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cid 10 f 41.1
CID-10

Transtorno de Ansiedade Generalizada

Ansiedade generalizada

Resumo

TAG envolve preocupação excessiva por meses, prejudicando sono e função; tratamento ajuda.

Identificação

Código Principal
F41.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno de Ansiedade Generalizada segundo a OMS
Nome em Inglês
Generalized Anxiety Disorder
Outros Nomes
TAG • Transtorno de ansiedade generalizada • Ansiedade crônica • Ansiedade generalizada
Siglas Comuns
TAG GAD TA

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos de ansiedade
Subcategoria
Transtorno de ansiedade generalizada
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam 2-6% da população, variando por país.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência estimada em 5-6% na população adulta.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade (20-40 anos)
Distribuição por Sexo
Ligeira predominância em mulheres.
Grupos de Risco
Historia familiar de ansiedade Estresse prolongado Depressão associada Abuso/trauma Doenças crônicas
Tendência Temporal
Globalmente estável, com aumento em grupos sob estressores modernos.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Predisposição genética com fatores ambientais e alterações neuroquímicas.
Mecanismo Fisiopatológico
Conectividade emocional alterada: amígdala hiperativa e controle pré-frontal reduzido.
Fatores de Risco
Historia familiar Estresse prolongado Depressão associada Abuso/trauma Doenças crônicas Uso de cafeína/alcool
Fatores de Proteção
Sono regular Rede de apoio Técnicas de relaxamento Acesso a tratamento precoce
Componente Genético
Contribuição genética moderada; risco maior em gêmeos.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Preocupação persistente excessiva com várias situações.
Sintomas Frequentes
Preocupação constante
Dificuldade de concentração
Fadiga
Tensão muscular
Insônia
Irritabilidade
Sinais de Alerta
  • Ideias de suicídio
  • Comportamento agressivo extremo
  • Perda de contato com a realidade
  • Alucinações
  • Desconexão súbita
Evolução Natural
Pode ser crônica sem tratamento; melhora com psicoterapia e manejo de estressores.
Complicações Possíveis
Depressão Distúrbios do sono Problemas funcionais Abuso de substâncias Conflitos familiares

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica com critérios de ansiedade persistente por meses, excluindo outras causas.
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH Ferritina Vitamina B12 Glicemia
Exames de Imagem
Não exige imagem de rotina RM/TC apenas por sinais neurológicos
Diagnóstico Diferencial
  • Depressão maior
  • Transtorno de pânico
  • Ansiedade social
  • Uso de substâncias
  • Hipertireoidismo
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo até diagnóstico costuma variar; pode levar meses.

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multidisciplinar com psicoterapia e manejo de sinais.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia cognitivo-comportamental
2 SSRI/SNRI como primeira linha
3 Técnicas de relaxamento
4 Terapia de exposição
5 Mudanças no estilo de vida
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia clínica Medicina de família Neurologia Terapia ocupacional
Tempo de Tratamento
Duração de meses a anos, resposta gradual.
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 4-8 semanas; ajuste terapêutico.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Boa perspectiva com tratamento adequado; sintomas podem persistir sem cuidado.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Acesso a tratamento precoce
  • Resposta ao tratamento
  • Rede de apoio
  • Adesão ao plano
Fatores de Mau Prognóstico
  • Comorbidades graves
  • Estresse ocupacional intenso
  • Não buscar tratamento
  • Uso de substâncias
Qualidade de Vida
Melhora com tratamento adequado, mantendo qualidade de vida.

Prevenção

Prevenção Primária
Sono adequado, atividade física, manejo do estresse e rede de apoio.
Medidas Preventivas
Rotina de sono
Exercícios físicos
Mindfulness
Redução de cafeína/alcohol
Acesso a apoio psicológico
Rastreamento
Triagem de ansiedade em contextos de risco com questionários validados.

Dados no Brasil

Baixas internações para TAG isolada; indicações variam.
Internações/Ano
Óbitos diretos são raros; comorbidades elevam risco.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Presente em todas as regiões; maior registro em capitais.

Perguntas Frequentes

1 Qual a diferença entre ansiedade normal e TAG?
Ansiedade normal reage a estressores; TAG é persistente e prejudica funcionamento.
2 Como é feito o diagnóstico de TAG?
Avaliação clínica com critérios específicos e exclusão de outras causas.
3 O tratamento é sempre medicamentoso?
Não; psicoterapia muito eficaz, com meds quando indicado.
4 É possível prevenir TAG?
Há fatores de risco modificáveis; hábitos saudáveis ajudam manejo e prevenção.
5 Posso voltar ao trabalho durante o tratamento?
Sim, com orientações; ajustes no trabalho costumam facilitar.

Mitos e Verdades

Mito

ansiedade é fraqueza; Verdade: é condição tratável com apoio.

Verdade

TAG é transtorno comum com base neurobiológica e tratamento eficaz.

Mito

medicação é sempre necessária.

Verdade

nem toda pessoa precisa de medicação; psicoterapia funciona bem.

Mito

apenas pessoas fracas sentem ansiedade.

Verdade

ocorre em várias situações; evita estigma e busca ajuda.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure unidade básica de saúde ou médico de família para triagem.
Especialista Indicado
Psicólogo clínico ou psiquiatra.
Quando Procurar Emergência
Sinais de risco: ideação, planos ou intenção de ferir-se.
Linhas de Apoio
CVV 188 SUS 136 SAMU 192

CIDs Relacionados

F41.9 F41.2 F40.1 F43.22 F32.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.