Transtorno bipolar na fase depressiva
  • Distimia
  • Depressão secundaria a doença médica
  • Transtornos somatoformes
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente semanas a meses do início até confirmação

Tratamento

Abordagem Geral
Estratégia combinada: psicoterapia, manejo de fatores de risco e medicações quando indicado
Modalidades de Tratamento
1 Terapia cognitivo-comportamental
2 Terapia interpessoal
3 Antidepressivos
4 Acompanhamento psicossocial
5 Tratamento de comorbidades
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia clínica Medicina de Família Enfermagem psiquiátrica Assistência social
Tempo de Tratamento
Duração varia; muitos meses a anos
Acompanhamento
Consultas periódicas, ajuste de medicação e apoio psicossocial

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com tratamento adequado, boa resposta é comum; recaídas podem ocorrer
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão ao tratamento
  • Rede de apoio estável
  • Tratamento precoce
  • Baixa comorbidade
Fatores de Mau Prognóstico
  • Recaídas repetidas
  • Isolamento social
  • Doenças graves
  • Uso de substâncias
Qualidade de Vida
Pode melhorar com tratamento e apoio; função diária pode retornar

Prevenção

Prevenção Primária
Promoção de saúde mental, manejo de estressores, hábitos saudáveis
Medidas Preventivas
Sono adequado
Exercício regular
Rede de apoio
Tratamento precoce de sinais
Redução de uso de álcool
Rastreamento
Rastreamento com PHQ-9 em grupos de risco

Dados no Brasil

null
Internações/Ano
null
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior impacto em áreas urbanas; variações regionalizadas

Perguntas Frequentes

1 A depressão pode curar-se sozinha sem tratamento?
Quase sempre necessita de apoio; tratamento aumenta chances de recuperação
2 Posso tomar remédios se estiver amamentando?
Alguns antidepressivos são seguros; avalie com médico antes de iniciar
3 Como sei se preciso buscar ajuda médica?
Mudanças persistentes de humor, sono, energia ou interesse justificam avaliação
4 A prática de exercícios evita depressão?
Auxilia, mas não substitui tratamento: é complemento ativo
5 Posso ter depressão junto com ansiedade?
Sim, comorbidade comum requer manejo integrado

Mitos e Verdades

Mito

depressão é fraqueza; Verdade: é doença real com tratamento eficaz

Verdade

A depressão envolve cérebro, hormônios e ambiente; diagnóstico é clínico

Mito

apenas pessoas tristes ficam deprimidas; Verdade: envolve alterações neuroquímicas

Verdade

Tratamento adequado reduz sintomas e melhora função

Mito

antidepressivos causam dependência; Verdade: uso supervisionado é seguro

Verdade

Descontinuação gradual com médico é necessária

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família ou psiquiatra; rede de apoio
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo clínico
Quando Procurar Emergência
Ideação suicida, comportamento extremo, ou confusão
Linhas de Apoio
CVV 188 SUS central CAPS regional

CIDs Relacionados

F32.0 F32.1 F32.2 F32.3 F32.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.