contato@nztbr.com
cefaléia cid
CID-10

Cefaléia

Dor de cabeça

Resumo

Dor de cabeça comum; variedade de causas; manejo simples a complexo.

Identificação

Código Principal
R51
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Cefaléia (dor de cabeça) - OMS
Nome em Inglês
Headache
Outros Nomes
cefália • cefaleia • dor de cabeça • dor craniana • cefaleias
Siglas Comuns
R51 HA DCH

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Grupo Cefaleias
Subcategoria
Tipo de Condição
sintoma
Natureza
adquirida
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global alta; a maioria vivencia crises.
Prevalência no Brasil
Alta prevalência no Brasil, com variação regional.
Faixa Etária Principal
Adultos 20 a 50 anos
Distribuição por Sexo
Mulheres mais acometidas pela enxaqueca; outras cefaleias são neutras.
Grupos de Risco
Mulheres em idade fértil Estresse Sono ruim Uso excessivo de analgésicos História familiar
Tendência Temporal
Estável nas décadas recentes; varia por subtipo.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial com fatores genéticos, estresse, sono e alimentação.
Mecanismo Fisiopatológico
Alterações neurovasculares com sensibilização neural e resposta ao estresse.
Fatores de Risco
Estresse crônico Falta de sono Uso frequente de analgésicos História familiar Tabagismo Cafeína excessiva
Fatores de Proteção
Hidratacao adequada Sono regular Controle do estresse Evitar gatilhos alimentares
Componente Genético
Predisposição genética na enxaqueca; hereditariedade comum.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor de cabeça, geralmente pulsátil, moderada a intensa.
Sintomas Frequentes
Dor pulsátil
Fotofobia
náusea
Vômitos
Sensibilidade a sons
Fadiga
Sinais de Alerta
  • Dor de inicio súbito muito intensa
  • Dor com febre
  • Fraqueza súbita
  • Alteração de fala/visão
  • Trauma recente
Evolução Natural
Crises podem melhorar, permanecer ou tornar-se crônicas com gatilhos persistentes.
Complicações Possíveis
Insônia Ansiedade Depressão Uso inadequado de analgésicos Redução da qualidade de vida

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História clínica, exame neurológico normal e exclusão de causas graves.
Exames Laboratoriais
Hemograma Eletrólitos Função renal TSH Creatinina
Exames de Imagem
RM ou TC apenas se houver red flags RM cerebral TC sem contraste Angiografia se indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Cefaleia tensional
  • Enxaqueca
  • Cefaleia em cluster
  • Sinusite
  • Neuralgia trigeminal
Tempo Médio para Diagnóstico
Dias a semanas; crise recorrente acelera o diagnóstico.

Tratamento

Abordagem Geral
Manejo multidisciplinar: identificar gatilhos, sono adequado, hidratação, educação sobre uso de analgésicos.
Modalidades de Tratamento
1 Analgésicos conforme necessidade
2 Triptanos quando indicado
3 Antieméticos
4 Terapias não farmacológicas
5 Educação e autocuidado
Especialidades Envolvidas
Neurologia Clinica Geral Psicologia Fisioterapia Pediatria
Tempo de Tratamento
Episódios variam; horas a dias.
Acompanhamento
Consultas periódicas e diário de dor; ajuste terapêutico.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente favorável com manejo adequado; crises controladas.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Gatilhos identificados
  • Boa adesão ao tratamento
  • Sono regular
  • Redução de estressores
Fatores de Mau Prognóstico
  • Frequência alta de crises
  • Uso abusivo de analgésicos
  • Comorbidades
  • Ausência de tratamento
Qualidade de Vida
Pode manter boa qualidade de vida com tratamento adequado.

Prevenção

Prevenção Primária
Identificar gatilhos, sono adequado, hidratação, alimentação regular, evitar álcool.
Medidas Preventivas
Diário de dor
Gerenciamento de estresse
Higiene do sono
Hidratação
Limitar cafeína
Rastreamento
Monitorar frequência de crises e ajustar tratamento.

Dados no Brasil

Algumas dezenas a centenas, conforme subtipo.
Internações/Ano
Baixos quando não há causas graves associadas.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior diagnóstico em áreas com melhor acesso à saúde.

Perguntas Frequentes

1 Cefaléia é sinal de doença grave?
Na maioria, não; costuma ser benigno, mas sinais de alerta exigem avaliação.
2 Como sei se é enxaqueca?
Dor pulsátil, náusea e fotofobia são comuns; diário de crises ajuda o diagnóstico.
3 Preciso de exames de imagem para dor de cabeça?
Exames só quando há sinais de alarme ou red flags.
4 Posso prevenir as crises?
Sim; sono regular, hidratação, gatilhos evitados e manejo do estresse ajudam.
5 Dói muito, devo tomar remédio já?
Use apenas conforme orientação; evitar uso abusivo reduz complicações.

Mitos e Verdades

Mito

dor de cabeça não precisa de avaliação médica.

Verdade

procure orientação se crises mudam ou aumentam.

Mito

dormir muito cura a cefaleia.

Verdade

sono adequado ajuda, não cura por si só.

Mito

qualquer dor é enxaqueca.

Verdade

há várias cefaleias; diagnóstico é essencial.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família ou neurologista.
Especialista Indicado
Neurologista
Quando Procurar Emergência
Dor súbita muito intensa com déficits exige pronto atendimento.
Linhas de Apoio
SUS 136 Central de Atendimento Apoio ao Paciente Cefaléia

CIDs Relacionados

R51

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.