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cid 10 f 323
CID-10

Depressão maior, episódio único, grave sem psicose

Depressão maior, episódio único, grave

Resumo

Depressão maior é doença do humor; tratamento com psicoterapia e apoio costuma melhorar.

Identificação

Código Principal
F32.3
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno depressivo maior, episódio único, grave, sem psicose
Nome em Inglês
Major Depressive Disorder, Single Episode, Severe
Outros Nomes
Depressão grave • Transtorno depressivo maior — episódio único • MDE com episódio único • Depressão maior grave • Quadro depressivo intenso
Siglas Comuns
MDD F32.3 TDMA

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos do humor
Subcategoria
Depressão, episódio único, grave
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
grave

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: depressão maior afeta cerca de 4,4% da população; casos graves impactam mais.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência de depressão maior entre 4% e 7% da população.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens e meia idade
Distribuição por Sexo
Maior em mulheres; relação próxima de 2:1
Grupos de Risco
História familiar de depressão Eventos estressores Traumas na infância Isolamento social Doenças crônicas
Tendência Temporal
Acesso a tratamento melhorou em alguns lugares; variações regionais persistem.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Multifatorial; envolve fatores genéticos, neuroquímicos e ambientais.
Mecanismo Fisiopatológico
Alterações na neurotransmissão, neuroplasticidade reduzida, inflamação de base biológica.
Fatores de Risco
História familiar de depressão Eventos traumáticos Isolamento social Doenças crônicas Uso de álcool Estressores socioeconômicos
Fatores de Proteção
Rede de apoio estável Acesso a tratamento Rotina consistente Sono adequado
Componente Genético
Herança moderada; risco maior com histórico familiar.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias.
Sintomas Frequentes
Fadiga constante
Dificuldade de concentração
Distúrbios do sono
Alterações de apetite
Baixa autoestima
Perda de prazer
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Tentativa de autoagressão
  • Perda de contato com amigos
  • Queda acentuada no funcionamento
  • Comportamento agressivo extremo
Evolução Natural
Sem tratamento, pode piorar progressivamente, com prejuízo social e ocupacional.
Complicações Possíveis
Suicídio Abuso de álcool/drogas Problemas de sono Isolamento social Desemprego

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica com critérios de DSM/ICD; humor deprimido, anedonia, duração ≥2 semanas, prejuízo.
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH/T4 Ferro e vitaminas Função hepática Avaliação de drogas conforme necessidade
Exames de Imagem
Não rotineiro RM/CT apenas se suspeitar outra condição neurológica
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno bipolar
  • Distimia
  • Transtornos de ansiedade
  • Distúrbios da tireoide
  • Transtorno de ajustamento
Tempo Médio para Diagnóstico
Dias a semanas entre surgimento de sintomas e diagnóstico.

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem integrada combinando psicoterapia, apoio social e avaliação de medicação conforme necessidade.
Modalidades de Tratamento
1 Psicoterapia
2 Terapias de apoio
3 Tratamento farmacológico conforme indicação
4 Terapias de casal/família
5 Programas de mobilização social
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia clínica Medicina de família Enfermagem em saúde mental Terapia ocupacional
Tempo de Tratamento
Varia conforme gravidade; psicoterapia pode durar meses; medicamentoso pode durar meses a anos.
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento de sintomas e adesão ao tratamento.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva variável; com tratamento adequado, melhora significativa é comum.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão ao tratamento
  • Redução de estressores
  • Apoio social estável
  • Sinais leves no início
Fatores de Mau Prognóstico
  • História de depressão resistente
  • Comorbidades graves
  • Uso de substâncias
  • Ideação suicida persistente
Qualidade de Vida
Impacta bem-estar, sono e relações; tratamento adequado melhora bastante.

Prevenção

Prevenção Primária
Promover saúde mental, reduzir estressores, buscar ajuda precoce.
Medidas Preventivas
Sono regular
Exercício físico
Alimentação saudável
Redução de álcool
Rede de apoio
Rastreamento
Rastreamento em atenção primária com questionários breves.

Dados no Brasil

null
Internações/Ano
null
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais atendimentos em capitais e áreas urbanas; regiões rurais com menor acesso.

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais iniciais da depressão?
Humor baixo persistente, perda de interesse, fadiga, sono alterado, vergonha ou culpa.
2 A depressão é tratável?
Sim, com psicoterapia, apoio social e, quando indicado, medicação.
3 Como saber se preciso de psicoterapia?
Se humor persiste por semanas e atrapalha atividades, procure avaliação.
4 Posso prevenir recaídas?
Sim: tratamento contínuo, hábitos saudáveis e monitoramento de sintomas.
5 Qual o tempo de tratamento típico?
Varia; terapia costuma 8–12 semanas, tratamento medicamentoso meses a anos.

Mitos e Verdades

Mito

depressão é fraqueza de caráter.

Verdade

doença real com bases biológicas e sociais.

Mito

basta ter força de vontade para superar.

Verdade

requer tratamento e apoio profissional.

Mito

depressão afeta apenas adultos.

Verdade

ocorre em jovens, adultos e idosos; tratamento ajuda.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico da família, posto de saúde ou centro de saúde mental.
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo clínico.
Quando Procurar Emergência
Ideação ou plano suicida requer atendimento imediato.
Linhas de Apoio
CVV 188 SAMU 192 Emergência Centros de crise locais

CIDs Relacionados

F32.0 F32.1 F32.2 F32.4 F33.0

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.