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cid 10 f 29.0
CID-10

Transtorno psicótico inespecífico

Psicose inespecífica

Resumo

Resumo: Transtorno psicótico inespecífico é condição mental com delírios e alucinações, tratável com apoio.

Identificação

Código Principal
F29.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno psicótico inespecífico, código F29.0, conforme CID-10, nomenclatura OMS.
Nome em Inglês
Unspecified psychotic disorder
Outros Nomes
psicose inespecífica • psicose não especificada • transtorno psicótico não especificado • psicose sem subtipo • psicose não categorizada
Siglas Comuns
F29 CID10-F29 F29.0

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos psicóticos
Subcategoria
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam por definição; psicose inespecífica afeta uma fração da população.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais são limitados; estimativas refletem a média global entre adultos jovens.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens e início da meia-idade
Distribuição por Sexo
Homens e mulheres afetados de modo quase equilibrado
Grupos de Risco
História familiar de transtornos psicóticos Uso de cannabis na adolescência Estresse extremo Abuso de substâncias Trauma infantil
Tendência Temporal
Tendência estável na maioria das regiões; variações ocorrem com diagnóstico.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial: genética, neurobiologia e ambiente
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção dopaminérgica, circuits fronto-hippocampais e inflamação neurobiológica
Fatores de Risco
História familiar Uso de cannabis na adolescência Estresse severo Trauma Fatores sociais
Fatores de Proteção
Acesso precoce a tratamento Apoio familiar estável Redução de substâncias Rede de apoio comunitário
Componente Genético
Herança multifatorial; genes de risco em interação com ambiente

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Delírios persistentes, alucinações ou pensamento desorganizado
Sintomas Frequentes
Delírios
Alucinações auditivas
Pensamento confuso
Desorganização do comportamento
Emoção embotada
Dificuldade de cuidado pessoal
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Comportamento violento
  • Perda de autocuidado
  • Hiperatividade extremes
  • Descompasso com realidade
Evolução Natural
Sem tratamento, tende a piorar, com déficits funcionais crescentes
Complicações Possíveis
Declínio funcional duradouro Comorbidades psiquiátricas Riscos de suicídio Isolamento social Dependência de suporte

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica detalhada, critérios diagnósticos de psicose e exclusão de outras causas
Exames Laboratoriais
Hemograma Perfil metabólico Função hepática Toxicologia Eletrólitos
Exames de Imagem
RM/CT de cérebro conforme indicação Avaliação neurológica se houver sinais Normal à maioria dos casos
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno depressivo com psicose
  • Transtorno bipolar com psicose
  • Delirium
  • Intoxicação por substâncias
  • Doenças neurológicas
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo até diagnóstico varia amplamente; pode durar meses

Tratamento

Abordagem Geral
Estratégia integrada: estabilizar, reduzir sintomas, reabilitar funcionamento
Modalidades de Tratamento
1 Farmacoterapia antipsicótica
2 Psicoterapia individual
3 Família e suporte
4 Reabilitação psicossocial
5 Intervenção de crise
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia clínica Enfermagem psiquiátrica Terapeuta ocupacional Assistência social
Tempo de Tratamento
Duração variável; muitas vezes tratamento a longo prazo
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento de sintomas, adesão e apoio familiar

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva variável; com tratamento, melhoria funcional é comum
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce do tratamento
  • Apoio familiar estável
  • Baixa gravidade inicial
  • Bom adesão
Fatores de Mau Prognóstico
  • Diagnóstico tardio
  • Comorbidades graves
  • Uso de substâncias
  • Ausência de rede de apoio
Qualidade de Vida
Impacto na vida cotidiana; melhora com suporte adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Foco na prevenção com educação, saúde mental e redução de substâncias
Medidas Preventivas
Reduzir cannabis
Tratamento de transtornos mentais
Apoio social
Intervenção precoce
Promoção de sono saudável
Rastreamento
Rastreamento seletivo de sinais psicóticos em grupos de risco

Dados no Brasil

Hospitais relatam números que variam por localidade e rede
Internações/Ano
Óbitos atribuídos a psicose inespecífica são incomuns
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior carga em áreas urbanas; desigualdades regionais

Perguntas Frequentes

1 Quais são sinais iniciais de psicose inespecífica?
Delírios, alucinações, pensamento desorganizado e mudanças no comportamento.
2 É possível curar F29.0?
Não há cura definitiva, porém tratamento contínuo reduz sintomas e melhora função.
3 Tempo para diagnóstico costuma ser longo?
Pode levar semanas a meses para confirmação, dependendo do início dos sintomas.
4 Como evitar recaídas?
Adesão ao tratamento, apoio familiar e acesso a serviços ajudam muito.
5 Estilo de vida evita psicose?
Há benefício, mas não substitui tratamento médico quando indicado.

Mitos e Verdades

Mito

psicose é sinal de violência

Verdade

trata-se de transtorno mental, nem toda pessoa é violenta

Mito

medicação arrasa a vida

Verdade

tratamento adequado reduz sintomas; efeitos ocorrem, gerenciados

Mito

nasce com ela

Verdade

fatores genéticos e ambientais influenciam; pode surgir em idade adulta

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure serviço de saúde mental local, CAPS ou pronto atendimento
Especialista Indicado
Psiquiatra
Quando Procurar Emergência
Risco de suicídio, agressão ou descontrole extremo exige atendimento imediato
Linhas de Apoio
CVV 188 SAMU 192 Disque 136 Saúde Mental

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.