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cid 10 f25
CID-10

Transtornos esquizofreniformes

Transtornos esquizofreniformes

Resumo

Conjunto de transtornos psicóticos semelhantes à esquizofrenia; manejo com tratamento multidisciplinar

Identificação

Código Principal
F25
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Schizophrenia-like disorders
Nome em Inglês
Schizophrenia-like disorders
Outros Nomes
Esquizofreniform disorder • Transtorno esquizofreniforme • Esquizofreniformes (F25) • Condicoes esquizofreniformes
Siglas Comuns
F25

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos psicóticos
Categoria Principal
Transtornos psicóticos esquizofreniformes
Subcategoria
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global estimada entre 0,2% e 0,5%, com variações por critérios diagnósticos.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; estimativas sugerem prevalência semelhante, com variações regionais.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens, 15-35 anos
Distribuição por Sexo
Equilibrada, com leve predomínio masculino em alguns estudos
Grupos de Risco
História familiar de transtornos psicóticos Uso de cannabis na adolescência Urbanização/isolamento Estressores psicossociais Trauma infantil
Tendência Temporal
Persistente, com variações por país; avanços diagnósticos não alteram tendência global

Etiologia e Causas

Causa Principal
Interação complexa entre genes, neurotransmissores e ambiente
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção dopaminérgica, conectividade neural alterada e inflamação neuroinflammatória
Fatores de Risco
Historia familiar de transtornos psicóticos Uso de cannabis na adolescência Urbanização/isolamento Estressores psicossociais Trauma infantil
Fatores de Proteção
Acesso precoce ao tratamento Rede de apoio estável Intervenções de reabilitação social Ambiente familiar estável
Componente Genético
Herança multifatorial; risco aumenta com histórico familiar

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Delírios, alucinações, pensamento desorganizado
Sintomas Frequentes
Delírios persecutórios
Alucinações auditivas
Desorganização do pensamento
Retratação emocional reduzida
Isolamento social
Alterações de humor
Sinais de Alerta
  • Declínio funcional rápido
  • Ideação suicida persistente
  • Comportamento perigosamente desorganizado
  • Alucinações com desorientação
  • Perda de contato com a realidade
Evolução Natural
Sem tratamento, deterioração gradual, com piora cognitiva
Complicações Possíveis
Déficits cognitivos persistentes Rebaixamento ocupacional Isolamento social Dependência de serviços Risco de automutilação

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica de psicose com duração compatível e exclusão de outras causas
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH Função renal Exames toxicológicos Glicemia basal
Exames de Imagem
RM cerebral TC craniana
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno depressivo com psicose
  • Transtorno bipolar com psicose
  • Delírio psicótico
  • Transtorno induzido por substâncias
  • Transtorno do espectro autista com psicose
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses a anos até confirmação

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem integrada: antipsicóticos, apoio psicossocial, acompanhamento multidisciplinar
Modalidades de Tratamento
1 Antipsicóticos
2 Terapia cognitivo-comportamental adaptada
3 Reabilitação psicossocial
4 Apoio familiar
5 Psicoterapia familiar
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Enfermagem psiquiátrica Assistência social Reabilitação
Tempo de Tratamento
Varia conforme resposta; meses a anos
Acompanhamento
Consultas regulares nos primeiros meses, ajuste de dose

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia amplamente; tratamento adequado melhora sintomas e função
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce de tratamento
  • Adesão ao tratamento
  • Rede de apoio estável
  • Baixa comorbidade médica
Fatores de Mau Prognóstico
  • Adesão irregular
  • Uso de substâncias
  • Comorbidades graves
  • Episódios severos anteriores
Qualidade de Vida
Possível manter autonomia com tratamento contínuo

Prevenção

Prevenção Primária
Promoção de saúde mental, manejo de estresse e redução de substâncias
Medidas Preventivas
Acesso a atendimento
Rede de apoio
Redução cannabis
Programas de reabilitação
Educação comunitária
Rastreamento
Não existe rastreamento universal; vigilância de sinais precoces

Dados no Brasil

Varia por região; internações por transtornos psicóticos relevantes
Internações/Ano
Mortalidade associada baixa, comorbidades elevam risco
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste/Sul com maior oferta de serviço; Norte/Nordeste menos acesso

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais iniciais de F25?
Sinais psicóticos, delírios ou alucinações, pensamento desorganizado, queda na rotina.
2 É possível tratar sem hospitalização?
Sim, com tratamento ambulatorial adequado e apoio psicossocial.
3 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica detalhada, exames básicos e exclusão de outras causas.
4 Existe cura definitiva?
Controle dos sintomas é comum; recaídas podem ocorrer, prevenção importa.
5 Quais são as melhorias esperadas?
Melhora funcional, melhor qualidade de vida, retorno gradual às atividades.

Mitos e Verdades

Mito

pessoas são perigosas apenas por ter a condição.

Verdade

risco de agressividade não é geral; tratamento reduz sintomas.

Mito

não há tratamento eficaz.

Verdade

tratamento multidisciplinar controla sinais e melhora função.

Mito

cura rápida com droga única.

Verdade

adesão e apoio sustentam ganhos a longo prazo.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Unidade básica de saúde ou hospital local; procure médico
Especialista Indicado
Psiquiatra
Quando Procurar Emergência
Sinais de risco imediato de dano: procure pronto atendimento
Linhas de Apoio
CVV 188 SAMU 192 Disque Saúde 136

CIDs Relacionados

F20 F23 F25 F25.9 F29

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.