contato@nztbr.com
cardiopatia cid
CID-10

Insuficiência cardíaca crônica

Coração cansado

Resumo

ICC é doença do bombeio; diagnóstico é por ecocardiograma; manejo melhora qualidade de vida.

Identificação

Código Principal
I50.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Insuficiência cardíaca crônica segundo OMS
Nome em Inglês
Chronic Heart Failure
Outros Nomes
ICC • Insuficiência cardíaca crônica • Falha cardíaca crônica • ICC congestiva • Cardiopatia cardíaca crônica
Siglas Comuns
ICC CHF HFrEF

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do aparelho circulatório
Categoria Principal
Doenças cardíacas
Subcategoria
Insuficiência cardíaca
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
A ICC afeta dezenas de milhões globalmente, especialmente idosos.
Prevalência no Brasil
Casos comuns acima de 60 anos; variação regional.
Faixa Etária Principal
60 anos ou mais
Distribuição por Sexo
Mais comum em homens acima de 60; mulheres também são impactadas
Grupos de Risco
Hipertensão não controlada Doença arterial coronariana Diabetes mellitus Obesidade Tabagismo
Tendência Temporal
Aumento com envelhecimento populacional e maior sobrevida com tratamento.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Disfunção de bombeio por doença cardíaca estrutural, como infarto, hipertensão e cardiomiopatias.
Mecanismo Fisiopatológico
Dano cardíaco reduz bombeio; neuro-humoral ativa retenção de água e remodelação.
Fatores de Risco
Hipertensão arterial Doença arterial coronariana Diabetes mellitus Obesidade Tabagismo Sedentarismo
Fatores de Proteção
Controle pressórico Dieta balanceada Atividade física regular Não fumar
Componente Genético
Contribuição genética em cardiomiopatias congenitas e hipertróficas.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Fadiga constante com dificuldade para respirar ao esforço
Sintomas Frequentes
Falta de ar ao esforço
Fadiga diurna
Edema nas pernas
Tosse persistente
Cansaço extremo
Dificuldade para dormir deitado
Sinais de Alerta
  • Dor torácica intensa
  • Desmaio súbito
  • Edema abdominal repentino
  • Respiração muito rápida
  • Mudanças neurológicas
Evolução Natural
Sem tratamento, tende a piorar, com descompressão de órgãos e piora da qualidade de vida.
Complicações Possíveis
Edema agudo de pulmão Hipertensão pulmonar Insuficiência renal Arritmias Infarto cardíaco

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica com ecocardiograma, BNP/NT-proBNP e exames de imagem.
Exames Laboratoriais
BNP/NT-proBNP Hemograma Função renal Potássio Troponina
Exames de Imagem
Ecocardiograma Radiografia de tórax Ressonância magnética cardíaca TC coronária
Diagnóstico Diferencial
  • Doença valvar
  • IAM prévio
  • Displasia do ventrículo esquerdo
  • Pericardite constritiva
  • Hipertensão pulmonar
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia de meses a anos; sintomas graduais dificultam diagnóstico precoce.

Tratamento

Abordagem Geral
Estratégia multimodal visando alívio de congestão, redução de risco e melhoria da função.
Modalidades de Tratamento
1 Farmacológica (diuréticos, vasodilatadores)
2 Reabilitação cardíacica
3 Gestão de comorbidades
4 Dispositivos cardíacos
5 Cirurgia valvar
Especialidades Envolvidas
Cardiologia Nutrição Fisioterapia Enfermagem Reabilitação cardíaca
Tempo de Tratamento
Duração variável conforme gravidade e resposta; acompanhamento vitalício.
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento de peso, função renal e pressão arterial.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia com função cardíaca; tratamento adequado estabiliza e melhora qualidade de vida.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão ao tratamento
  • Função cardíaca estável
  • Controle de comorbidades
  • Apoio social adequado
Fatores de Mau Prognóstico
  • Descompensação frequente
  • Função cardíaca gravemente reduzida
  • Insuficiência renal avançada
  • Hipertensão não controlada
Qualidade de Vida
Melhora com tratamento; educação e apoio ajudam muito.

Prevenção

Prevenção Primária
Controle de fatores de risco: pressão, peso, dieta, atividade física.
Medidas Preventivas
Controle de pressão
Redução de sal
Parar de fumar
Atividade física regular
Gestão de peso
Rastreamento
Acompanhamento anual para detecção precoce em pacientes com fatores de risco.

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais.
Internações/Ano
Óbitos significativos relacionados à ICC.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste e Sul com maior carga; Norte menor.

Perguntas Frequentes

1 Quais são os primeiros sinais de ICC?
Fadiga, falta de ar ao esforço, inchaço nas pernas, tosse persistente.
2 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica, ecocardiograma, BNP/NT-proBNP e exames de imagem.
3 Posso prevenir ICC?
Controlar pressão, peso, dieta balanceada e atividade física ajudam muito.
4 Qual é o tratamento?
Estratégia multimodal com diuréticos, manejo de comorbidades e reabilitação.
5 ICC é curável?
Não há cura definitiva; controle adequado melhora a qualidade de vida.

Mitos e Verdades

Mito

ICC é inevitável com idade.

Verdade

com tratamento adequado, a progressão pode ser retardada.

Mito

apenas idosos ficam com ICC.

Verdade

jovens com doenças cardíacas também podem desenvolver ICC.

Mito

diuréticos estragam os rins.

Verdade

uso cuidadoso reduz congestão sem prejudicar rins.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure cardiologista; vá ao pronto atendimento se piorar súbita.
Especialista Indicado
Cardiologista
Quando Procurar Emergência
Falta de ar grave, dor torácica intensa, desmaio ou confusão exigem atendimento.
Linhas de Apoio
SUS 136 SAMU 192 Centro de saúde local

CIDs Relacionados

I50.9 I50.0 I50.1 I50.89 I11.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.