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cid 10 f32 3
CID-10

Transtorno depressivo maior, episódio moderado

Depressão moderada

Resumo

Depressão moderada é queda de humor com perda de interesse por semanas; tratamento ajuda.

Identificação

Código Principal
F32.3
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Episódio depressivo moderado, transtorno depressivo maior (CID-10)
Nome em Inglês
Depressive episode, moderate
Outros Nomes
Depressão moderada • Episódio depressivo moderado • Transtorno depressivo maior (episódio moderado)
Siglas Comuns
MDD ED MDE

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos do humor
Subcategoria
Depressão maior, episódio moderado
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativa mundial 5-7% de adultos com depressão ativa; variações regionais.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência anual estimada 4-9% entre adultos; subregistro.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade; pico entre 25-45; maior em mulheres
Distribuição por Sexo
Mulheres ~2:1 sobre homens
Grupos de Risco
Mulheres em idade fértil Estresse crônico Comorbidades físicas Desemprego Uso de álcool
Tendência Temporal
Tendência global de alta em várias regiões, associada a estressores socioeconômicos.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Causas multifatoriais: biológicas, psicológicas e ambientais interagindo ao longo da vida.
Mecanismo Fisiopatológico
Neuroquímica alterada, eixo HPA e inflamação; neuroplasticidade reduzida.
Fatores de Risco
Genética Sexo feminino Eventos adversos Comorbidades Isolamento social Desemprego
Fatores de Proteção
Rede de apoio Atividade física Sono regular Tratamento precoce
Componente Genético
Contribuição genética significativa; herdabilidade moderada.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Humor deprimido persistente com perda de interesse
Sintomas Frequentes
Anedonia
Fadiga
Distúrbios do sono
Alterações de apetite
Baixa autoestima
Pensamentos negativos
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Plano de suicídio
  • Perda de higiene pessoal
  • Comportamento agressivo com risco
  • Desorganização extrema
Evolução Natural
Pode piorar sem tratamento; recaídas comuns; curso crônico em alguns casos
Complicações Possíveis
Risco suicida Isolamento social Problemas ocupacionais Dependência de substâncias Queda da qualidade de vida

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios clínicos baseados em humor ou anedonia por 2+ semanas, com sinais adjacentes.
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH Ferritina/B12 Função hepática Vitamina D
Exames de Imagem
Não é rotina RM/TC apenas se indicado Avaliação neurológica quando necessário Neuroimagem conforme suspeita
Diagnóstico Diferencial
  • Ansiedade
  • Transtorno bipolar depressivo
  • Distimia
  • Distúrbios hormonais
  • Depressão situacional
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia de semanas até confirmação pela entrevista clínica

Tratamento

Abordagem Geral
Plano multimodal: psicoterapia, antidepressivos conforme necessidade, monitoramento de risco.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia cognitivo-comportamental
2 Terapia interpessoal
3 Antidepressivos
4 Terapia de suporte
5 Estimulação magnética transcraniana
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Clínica médica Enfermagem Farmácia clínica
Tempo de Tratamento
Duração típica de semanas a meses, com ajustes
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento de sintomas e adesão

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva de melhoria com tratamento adequado; recaídas possíveis
Fatores de Bom Prognóstico
  • Redes de apoio sólidas
  • Adesão ao tratamento
  • Respostas iniciais positivas
  • Acesso rápido a cuidado
Fatores de Mau Prognóstico
  • História de episódios
  • Comorbidades graves
  • Baixa adesão
  • Fatores socioeconômicos desfavoráveis
Qualidade de Vida
Queda inicial de qualidade de vida, melhoria com tratamento e suporte

Prevenção

Prevenção Primária
Promoção de bem-estar, sono estável e apoio social para reduzir risco.
Medidas Preventivas
Sono regular
Atividade física
Redução de álcool
Rede de apoio
Saúde mental contínua
Rastreamento
Rastreamento regular com escalas simples em consultas

Dados no Brasil

Internações por depressão variam por região.
Internações/Ano
Óbitos diretos são raros; comorbidades elevam risco.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste domina; lacunas em áreas rurais do Norte e Nordeste.

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais iniciais da depressão?
Humor triste, perda de interesse, fadiga, sono irregular.
2 Depressão é curável?
Pode melhorar com tratamento; remissão comum.
3 Como é feito o diagnóstico?
Entrevista clínica, escalas e exclusão de outras causas.
4 Posso fazer exercícios com depressão?
Sim; atividade física ajuda, adaptando ao seu ritmo.
5 Duração típica do tratamento?
Varia; semanas a meses, com acompanhamento.

Mitos e Verdades

Mito

mito_1: Depressão é sinal de fraqueza

Verdade

é doença real com bases biológicas

Mito

mito_2: Depressão é culpa ou falha de caráter

Verdade

envolve biologia, psicologia e ambiente

Mito

mito_3: Só acontece a adultos com dinheiro

Verdade

pode afetar crianças, jovens e idosos

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure unidade básica de saúde para avaliação inicial.
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo clínico.
Quando Procurar Emergência
Ideação suicida, planos ou autolesão; buscar atendimento imediato.
Linhas de Apoio
CVV 188 SUS 135 SAMU 192

CIDs Relacionados

F32.0 F32.1 F32.2 F32.4 F33.0

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.