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B00
CID-11

Infecções por herpes simplex

Herpes simples

Resumo

HSV causa bolhas doloridas; labial ou genital; boa resposta ao tratamento precoce

Identificação

Código Principal
B00
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Infecções por herpes simplex vírus HSV-1/HSV-2
Nome em Inglês
Herpes Simplex Virus Infection
Outros Nomes
Herpes simplex • HSV-1/2 • Infecção herpética • Herpes labial/genital
Siglas Comuns
HSV HSV-1 HSV-2

Classificação

Capítulo CID
Capítulo I - Doenças infecciosas
Categoria Principal
Infecções virais
Subcategoria
Herpes simplex (HSV)
Tipo de Condição
doenca
Natureza
infecciosa
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
HSV-1 é extremamente comum; >70% de adultos já infectados globalmente
Prevalência no Brasil
Prevalência alta entre adultos; HSV-1 comum em várias regiões
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a idosos; crianças também
Distribuição por Sexo
Homens e mulheres igualmente afetados
Grupos de Risco
Profissionais de saúde Imunocomprometidos Mulheres em gravidez Recém-nascidos
Tendência Temporal
Estável globalmente; recidivas comuns

Etiologia e Causas

Causa Principal
Infecção por HSV-1/HSV-2
Mecanismo Fisiopatológico
Vírus infiltra epitélio, via nervos sensoriais, latência em gânglios
Fatores de Risco
Contato direto com lesões Sexo desprotegido (genital) Estresse/sono inadequado Imunossupressão
Fatores de Proteção
Contato com lesões cobertas Prática de sexo seguro Higiene adequada Tratamento precoce de surtos
Componente Genético
Contribuição genética moderada na suscetibilidade

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Lesões vesiculares dolorosas em pele ou mucosas
Sintomas Frequentes
bolhas agrupadas
dor local intensa
formação de crostas
formigamento
queimação
Sinais de Alerta
  • dor ocular súbita
  • febre alta
  • confusão
  • fraqueza facial
  • dificuldade respiratória
Evolução Natural
Lesões cicatrizam em 1-2 semanas; recorrências são comuns
Complicações Possíveis
Encefalite herpética Infecção neonatal Conjuntivite bacteriana Disseminação rara Olho comprometido

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Lesões vesiculares com confirmação por PCR ou cultura viral
Exames Laboratoriais
PCR HSV de vesículas Cultura viral Sorologia não definitivo Teste de anti-HSV em LCR
Exames de Imagem
RM/CT em encefalite suspeita Ultrassom ocular quando necessário
Diagnóstico Diferencial
  • Candidíase oral
  • Varicela
  • Dermatite herpetiforme
  • Moluscos contagiosos
  • Outras dermatoses vesiculares
Tempo Médio para Diagnóstico
Horas a dias desde surgimento das lesões

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio de dor, higiene das lesões; antivirais reduzem duração quando iniciados precocemente
Modalidades de Tratamento
1 Antivirais orais
2 Antivirais tópicos
3 Cuidados de pele
4 Analgesia
5 Hidratação
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Dermatologista Infectologista Neurologista Ginecologista
Tempo de Tratamento
Geralmente 5 a 7 dias para infecção leve
Acompanhamento
Retorno em 1-2 semanas; ajuste conforme surtos

Prognóstico

Prognóstico Geral
Bom com tratamento; recorrências comuns
Fatores de Bom Prognóstico
  • Resposta rápida aos antivirais
  • Lesões locais
  • BOA imunidade
Fatores de Mau Prognóstico
  • Imunossupressão
  • Encefalite
  • Neonato afetado
  • Atrasos no diagnóstico
Qualidade de Vida
Impacto moderado durante surtos; manejo adequado melhora

Prevenção

Prevenção Primária
Evitar contato com lesões ativas; higiene; sexo seguro
Medidas Preventivas
Higiene adequada
Não compartilhar itens pessoais
Preservativos na genital
Cobrir lesões

Dados no Brasil

Distribuição Regional
Maior carga em grandes centros; variações entre estados

Perguntas Frequentes

1 Posso transmitir HSV sem lesões?
Sim, transmissão pode ocorrer sem lesões ativas, especialmente com HSV genital.
2 Existe cura para herpes simplex?
Não há cura definitiva; antivirais reduzem sintomas e recorrências.
3 Como evitar transmitir a alguém?
Uso de preservativo, evitar contato durante surtos, não compartilhar itens.
4 Quais sinais pedem atendimento imediato?
Febre alta, dor ocular, confusão, paralisia facial, lesões graves.
5 É seguro ter HSV e vida sexual ativa?
Sim, com proteção, informação e tratamento adequado.

Mitos e Verdades

Mito

herpes é apenas crise sexual; verdade: pode ocorrer por contato próximo

Verdade

vírus pode ser transmitido sem contato sexual direto em alguns casos

Mito

bebês não pegam herpes; verdade: pode ocorrer nos neonatos

Verdade

infecção neonatal exige atendimento rápido

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure clínica geral ou dermatologista inicial
Especialista Indicado
Dermatologista
Quando Procurar Emergência
Encefalite, convulsões, piora rápida, desidratação
Linhas de Apoio
Disque Saúde 136 SUS 0800 000 0000

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.