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cid 10 f 32.2
CID-10

Episódio depressivo moderado

Depressão moderada

Resumo

Sinais de tristeza persistente, perda de interesse; procure avaliação médica.

Identificação

Código Principal
F32.2
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Episódio depressivo moderado, CID-10 F32.2
Nome em Inglês
Moderate depressive episode
Outros Nomes
Episódio depressivo moderado • Depressão moderada • Depressão clínica moderada • Depressão de gravidade média • Transtorno depressivo moderado
Siglas Comuns
F32.2 EDM EPDM

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Doenças mentais
Categoria Principal
Transtornos do humor
Subcategoria
Depressão, episódio moderado
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
adquirida
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam 3-5% da população adulta com depressão clínica.
Prevalência no Brasil
Brasil: 5-7% da população com depressão clínica.
Faixa Etária Principal
Adultos 18-64 anos
Distribuição por Sexo
Predomina em mulheres
Grupos de Risco
História familiar Desemprego Isolamento social Baixa renda Uso de substâncias
Tendência Temporal
Varia com acesso a tratamento; tende a persistir em muitos lugares.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Interação genética, alterações neuroquímicas e estressores de vida.
Mecanismo Fisiopatológico
Alterações neuroquímicas, eixo HPA ativo, inflamação suave.
Fatores de Risco
História familiar Estressores econômicos Isolamento social Baixa rede de apoio Trauma na infância Sexo feminino
Fatores de Proteção
Rede de apoio Acesso a tratamento Rotina de sono Estilo de vida saudável
Componente Genético
Contribuição herdada moderada a alta; doença multigênica.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Humor deprimido quase todo o dia, perda de interesse.
Sintomas Frequentes
Fadiga persistente
Baixa autoestima
Distúrbios do sono
Alterações do apetite
Dificuldade de concentração
Pensamentos negativos
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Desesperança extrema
  • Perda de peso repentina
  • Dor no peito sem explicação
  • Comportamento de risco
Evolução Natural
Sem tratamento, sintomas podem piorar e atrapalhar vida diária.
Complicações Possíveis
Dificuldade no trabalho Relacionamentos prejudicados Abandono de atividades Uso de álcool Distúrbios do sono

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
5+ sintomas por ≥2 semanas com prejuízo funcional.
Exames Laboratoriais
Exclusão de outras causas Avaliação da tireoide Hemograma Nível de vitamina B12 Função hepática/renal
Exames de Imagem
Não há exame específico Usado para excluir doenças
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno bipolar
  • Transtornos de ansiedade
  • Depressão situacional
  • Distimia
  • Condições médicas
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses a anos, dependendo de acesso aos cuidados

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem biopsicossocial com psicoterapia e fármaco quando indicado.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia antidepressiva
2 TCC
3 Terapia interpessoal
4 Mudanças no estilo de vida
5 Psicoeducação
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Medicina de família Enfermagem Assistência social
Tempo de Tratamento
Duração varia com gravidade; geralmente meses a anos.
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento de sintomas e efeitos colaterais.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Melhora com tratamento; muitos retomam atividades.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Iniciativa no tratamento
  • Rede de apoio
  • Melhoria precoce
  • Sono adequado
Fatores de Mau Prognóstico
  • Comorbidades graves
  • Baixa adesão
  • Ideação suicida
  • Isolamento extremo
Qualidade de Vida
Pode melhorar muito com tratamento e manter autonomia

Prevenção

Prevenção Primária
Promover saúde mental, atividade física e apoio social.
Medidas Preventivas
Rotina estável
Sono adequado
Rede de apoio
Evitar álcool/drogas
Tratamento precoce de sintomas
Rastreamento
Rastreamento em consultas para detecção precoce.

Dados no Brasil

Milhares; variação regional.
Internações/Ano
Poucos; em geral comorbidades.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste e Sul com maior carga; variações.

Perguntas Frequentes

1 Quais são sinais comuns?
Humor triste, desinteresse, fadiga. Procure avaliação.
2 Como confirmar diagnóstico?
Entrevista clínica estruturada e critérios diagnósticos.
3 É possível tratar?
Sim, com psicoterapia, medicação e mudanças de hábitos.
4 Posso prevenir?
Rotina estável, sono adequado, apoio social e cuidado precoce.
5 Como lidar no dia a dia?
Converse com alguém de confiança e mantenha hábitos saudáveis.

Mitos e Verdades

Mito

Depressão não é fraqueza.

Verdade

É doença real que responde ao tratamento.

Mito

Fumar evita depressão.

Verdade

Não há fumaça que alivie a depressão.

Mito

Depressão some sozinha.

Verdade

Sem cuidado tende a persistir ou piorar.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Iniciar com atendimento primário e buscar referência.
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo
Quando Procurar Emergência
Sinais de risco ou ideação suicida; procure ajuda.
Linhas de Apoio
Ligue 188 Disque 136 SUS 0800

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.