contato@nztbr.com
busca cid
CID-10

Diabetes mellitus tipo 2

Diabetes tipo 2

Resumo

Diabetes tipo 2 envolve glicose alta com resistência insulínica; manejo é possível.

Identificação

Código Principal
E11
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Diabetes mellitus tipo 2
Nome em Inglês
Diabetes mellitus type 2
Outros Nomes
DM2 • Diabetes tipo II • Diabetes mellitus não insulinodependente • Diabetes mellitus tipo 2
Siglas Comuns
DM2 DM T2DM

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IV - Doenças Endócrinas, Nutricionais e Metabólicas
Categoria Principal
Doenças endócrinas
Subcategoria
Diabetes mellitus
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Globalmente, cerca de 537 milhões em 2021, crescente com obesidade e envelhecimento.
Prevalência no Brasil
Estimativas nacionais apontam 12% a 14% de adultos com DM tipo 2.
Faixa Etária Principal
40-59 anos, pico aos 60s
Distribuição por Sexo
Homens e mulheres pouco diferenciados; leve inclinação masculina
Grupos de Risco
Obesidade abdominal Sedentarismo História familiar Dieta rica em açúcares Idade avançada
Tendência Temporal
Aumento gradual nas últimas décadas; projeções mantêm alta

Etiologia e Causas

Causa Principal
Desordem metabólica com resistência à insulina e deficiência relativa de insulina.
Mecanismo Fisiopatológico
Resistência à insulina com deficiência relativa, levando a hiperglicemia crônica.
Fatores de Risco
Obesidade abdominal Sedentarismo Idade avançada História familiar Dieta rica em carboidratos simples Tabagismo
Fatores de Proteção
Atividade física regular Dieta balanceada Manutenção de peso Parcerias com saúde
Componente Genético
Varia de acordo com polimorfismos; hereditariedade contributiva.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Fadiga associada a sede, poliúria e ganho de peso gradual.
Sintomas Frequentes
Poliúria
Polidipsia
Perda ponderal sem causa
Fadiga
Visão turva
Infecções recorrentes
Sinais de Alerta
  • Sede extrema
  • Confusão
  • Dor no peito com sudorese
  • Respiração rápida
  • Feridas de cicatrização lenta
Evolução Natural
Sem controle glicêmico, progride com complicações micro e macrovasculares.
Complicações Possíveis
Retinopatia Nefropatia Neuropatia Doença arterial coronária pé diabético

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Glicemia jejum ≥126 mg/dL, HbA1c ≥6,5%, glicose casual ≥200 com sintomas.
Exames Laboratoriais
Glicemia de jejum HbA1c Peptídeo C Glicose plasmática casual Perfil lipídico
Exames de Imagem
Retinografia Doppler de membros Ultrassom renal Ecocardiograma quando indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Diabetes tipo 1
  • Resistência à insulina grave
  • Diabetes secundário
  • Hiper glicêmica transitória
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses a anos desde início até confirmação

Tratamento

Abordagem Geral
Mudanças de estilo de vida: alimentação, atividade física e monitoramento glicêmico.
Modalidades de Tratamento
1 Mudanças de estilo de vida
2 Metformina
3 Inibidores de DPP-4
4 Inibidores SGLT2
5 Insulinoterapia
Especialidades Envolvidas
Endocrinologia Nutrição Atenção básica Oftalmologia Cardiologia
Tempo de Tratamento
Contínuo, ajustado conforme glicemia e comorbidades
Acompanhamento
Consulta a cada 3 meses para ajuste glicêmico e exames anuais

Prognóstico

Prognóstico Geral
Controle adequado reduz o risco de complicações.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Controle glicêmico estável
  • Ausência de complicações
  • Acesso a serviços de saúde
Fatores de Mau Prognóstico
  • Má adesão
  • Hipertensão não tratada
  • Nefropatia avançada
  • Neuropatia dolorosa
Qualidade de Vida
Qualidade de vida melhora com controle glicêmico e educação.

Prevenção

Prevenção Primária
Adote peso estável, pratique atividades físicas e alimentação balanceada.
Medidas Preventivas
Exercício regular
Dieta rica em fibras
Reduzir açúcares simples
Controle de peso
Sedentarismo
Rastreamento
Rotina anual de retina, pés, função renal e lipídios.

Dados no Brasil

Inúmeras internações por complicações renais e cardíacas.
Internações/Ano
Óbitos comuns por doenças cardiovasculares associadas ao DM2.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste e Sul apresentam maior prevalência em alguns estados.

Perguntas Frequentes

1 DM2 e DM1 diferem mais pela origem que pela idade de início?
DM1 envolve falta de insulina; DM2 envolve resistência a insulina e obesidade.
2 Como controlar glicose no dia a dia sem complicações?
Monitore glicose, siga dieta, movimente-se e tome medicações conforme orientação.
3 Quais exames básicos ajudam no diagnóstico?
Glicemia de jejum, HbA1c, glicose casual se sintomas, perfil renal e lipídico.
4 Quais sinais indicam necessidade de atendimento rápido?
Sede intensa, vômitos, tontura, dor no peito, confusão devem observar pronto-socorro.
5 É possível prevenir complicações com hábitos saudáveis?
Sim; adesão a dieta, atividade física, controle glicêmico reduzem risco.

Mitos e Verdades

Mito

DM2 pode ser curada apenas com dieta milagrosa.

Verdade

controle eficaz reduz complicações; cura exige estratégia contínua.

Mito

DM2 não é grave se não houver sintomas.

Verdade

lesões começam antes; acompanhamento evita danos.

Mito

insulina sempre necessária cedo.

Verdade

pode adiar com estilo de vida e medicação adequada.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure UBS para avaliação inicial e encaminhamentos.
Especialista Indicado
Endocrinologista ou médico de família.
Quando Procurar Emergência
Sede extrema, vômitos, respiração rápida, dor no peito; procure atendimento.
Linhas de Apoio
Disque Saúde 136 Ligue 188 SUS 0800-707-2000

CIDs Relacionados

E11 E11.9 Z79.4 Z68.3 R73.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.