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cid 10 amigdalite
CID-10

Amigdalite aguda

Amigdalite aguda (dor de garganta com amígdalas inflamadas)

Resumo

Amigdalite aguda é inflamação das amígdalas, geralmente viral; antibióticos apenas quando GAS confirmado.

Identificação

Código Principal
J03.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Acute tonsillitis
Nome em Inglês
Acute tonsillitis
Outros Nomes
Amigdalite aguda • Inflamação das amígadas • Tonsilite aguda • Amígdalite infecciosa • Inflamação de tonsilas
Siglas Comuns
AT AMG AIG

Classificação

Capítulo CID
Capítulo X - Doenças do aparelho respiratório
Categoria Principal
Doenças da garganta
Subcategoria
Amigdalite aguda
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Comum em todas as idades; pico infantil e sazonalidade de infecções respiratórias.
Prevalência no Brasil
Dados variam por região; comum entre crianças em creches e escolas.
Faixa Etária Principal
Crianças 3–15 anos
Distribuição por Sexo
Quase igual entre meninos e meninas
Grupos de Risco
crianças pequenas imunossupressão frequenta creche asma fumo passivo
Tendência Temporal
Picos sazonais no inverno; caso estável ao longo do ano

Etiologia e Causas

Causa Principal
Infecção viral predominante; GAS significativo em casos bacterianos
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação das amígdalas com edema, hiperemia e exsudato; dor ao engolir
Fatores de Risco
exposição a doentes creches/escolas fumo passivo imunidade imatura recorrência familiar
Fatores de Proteção
higiene adequada vacina sazonal contra gripe ambiente bem ventilado boa nutrição e sono
Componente Genético
Predisposição familiar moderada para recidivas; não herança simples

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor de garganta ao engolir com febre leve a moderada
Sintomas Frequentes
dor de garganta
amígdalas inchadas
exsudato visível
febre
dor ao engolir
mal-estar
Sinais de Alerta
  • dificuldade respiratória
  • deglutição muito dolorosa
  • desidratação
  • febre alta persistente
  • dor torácica
Evolução Natural
Melhora em 3–5 dias com apoio; GAS pode exigir antibiótico para reduzir complicações
Complicações Possíveis
Abscesso periamigdaliano Otite média Celulite facial Febre reumática (em GAS não tratada) Glomerulonefrite pósestreptocócica

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica; confirmação GAS com teste rápido ou cultura se indicado
Exames Laboratoriais
Hemograma com leucocitose Teste rápido GAS Cultura faríngea PCR para vírus se indicado CRP elevada
Exames de Imagem
Radiografia de pescoço apenas com complicação suspeita Ultrassom se abscesso TC/IRM em casos complexos Nenhum exame de rotina
Diagnóstico Diferencial
  • Faringite viral
  • Faringite estreptocócica não GAS
  • Mononucleose
  • Laringite aguda
  • Abscesso faríngeo
Tempo Médio para Diagnóstico
1–3 dias desde inicio dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Manejo de suporte com hidratação e repouso; antibiótico se GAS confirmado ou alto risco
Modalidades de Tratamento
1 analgésicos simples
2 antipiréticos
3 antibióticos quando GAS confirmado
4 gargarejos com água morna
5 cirurgia em casos recorrentes ou abscesso
Especialidades Envolvidas
Pediatria Otorrinolaringologia Clínica Geral Infectologia Fonoaudiologia
Tempo de Tratamento
5–10 dias de antibiótico quando indicado
Acompanhamento
Monitorar febre, ingestão; retornar se piorar

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva boa com tratamento; maioria retorna às atividades
Fatores de Bom Prognóstico
  • diagnóstico precoce
  • tratamento adequado
  • ausência de complicações
  • bom estado geral
Fatores de Mau Prognóstico
  • retardo no tratamento
  • abscesso profundo
  • imunodeficiencia
  • GAS não tratado
Qualidade de Vida
Episódios agudos reduzem bem-estar, recuperação rápida com tratamento

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene, evitar contato com doentes, vacinação sazonal contra gripe
Medidas Preventivas
higiene das mãos
evitar compartilhar utensílios
ambiente ventilado
vacina contra gripe
evitar tabaco em casa
Rastreamento
Não há rastreamento geral; diagnóstico depende de avaliação clínica

Dados no Brasil

Internações são relativamente raras
Internações/Ano
Óbitos são raros; complicações GAS podem ocorrer
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior incidência em áreas urbanas de alta densidade

Perguntas Frequentes

1 Qual a diferença entre amigdalite viral e bacteriana?
Vírus não responde a antibiótico; GAS pode exigir antibiótico.
2 Precisa de antibiótico para amigdalite?
Somente quando GAS confirmado ou risco de complicações.
3 Como evitar complicações?
Tratamento adequado, hidratação e repouso; sinais de alerta.
4 Tempo de recuperação?
Melhora em poucos dias; tosse pode durar mais.
5 Quando voltar à escola?
Pode retornar após 24h de tratamento ou conforme orientação.

Mitos e Verdades

Mito

antibiótico cura gripe.

Verdade

Vírus da gripe não responde a antibiótico.

Mito

sorvete piora a dor.

Verdade

Temperaturas frias não atrapalham; hidratação ajuda.

Mito

cirurgia necessária sempre.

Verdade

Cirurgia só para recidiva ou abscesso.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro passo: buscar clínica básica ou pediatria
Especialista Indicado
Pediatra ou Otorrinolaringologista
Quando Procurar Emergência
Dificuldade respiratória, desidratação ou dor extrema exigem atendimento
Linhas de Apoio
DisqueSaude 136 SUS 135 0800 000 0000

CIDs Relacionados

J03.9 J01.9 K12.9 B99.9 Z00.00

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.