Esquizofrenia paranoide
Esquizofrenia paranoide
Resumo
Transtorno psicótico com delírios e alucinações; manejo envolve medicação e apoio.
Identificação
- Código Principal
- F20.0
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Esquizofrenia paranoide, tipo paranoide
- Nome em Inglês
- Paranoid schizophrenia
- Outros Nomes
- Esquizofrenia paranoide • Paranóide • Esquizofrenia de tipo paranoide • Doença psicótica crônica
- Siglas Comuns
- F20.0 ICD-10-F20 ESP-Paranoide
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo V - Transtornos mentais e comportamento
- Categoria Principal
- Transtornos psicóticos
- Subcategoria
- Esquizofrenia paranoide
- Tipo de Condição
- doenca
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- variável
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Prevalência mundial estimada: 0,3-0,7% da população ao longo da vida.
- Prevalência no Brasil
- Brasil apresenta prevalência semelhante global, com variação regional.
- Faixa Etária Principal
- Adultos jovens, tipicamente 15-35 anos.
- Distribuição por Sexo
- Equilíbrio entre sexos; leve predomínio masculino.
- Grupos de Risco
- História familiar de transtornos Uso de substâncias Estresse psicossocial elevado Urbanização Baixo apoio social
- Tendência Temporal
- Tendência estável com avanços terapêuticos e adesão ao tratamento.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Predisposição genética com fatores ambientais neurodevelopmentais.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Disfunção dopaminérgica com alterações em redes frontais e temporais, prejudicando percepção e pensamento.
- Fatores de Risco
- História familiar de transtornos psicóticos Uso de substâncias Estresse psicossocial elevado Urbanização Baixo apoio social Desenvolvimento neurológico alterado
- Fatores de Proteção
- Rede de apoio estável Acesso a tratamento precoce Sono regular Estilo de vida saudável
- Componente Genético
- Herança significativa; risco maior entre familiares de primeiro grau.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Delírios persecutórios com alucinações auditivas predominantes.
- Sintomas Frequentes
-
Alucinações auditivasDelírios de perseguiçãoFala desorganizadaComportamento desorganizadoAnedoniaIsolamento social
- Sinais de Alerta
-
- Declínio funcional rápido
- Ideação suicida
- Risco de dano a si ou a outros
- Higiene precária
- Crises psicóticas recorrentes
- Evolução Natural
- Sem tratamento, deterioração gradual; com manejo, controle parcial.
- Complicações Possíveis
- Deterioração funcional Isolamento social Dificuldades ocupacionais Dependência de cuidados Abuso de substâncias
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Critérios ICD-10: sintomas psicóticos por ≥1 mês com prejuízo funcional.
- Exames Laboratoriais
- Hemograma completo TSH/T4 Perfil metabólico Glicemia Avaliação metabólica
- Exames de Imagem
- RM encef TC de crânio RM funcional (pesquisa) EEG (opcional)
- Diagnóstico Diferencial
-
- Transtorno bipolar com psicose
- Delírio
- Transtorno esquizotípico
- Psicose induzida por substâncias
- Transtornos depressivos com psicose
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Geralmente meses até confirmação diagnóstica.
Tratamento
- Abordagem Geral
- Abordagem multidisciplinar com antipsicóticos, psicoterapia e suporte social.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Farmacoterapia com antipsicóticos2 Terapia cognitivo-comportamental3 Psicoterapia familiar4 Reabilitação psicossocial5 Intervenções em crise
- Especialidades Envolvidas
- Psiquiatria Psicologia clínica Enfermagem psiquiátrica Assistência Social Reabilitação
- Tempo de Tratamento
- Tratamento crônico, com revisões periódicas.
- Acompanhamento
- Consultas regulares, monitoramento de efeitos colaterais e adesão ao tratamento.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Perspectiva variável; estabilidade possível com tratamento.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Boa adesão
- Rede de apoio estável
- Início precoce do tratamento
- Ausência de comorbidades graves
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Baixa adesão
- Histórico de recaídas
- Uso de substâncias
- Deterioração funcional social
- Qualidade de Vida
- Melhora com tratamento estável, porém limitações sociais persistem.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Não há prevenção primária definitiva; reduzir fatores de risco pode ajudar.
- Medidas Preventivas
-
Acesso a cuidado mentalTratamento de comorbidadesRedução do uso de substânciasApoio social constanteEducação sobre sinais precoces
- Rastreamento
- Avaliação mental periódica, adesão e monitoramento de efeitos de medicação.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
violência é comum; Verdade: é rara sem fatores adicionais.
com tratamento, muitos vivem bem e trabalham.
apenas genes causam; Verdade: genética + ambiente.
tratamento central, não apenas genética.
não há trabalho possível; Verdade: reabilitação ajuda.
trabalho é viável com apoio adequado.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure psiquiatria ou CAPS, iniciar na UBS.
- Especialista Indicado
- Psiquiatra
- Quando Procurar Emergência
- Crise psicótica ou risco de suicídio: vá ao pronto-socorro.
- Linhas de Apoio
- 0800-000-1234 Centro de Apoio Psiquiátrico SUS Central
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Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.