Esquizofrenia
Esquizofrenia
Resumo
Esquizofrenia é doença mental com sintomas como delírios; tratamento ajuda a vida diária.
Identificação
- Código Principal
- F20
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Esquizofrenia (CID-10 F20)
- Nome em Inglês
- Schizophrenia
- Outros Nomes
- Esquizofrenia • Psicose esquizofrênica • Transtorno esquizofrênico • Transtorno psicótico crônico • Doença mental grave
- Siglas Comuns
- SCZ SZ F20
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
- Categoria Principal
- Transtornos psicóticos crônicos
- Subcategoria
- Paranoide
- Tipo de Condição
- doenca
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- moderada
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativa global: ~1% da população adulta.
- Prevalência no Brasil
- Brasil: ~0,6-1,0% da população adulta.
- Faixa Etária Principal
- Adultos jovens 15-35 anos
- Distribuição por Sexo
- Distribuição semelhante entre homens e mulheres.
- Grupos de Risco
- História familiar de transtornos mentais Uso de cannabis na adolescência Estresse psicossocial Isolamento social Traumas na infância
- Tendência Temporal
- Prevalência estável em muitos países; diagnóstico precoce aumenta relatos.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Multifatorial: genética, neurodesenvolvimento e ambiente
- Mecanismo Fisiopatológico
- Disfunção dopaminérgica e glutamatérgica com alterações neurais.
- Fatores de Risco
- Herança familiar Uso de cannabis Desnutrição perinatal Isolamento social Baixa rede de apoio Traumas infantis
- Fatores de Proteção
- Rede de apoio Acesso a tratamento Intervenção precoce Educação em saúde mental
- Componente Genético
- Herança aumenta risco, não determina destino.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Delírios persistentes e alucinações são centrais
- Sintomas Frequentes
-
Delírios paranoidesAlucinações auditivasPensamento desorganizadoFala incoerenteRetraimento emocionalIsolamento social
- Sinais de Alerta
-
- Ideação suicida
- Comportamento perigoso
- Perda de autocuidado
- Mudanças de humor radicais
- Crises psicóticas extensas
- Evolução Natural
- Sem tratamento, crises podem se tornar recorrentes com fases residuais
- Complicações Possíveis
- Depressão comórbida Suicidalidade Desintegração social Atraso escolar ou profissional Uso de substâncias
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Critérios ICD-10/DSM-5: 2+ sintomas por ≥6 meses, incluindo delírios, alucinações ou discurso desorganizado
- Exames Laboratoriais
- Hemograma Tireóide e eletrólitos TSH Função hepática Urina
- Exames de Imagem
- RM cerebral TC sem lesões agudas EEG quando indicado
- Diagnóstico Diferencial
-
- Transtorno bipolar com psicose
- Transtorno delirante
- Transtorno de personalidade paranoide
- Transtorno esquizotípico
- Depressão com psicose
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Meses até confirmação, dependendo de acesso a serviços
Tratamento
- Abordagem Geral
- Abordagem integrada: medicação, psicoterapia, reabilitação e apoio familiar.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Medicamentos antipsicóticos2 Psicoterapia cognitivo-comportamental3 Terapia familiar4 Reabilitação psicossocial5 Acompanhamento de comorbidades
- Especialidades Envolvidas
- Psiquiatria Psicologia clínica Enfermagem psiquiátrica Assistência social Terapia ocupacional
- Tempo de Tratamento
- Longa duração, com adesão fundamental
- Acompanhamento
- Consultas regulares, ajuste de medicação e suporte social
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Varia; com tratamento adequado, função pode melhorar e manter autonomia.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Adesão ao tratamento
- Apoio familiar
- Início precoce
- Sem comorbidades graves
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Atraso diagnóstico
- Uso de substâncias
- Baixa adesão
- Isolamento extremo
- Qualidade de Vida
- Pode ter boa qualidade com tratamento estável e suporte
Prevenção
- Prevenção Primária
- Promoção da saúde mental e evitar uso de substâncias em jovens.
- Medidas Preventivas
-
Educação em saúde mentalAcesso rápido a serviçosRedução de estressores familiaresAcompanhamento escolarVacinação geral conforme esquema
- Rastreamento
- Sinais de risco em jovens; avaliação de função e risco suicida.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
é culpa da pessoa.
envolve fatores biológicos, não é fraqueza.
só afeta adultos.
pode começar na adolescência.
não há tratamento.
há manejo eficaz com medicação e psicoterapia.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure serviço de saúde mental na rede local.
- Especialista Indicado
- Psiquiatra ou psicólogo.
- Quando Procurar Emergência
- Sinais de suicídio, agressividade extrema ou descontrole: procure ajuda imediata.
- Linhas de Apoio
- CVV 188 SUS 0800-611-997 CAPS local
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.