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bexiga neurogenica cid
CID-10

Bexiga Neurogênica

Bexiga neurogênica

Resumo

Bexiga nervosa ocorre quando nervos que controlam a bexiga não funcionam bem.

Identificação

Código Principal
N31.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Neurogenic bladder
Nome em Inglês
Neurogenic bladder
Outros Nomes
Bexiga urinária neurogênica • Disfunção vesical neurógena • Vesica neurogenica • Neurodisfunção vesical • Bexiga neurogênica congênita
Siglas Comuns
BN NBG NBNeuro

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIV - Doenças do aparato urinário
Categoria Principal
Disfunção urinária
Subcategoria
Disfunção vesical neurogênica
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam; maior risco em lesões medulares e neuropatias.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; frequência ligada a lesões neurológicas.
Faixa Etária Principal
Adultos com lesões espinhais; também jovens com malformações.
Distribuição por Sexo
Distribuição semelhante entre sexos; variações conforme etiologia.
Grupos de Risco
Lesão medular Doença de Parkinson Diabetes com neuropatia AVC com sequelas Neuropatias
Tendência Temporal
Com manejo moderno, estabilidade; avanços melhoram qualidade de vida.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Disfunção neural da bexiga por lesão ou doença neurológica.
Mecanismo Fisiopatológico
Perda de coordenação entre enchimento e esvaziamento pela disfunção neural.
Fatores de Risco
Lesão medular Diabetes mal controlado Doenças neurológicas Envelhecimento Cirurgia pélvica Trauma
Fatores de Proteção
Boa hidratação Controle glicêmico Reabilitação neurológica Acompanhamento multidisciplinar
Componente Genético
Predisposição genética em etiologias específicas; não regra geral.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Queda no controle vesical com vazamento ou retenção, refletindo falha na coordenação nervosa.
Sintomas Frequentes
Incontinência urinária
Retenção aguda
Noctúria
Disúria
Infecções urinárias recorrentes
Vazamento noturno
Sinais de Alerta
  • Febre alta com calafrios
  • Dor lombar súbita
  • Retenção urinária severa
  • Infecção urinária grave
  • Obstrução aguda de vias
Evolução Natural
Pode evoluir com retenção, infecção e dano renal se não manejado.
Complicações Possíveis
Infecções urinárias recorrentes Dano renal crônico Hidronefrose Cálculos renais Disfunção sexual

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História clínica, exame e urodinâmica; exclui outras causas.
Exames Laboratoriais
EAS e urina Função renal (creatinina) Urocultura Hemograma Urina tipo
Exames de Imagem
Ultrassom renal Ultrassom da bexiga Urofluxometria RM pélvica quando indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Infecção urinária simples
  • Hidronefrose sem bexiga neurogênica
  • Bexiga hiperativa
  • Obstrução prostática
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia: semanas a meses após lesão neurológica.

Tratamento

Abordagem Geral
Proteger rins, reduzir sintomas e manter função, com equipe multidisciplinar.
Modalidades de Tratamento
1 Manejo comportamental
2 Cateterismo intermitente
3 Terapia farmacológica (antimuscarínicos/β3)
4 Estimulação elétrica sacral
5 Cirurgia quando necessária
Especialidades Envolvidas
Urologia Neurologia Fisioterapia Uroginecológica Enfermagem especializada Reabilitação
Tempo de Tratamento
Longo prazo; acompanhamento contínuo.
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 3-6 meses; ajuste conforme evolução.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com manejo adequado, qualidade de vida pode melhorar.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Controle da condição subjacente
  • Boa adesão ao tratamento
  • Função renal preservada
  • Acesso a equipe multidisciplinar
Fatores de Mau Prognóstico
  • Lesão neurológica grave
  • Infecções urinárias recorrentes não tratadas
  • Diabetes mal controlado
  • Atraso no diagnóstico
Qualidade de Vida
Impacto variável; manejo eficaz permite atividades diárias próximas ao normal.

Prevenção

Prevenção Primária
Controle de doenças neurológicas, lesões e diabetes para evitar agravamento.
Medidas Preventivas
Controle glicêmico
Hidratação
Vacinação conforme recomendação
Tratamento oportuno de infecções
Reabilitação precoce
Rastreamento
Acompanhamento de função renal e infecções urinárias regularmente.

Dados no Brasil

Milhares de internações associadas a disfunção vesical.
Internações/Ano
Óbitos relacionados são baixos com manejo adequado.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior incidência em regiões com maior morbidade neurológica.

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais são comuns na bexiga neurogênica?
Urgência, incontinência ou retenção associadas a disfunção neural.
2 É possível curar a condição?
Não há cura única; objetivo é controlar sintomas e proteger rins.
3 Como é feito o diagnóstico?
História, exame e urodinâmica ajudam; exclui outras causas.
4 Como prevenir complicações?
Acompanhamento regular e manejo adequado reduzem riscos.
5 Quais mudanças no dia a dia ajudam?
Hidratação, higiene, adesão ao tratamento; alerta para infecções.

Mitos e Verdades

Mito

não há tratamento; verdade: manejo multidisciplinar melhora.

Verdade

com tratamento adequado há controle significativo.

Mito

só idosos ficam com a condição; verdade: afeta várias idades.

Verdade

etiologia neurológica define o risco.

Mito

antibióticos curam a bexiga; verdade: controle raiz é essencial.

Verdade

infecção requer tratamento, não cura da doença.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure urologista ou neurologista; avaliação clínica e urodinâmica.
Especialista Indicado
Urologista especialista em bexiga neurogênica.
Quando Procurar Emergência
Dificuldade súbita para urinar com dor, febre ou mal-estar.
Linhas de Apoio
SUS 136 Disque Saúde 136 Centro de apoio local

CIDs Relacionados

N31.9 N32.3 N31.0 N32.1 N39.4

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.