Infecção aviária de interesse em saúde pública
Gripe aviária
Resumo
Explicação breve: gripe aviária é infecção de aves que pode chegar a humanos; cuidado preventivo.
Identificação
- Código Principal
- ave cid
- Versão CID
- CID-11
- Nome Oficial
- Doença aviária de interesse em saúde pública conforme CID-11, OMS
- Nome em Inglês
- Avian influenza disease
- Outros Nomes
- influenza aviária • gripe das aves • infecção aviária • doença das aves • influenza de aves
- Siglas Comuns
- IAV AIV H5N1
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo XVII - Doenças infecciosas de origem animal
- Categoria Principal
- Doenças zoonóticas
- Subcategoria
- Gripe aviária
- Tipo de Condição
- doenca
- Natureza
- adquirida
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Prevalência em humanos baixa; maior em aves de produção.
- Prevalência no Brasil
- Dados nacionais limitados; vigilância em abates.
- Faixa Etária Principal
- Adultos 30–60 anos na maioria
- Distribuição por Sexo
- Distribuição entre sexos relativamente equilibrada
- Grupos de Risco
- Trabalhadores avícolas Comunidades rurais com aves Contato com aves infectadas Viagens a áreas de surto Manipulação de aves doentes
- Tendência Temporal
- Surtos imprevisíveis; vigilância constante
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Vírus influenza A circulante em aves, transmissão zoonótica
- Mecanismo Fisiopatológico
- Vírus entra por vias respiratórias, replica-se no epitélio, provoca inflamação pulmonar
- Fatores de Risco
- Trabalhadores avícolas Comunidades rurais com aves Contato ocupacional Exposição a aves doentes Viagens a áreas de surto Ventilação inadequada
- Fatores de Proteção
- Higiene rigorosa Cozimento adequado de aves Biosegurança em granjas Vacinação de aves onde disponível
- Componente Genético
- Não herdável; virulência varia com mudanças virais
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Febre alta com tosse; quadro respiratório pode piorar
- Sintomas Frequentes
-
FebreTosseDor de gargantaFadigaDores muscularesCalafrios
- Sinais de Alerta
-
- Dificuldade respiratória
- Confusão
- Pele azul
- Saturação baixa
- Queda rápida do estado geral
- Evolução Natural
- Caso leve melhora com suporte; agravamento em alguns casos sem tratamento
- Complicações Possíveis
- Pneumonia bacteriana Falência respiratória Síndrome gripal prolongada Desnutrição pulmonar Sepse
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Exposição a aves e confirmação por RT-PCR para influenza A
- Exames Laboratoriais
- RT-PCR influenza A Hemograma PCR viral pooling Testes sorológicos limitados Cultura viral
- Exames de Imagem
- Radiografia de tórax Tomografia quando necessário Ultrassom torácico se indicado Radiografia de seios paranasais
- Diagnóstico Diferencial
-
- Influenza humana
- COVID-19
- Pneumonias bacterianas
- Outras pneumonias virais
- SARS
- Tempo Médio para Diagnóstico
- 4 a 7 dias desde o início dos sintomas
Tratamento
- Abordagem Geral
- Suporte clínico, vigilância respiratória e isolamento; monitoramento
- Modalidades de Tratamento
-
1 Suporte respiratório2 Hidratação3 Controle de febre4 Monitoramento de sinais5 Antivirais conforme diretriz
- Especialidades Envolvidas
- Clínico-geral Pneumologista Infectologista Saúde pública Epidemiologia
- Tempo de Tratamento
- Casos leves com acompanhamento; duração variável
- Acompanhamento
- Retornos programados até resolução e função pulmonar estável
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Perspectiva variável; monitoramento reduz complicações
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Exposição reduzida
- Resposta ao suporte
- Função pulmonar boa
- Detecção precoce
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Comorbidades
- Insuficiência respiratória
- Atraso no atendimento
- Desnutrição
- Qualidade de Vida
- Retornar à vida diária com apoio e acompanhamento
Prevenção
- Prevenção Primária
- Educar sobre evitar contato com aves doentes e cozinhar bem aves
- Medidas Preventivas
-
EPIs em manejoBiosegurança em granjasVacinação de aves onde disponívelHigiene de mãos e superfíciesControle de abatedouros
- Rastreamento
- Vigilância clínica e laboratorial em surtos; rastreio de contatos
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
Vírus se transmite com facilidade entre pessoas.
Transmissão entre humanos é rara; exposição ocupacional aumenta risco.
Apenas aves domésticas adoecem.
Aves selvagens também podem harbor vírus; pessoas expostas contam risco.
Vacina humana elimina a infecção.
Não há vacina humana amplamente disponível; aves vacinadas reduzem riscos.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure atendimento médico ao surgirem sintomas após exposição
- Especialista Indicado
- Infectologista ou clínico geral
- Quando Procurar Emergência
- Sinais de gravidade: respiração difícil, cianose, confusão
- Linhas de Apoio
- SUS 136 Vigilância local de zoonoses
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.