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cid 10 colelitiase
CID-10

Colelitíase (cálculos biliares)

Cálculos biliares; pedra na vesícula

Resumo

Pedras na vesícula podem causar dor; nem sempre há sintomas.

Identificação

Código Principal
K80
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Cholelithiasis
Nome em Inglês
Cholelithiasis
Outros Nomes
colelitíase • litíase biliar • cálculos na vesícula • doença vesicular
Siglas Comuns
K80 COL-BIL

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XI - Doenças do aparelho digestivo
Categoria Principal
Doenças do aparelho digestivo
Subcategoria
Colelitíase da vesícula biliar
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam alta prevalência de cálculos biliares, variando por etnia e dieta.
Prevalência no Brasil
Brasil tem variações regionais; obesidade aumenta o risco.
Faixa Etária Principal
Adultos, principalmente 40s a 60s
Distribuição por Sexo
Mais comum em adultos; leve predomínio feminino
Grupos de Risco
Obesidade Dislipidemia Diabetes Mulheres na vida fértil Idade avançada
Tendência Temporal
Tendência estável com leve aumento em populações obesas.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Formação de cálculos pela supersaturação de colesterol na bile.
Mecanismo Fisiopatológico
Alteração na composição biliar favorece cristais; vesícula lenta forma cálculos.
Fatores de Risco
obesidade dislipidemia diabetes mulheres na idade fértil uso de estrogenos idade avançada
Fatores de Proteção
atividade física dieta balanceada perda de peso gradual hidratação adequada
Componente Genético
Histórico familiar aumenta o risco, modo multifatorial.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor intensa no quadrante superior direito após refeições gordurosas.
Sintomas Frequentes
Dor abdominal em cólica
Náusea
Vômitos
Indigestão pós-prandial
Flatulência
Icterícia com obstrução
Sinais de Alerta
  • dor súbita com febre alta
  • abdômen rígido
  • icterícia marcada
  • Vômitos persistentes com dor
  • sinais de sepse
Evolução Natural
Pode evoluir com episódios de cólica seguidos de intervalo livre.
Complicações Possíveis
Colecistite aguda Pancreatite biliar Colangite Obstrução biliar Sequelas da vesícula

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Dor típica + imagem com cálculos ou vesícula calcificada; USG é dominante.
Exames Laboratoriais
ALT/AST elevadas Fosfatase alcalina elevada Gama-GT elevada Bilirrubinas elevadas Lipase se pancreatite suspeita
Exames de Imagem
USG abdominal TC/CT RM hepatobilopancreática CPRE quando indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Dispepsia
  • Pancreatite
  • Úlcera péptica
  • Dispepsia duodenal
Tempo Médio para Diagnóstico
Horas a dias com dor aguda; diagnóstico rápido com USG

Tratamento

Abordagem Geral
Controle da dor, monitoramento; decisão entre cirurgia ou manejo conservador.
Modalidades de Tratamento
1 Analgesia e antieméticos
2 Cirurgia laparoscópica da vesícula
3 Cirurgia aberta quando necessário
4 Endoscopia de vias biliares
5 Gestão conservadora para casos assintomáticos
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Gastroenterologista Cirurgião Anestesiologista Enfermeiro
Tempo de Tratamento
Varia de semanas até cirurgia; depende de gravidade.
Acompanhamento
Acompanhamento com ajustes de risco, retorno regular

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente excelente com tratamento adequado; recidivas podem ocorrer.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Ausência de colecistite grave
  • Cirurgia bem-sucedida
  • Adesão ao tratamento
  • Baixo peso corporal
Fatores de Mau Prognóstico
  • Idade avançada
  • Gravidade da colecistite
  • Comorbidades graves
  • Sepse presente
Qualidade de Vida
Pode melhorar após cirurgia; dor reduzida e mais atividades diárias

Prevenção

Prevenção Primária
Manter peso estável, atividade física e dieta equilibrada.
Medidas Preventivas
Controle de peso
Dieta mediterrânea
Atividade física
Evitar jejum prolongado
Hidratação adequada
Rastreamento
Não há rastreamento populacional; foco em fatores de risco.

Dados no Brasil

Números variam por região; dados nacionais limitados.
Internações/Ano
Mortalidade baixa com manejo atual; variação regional.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Distribuição desigual; maior impacto nas áreas urbanas com acesso.

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais de cálculo biliar?
Dor intensa no abdômen superior direito e possível icterícia.
2 Quando operar?
Cirurgia indicada conforme gravidade, sintomas e risco de complicação.
3 Exames comuns para diagnóstico?
USG abdominal, exames de função hepática e bilirrubinas.
4 Dá para prevenir?
Dieta equilibrada, peso estável e atividade física reduzem risco.
5 Qual é o prognóstico?
Geralmente bom após tratamento; recidivas podem ocorrer.

Mitos e Verdades

Mito

cálculos biliares sempre causam dor.

Verdade

alguns permanecem assintomáticos; dor depende de inflamação.

Mito

dieta limpa cura cálculos.

Verdade

dieta ajuda a prevenir, não dissolve cálculos existentes.

Mito

cirurgia é arriscada demais para vesícula.

Verdade

cirurgia videolaparoscópica tem recuperação rápida e risco baixo.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família ou gastroenterologista ao notar dor persistente.
Especialista Indicado
Gastroenterologista
Quando Procurar Emergência
Dor intensa com febre ou pele amarelada requer avaliação urgente.
Linhas de Apoio
Central de atendimento SUS 136 Disque Saúde 111 Coordenadoria de Saúde 0800-000-0000

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.