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burnout cid 10
CID-10

Burnout: síndrome de esgotamento profissional

Burnout, esgotamento profissional

Resumo

Burnout é esgotamento ligado ao trabalho, tratável com apoio e mudanças no ambiente.

Identificação

Código Principal
Z73.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Burnout, síndrome de esgotamento profissional (CID-10 Z73.0)
Nome em Inglês
Burnout syndrome
Outros Nomes
Esgotamento ocupacional • Exaustão profissional • Fadiga ocupacional • Síndrome de esgotamento • Burnout syndrome
Siglas Comuns
BU BO BRN

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XXI - Fatores que influenciam o estado de saúde
Categoria Principal
Distúrbios ocupacionais de estresse e comportamento
Subcategoria
Síndrome de esgotamento profissional
Tipo de Condição
sindrome
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas variam; burnout frequente em profissões com alta demanda e baixo controle.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais variam; padrão semelhante ao global em setores exigentes.
Faixa Etária Principal
Adultos de 25 a 45 anos
Distribuição por Sexo
Leve predomínio em mulheres; homens menos comuns.
Grupos de Risco
Profissionais de saúde Educadores TI/tech Serviços de apoio Gerentes de alto nível
Tendência Temporal
Aumento gradual nas últimas décadas, especialmente no setor privado.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Exposição prolongada a estresse ocupacional sem alívio suficiente
Mecanismo Fisiopatológico
Exaustão emocional, desânimo e despersonalização com redução de desempenho.
Fatores de Risco
Carga de trabalho elevada Baixa autonomia Conflito de demandas Suporte social fraco Condições econômicas Saúde mental preexistente
Fatores de Proteção
Apoio organizacional sólido Flexibilidade de horários Recursos de bem-estar Gestão eficaz de demandas
Componente Genético
Influência genética não bem estabelecida; estudos sugerem baixa predisposição.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Exaustão emocional com fadiga intensa e esgotamento mental.
Sintomas Frequentes
Fadiga extrema ao final do dia
Ceticismo com o trabalho
Diminuição de desempenho
Irritabilidade
Dificuldade de concentração
Distúrbios do sono
Sinais de Alerta
  • Insônia severa
  • Pensamentos de rendição
  • Ideação suicida
  • Queda acentuada do rendimento
  • Desorientação ocasional
Evolução Natural
Sem tratamento tende a persistir; melhora com apoio e mudanças no ambiente.
Complicações Possíveis
Depressão Ansiedade Insônia Problemas de relacionamento Redução da qualidade de vida

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica com história ocupacional e sintomas em tempo significativo
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH Glicose Perfil lipídico Inflamação leve
Exames de Imagem
Não diagnóstica; exames para excluir comorbidades quando necessário
Diagnóstico Diferencial
  • Depressão maior
  • Ansiedade generalizada
  • Fadiga crônica
  • Transtorno de estresse ocupacional
  • Outra etiologia emocional
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia de meses entre início e confirmação

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem integrada: manejo de estressores, sono, apoio psicossocial e educação em saúde ocupacional.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia cognitivo-comportamental
2 Técnicas de relaxamento
3 Intervenções no local de trabalho
4 Educação em saúde
5 Atividade física regular
Especialidades Envolvidas
Medicina do Trabalho Psiquiatria Psicologia Reabilitação Profissional Nutrição
Tempo de Tratamento
Duração variável conforme resposta, meses são comuns
Acompanhamento
Acompanhamento mensal ou bimestral com ajuste de carga de trabalho

Prognóstico

Prognóstico Geral
Variável; melhora com intervenções, recaídas ocorrem com estressores persistentes
Fatores de Bom Prognóstico
  • Acesso a apoio social
  • Intervenção precoce
  • Adesão ao tratamento
  • Melhora no ambiente de trabalho
Fatores de Mau Prognóstico
  • Ausência de suporte
  • Persistência de estressores
  • Comorbidades graves
  • Adesão irregular
Qualidade de Vida
Pode se recuperar com tratamento, preservando bem-estar, sono e vida social

Prevenção

Prevenção Primária
Promoção de equilíbrio entre demanda e recursos no ambiente de trabalho
Medidas Preventivas
Gestão de carga
Pausas regulares
Treinamento em resiliência
Apoio social
Rotina de sono
Rastreamento
Triagens de estresse ocupacional em setores de risco

Dados no Brasil

Baixas internações diretas; variações regionais
Internações/Ano
Óbitos diretos raros, relacionados a comorbidades
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais frequente em capitais; variação com perfil ocupacional

Perguntas Frequentes

1 Burnout é depressão ou condição distinta?
Podem coexistir; burnout foca esgotamento no trabalho, depressão é transtorno mental mais amplo.
2 Posso voltar ao trabalho rápido sem tratamento?
Retorno gradual com suporte e ajuste de tarefas é essencial.
3 Quais exames confirmam burnout?
Não há exame único; avaliação clínica e instrumentos ajudam na confirmação.
4 Como prevenir?
Gestão de demandas e apoio social no ambiente de trabalho ajudam muito.
5 Como melhorar no dia a dia?
Sono estável, pausas, atividade física e apoio psicológico ajudam muito.

Mitos e Verdades

Mito

burnout é fraqueza pessoal.

Verdade

é resposta a estresse ocupacional, requer suporte adequado.

Mito

apenas profissionais de saúde adoecem.

Verdade

qualquer trabalhador pode vivenciar burnout.

Mito

repouso cura tudo.

Verdade

recuperação requer mudanças e apoio multidisciplinar.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procurar médico de família, médico do trabalho ou psicólogo
Especialista Indicado
Psicólogo ou médico do trabalho
Quando Procurar Emergência
Ideação suicida, dificuldade respiratória ou desmaio requerer atendimento
Linhas de Apoio
136 188 0800-SUS

CIDs Relacionados

Z73.0 Z56.9 Z64.9 Z59.0 Z58.7

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.