Dor pélvica crônica
dor na pelve
Resumo
Dor pélvica tem várias causas; diagnóstico vem de conversa, exames e testes simples.
Identificação
- Código Principal
- N94.6
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Dor pélvica crônica
- Nome em Inglês
- Chronic pelvic pain
- Outros Nomes
- Dor pélvica crônica • Dor na região pélvica • Dor abdominal baixa • Dor pélvica inespecífica • Dor pélvica feminina
- Siglas Comuns
- DPC N94.6 DP crônica
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo XIV - Doenças do aparelho geniturinário
- Categoria Principal
- Dor pélvica
- Subcategoria
- Dor pélvica crônica
- Tipo de Condição
- sindrome
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais indicam 5-15% de mulheres em idade fértil; variação por definição.
- Prevalência no Brasil
- Dados nacionais limitados; pesquisas sugerem prevalência similar em adultos.
- Faixa Etária Principal
- Mulheres em idade fértil, 20-40 anos
- Distribuição por Sexo
- Predominantemente feminino
- Grupos de Risco
- Endometriose Miomas sintomáticos Infecções pélvicas Disfunção do assoalho pélvico Cicatrizes pélvicas
- Tendência Temporal
- Estabilidade na última década; diagnóstico precoce ajuda a ampliar o manejo.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Origem multifatorial, com etiologias ginecológicas, urológicas e musculoesqueléticas.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Interação entre órgãos pélvicos, inflamação crônica e sensibilidade neural aumentada
- Fatores de Risco
- História de endometriose Infecções pélvicas prévias Cirurgias abdominais Disfunção do assoalho Sedentarismo Obesidade
- Fatores de Proteção
- Exercício regular Tratamento precoce de infecções Acesso à saúde reprodutiva Educação em saúde
- Componente Genético
- Influência genética descrita em subtipos, ainda em estudo
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Dor pélvica crônica persistente, com variações ao longo do ciclo
- Sintomas Frequentes
-
Dor contínua na pelveDispareunia durante relaçãoDor durante relaçãoDistensão abdominalFadigaImpacto emocional
- Sinais de Alerta
-
- Dor súbita intensa com febre
- Febre alta persistente
- Hemorragia entre períodos
- Perda de peso rápida
- Sinais de infecção grave
- Evolução Natural
- Dor pode persistir meses a anos sem tratamento adequado
- Complicações Possíveis
- Dor crônica debilitante Redução da qualidade de vida Infertilidade associada Ansiedade/depressão Distúrbios do sono
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- História detalhada, exame físico, exclusão de urgência, correlação etiológica
- Exames Laboratoriais
- Hemograma BetaHCG Urinálise PCR Teste de gravidez
- Exames de Imagem
- Ultrassom transvaginal RM pélvica TC abdômino-pélvica Histerossalpingografia
- Diagnóstico Diferencial
-
- Endometriose
- Infecção pélvica
- Miomas
- Síndrome do intestino irritável
- Adenomiose
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Varia; podem ocorrer meses a anos até definição
Tratamento
- Abordagem Geral
- Abordagem multimodal: alívio da dor, reabilitação pélvica, educação e apoio emocional
- Modalidades de Tratamento
-
1 Analgesia direcionada2 Fisioterapia do assoalho pélvico3 Terapias comportamentais4 Cirurgia seletiva5 Tratamentos hormonais quando indicado
- Especialidades Envolvidas
- Ginecologia Urologia Fisioterapia pélvica Psiquiatria Psicologia
- Tempo de Tratamento
- Depende da etiologia; pode durar meses a anos
- Acompanhamento
- Consultas periódicas a cada 3-6 meses; ajustes conforme resposta
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Varia com etiologia; manejo adequado melhora qualidade de vida
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Resposta favorável a fisioterapia
- Diagnóstico precoce
- Engajamento no tratamento
- Apoio social
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Dor intensa não tratada
- Problemas psicológicos
- Infertilidade associada
- Complicações cirúrgicas
- Qualidade de Vida
- Impacto significativo na qualidade de vida; melhora com manejo multidisciplinar
Prevenção
- Prevenção Primária
- Reduzir fatores de risco e buscar orientação precoce de saúde reprodutiva
- Medidas Preventivas
-
Educação sexualTratamento de infecçõesManter pesoExercícios pélvicosReduzir estresse
- Rastreamento
- Avaliação individual; não há rastreamento universal
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
dor pélvica sempre é câncer.
quase sempre não é câncer; diagnóstico depende de avaliação.
sexo piora para sempre.
Varia; pode haver piora temporária; tratamento adequado ajuda.
dor é culpa de postura.
Fatores físicos ajudam, porém etiologia costuma múltipla.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure ginecologista ou médico de família para avaliação inicial.
- Especialista Indicado
- Ginecologista ou fisioterapeuta pélvico
- Quando Procurar Emergência
- Dor súbita intensa com febre, sangramento ou desmaio
- Linhas de Apoio
- SUS 136 CVV 188
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.