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B35.3
CID-10

Tinea pedis (pé de atleta)

pé de atleta, micose do pé

Resumo

Infecção fúngica nos pés com coceira; melhora com antifúngico e higiene.

Identificação

Código Principal
B35.3
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Dermatophytosis of the foot (infecção fúngica da pele causada por dermatófitos)
Nome em Inglês
Tinea pedis (Athlete's Foot)
Outros Nomes
pé-de-atleta • tinea pedis • micose do pé • micose interdigital • dermatofitose do pé
Siglas Comuns
TP T. pedis Tinea pedis

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XII - Doenças da pele e anexos
Categoria Principal
Doenças dermatológicas
Subcategoria
Dermatofitose da pele
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Comum em adultos; alta em climas quentes e úmidos.
Prevalência no Brasil
Mais frequente em regiões quente-úmidas do Brasil.
Faixa Etária Principal
Adultos de meia-idade a idosos
Distribuição por Sexo
Homens e mulheres afetam igualmente
Grupos de Risco
humidade elevada calçados fechados pé molhado diabetes imunossupressão
Tendência Temporal
Varia; manutenção estável com higiene.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Infecção fúngica por dermatófitos, principalmente Trichophyton rubrum.
Mecanismo Fisiopatológico
Fungo penetra pele entre dedos, induz hiperqueratose e prurido, lesões com descamação.
Fatores de Risco
humidade elevada calçados fechados pé molhado diabetes mal controlada imunossupressão ambientes compartilhados
Fatores de Proteção
higiene regular dos pés secagem completa entre dedos meias de algodão e troca diária calçados ventilados
Componente Genético
Predisposição genética é baixa; ambiente e higiene definem o risco.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Prurido intenso com descamação entre dedos.
Sintomas Frequentes
Descamação entre dedos
Prurido local
Hiperqueratose plantar
Bolhas vesiculares
Odor característico
Prurido noturno
Sinais de Alerta
  • Febre alta com piora
  • Dor intensa com edema
  • Infecção extensa
  • Celulite
  • Fissuras profundas
Evolução Natural
Pode persistir meses sem tratamento; melhora com adesão.
Complicações Possíveis
Infecção bacteriana Recidiva frequente Dermatoses secundárias Alteração estética

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Lesões típicas mais confirmação por KOH e cultura.
Exames Laboratoriais
KOH com lâmina Cultura fúngica Microscopia direta Teste de fungo Hemograma se infecção suspeita
Exames de Imagem
Pouca utilidade na maioria Ultrassom se abscesso RM/TC para complicações
Diagnóstico Diferencial
  • Eczema interdigital
  • Psoríase plantar
  • Dermatite de contato
  • Intertrigo bacteriano
  • Onicomicose associada
Tempo Médio para Diagnóstico
Dias a semanas conforme acesso a testes

Tratamento

Abordagem Geral
Tratamento antifúngico tópico aliado a higiene; controle de umidade.
Modalidades de Tratamento
1 Antifúngicos tópicos
2 Terbinafina/clotrimazol
3 antifúngos orais se necessário
4 Higiene das áreas
5 Tratamento de infecção bacteriana se presente
Especialidades Envolvidas
Clínico Geral Dermatologista Podiatra Enfermeiro de atenção básica Farmacêutico
Tempo de Tratamento
2-6 semanas com tópico; até 12 semanas se crônico
Acompanhamento
Retornos em 2-4 sem; reforçar adesão

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente bom com tratamento e higiene; recorrência comum.
Fatores de Bom Prognóstico
  • adesão ao tratamento
  • higiene constante
  • ambiente seco
  • calçados ventilados
Fatores de Mau Prognóstico
  • humidade persistente
  • diabetes não controlada
  • imunossupressão
  • infecções bacterianas
Qualidade de Vida
Impacto leve a moderado pela coceira e aparência

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene regular dos pés; pés secos; evitar ambientes úmidos.
Medidas Preventivas
Secar entre dedos
Trocar meias diariamente
Usar chinelos em vestiários
Calçados arejados
Não compartilhar itens de higiene
Rastreamento
Exames preventivos apenas em casos crônicos ou complicados.

Dados no Brasil

Baixas; internação rara.
Internações/Ano
Óbito direto por tinea pedis é incomum.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais comum no Norte e Centro-Oeste; variação climática.

Perguntas Frequentes

1 Posso prevenir com água quente?
Mantém pés secos; higiene diária e antifúngico conforme orientação.
2 Qual o tempo de cura?
Geralmente 2-4 semanas; crônicos podem levar mais tempo.
3 Posso retornar ao trabalho?
Sim, se não houver infecção grave; mantenha higiene.
4 Posso contagiar outras pessoas?
Sim, evitar compartilhar itens; manter pés limpos e secos.
5 Preciso de tratamento oral?
Só em casos extensos; médico avalia necessidade.

Mitos e Verdades

Mito

água quente mata fungos.

Verdade

higiene e antifúngicos resolvem boa parte dos casos.

Mito

contagia só pela pele.

Verdade

pode contagiar por contato e objetos contaminados.

Mito

qualquer creme serve.

Verdade

requer antifúngico adequado e orientação médica.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico dermatologista ou clínico geral; unidades básicas.
Especialista Indicado
Dermatologista
Quando Procurar Emergência
Febre alta, área quente, vermelha, dor intensa. Procure pronto atendimento.
Linhas de Apoio
SUS 136 Disque Saúde 136 Postos de saúde locais

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.