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apneia do sono cid
CID-10

Apneia do Sono

Apneia obstrutiva do sono

Resumo

Pausas na respiração durante o sono causam ronco e sonolência; diagnóstico por estudo do sono; tratamento disponível.

Identificação

Código Principal
G47.33
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS)
Nome em Inglês
Sleep Apnea, Obstructive
Outros Nomes
SAOS • Apneia obstrutiva do sono • Apneia do sono • Síndrome da apneia do sono
Siglas Comuns
SAOS OSA SAO

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XVIII - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Distúrbios do sono
Subcategoria
Apneia obstrutiva do sono
Tipo de Condição
sindrome
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam SAOS em 2-4% de adultos, maior em homens, subdiagnóstico comum.
Prevalência no Brasil
Brasil apresenta 8-12% em adultos; subdiagnóstico frequente e associação com obesidade.
Faixa Etária Principal
Adultos de 40 a 65 anos
Distribuição por Sexo
Maior prevalência em homens (≈ 2:1)
Grupos de Risco
Obesidade Idade avançada Hipertensão Tabagismo Rotina de sono irregular
Tendência Temporal
Tendência global estável com aumento pela maior obesidade e detecção clínica.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Fatores anatômicos das vias aéreas superiores combinados com obesidade.
Mecanismo Fisiopatológico
Colapso repetido das vias aéreas superiores durante o sono, levando a quedas de oxigênio e Fragmentação do sono
Fatores de Risco
Obesidade Idade (>40) Sexo masculino Hipertensão Consumo de álcool Sono irregular
Fatores de Proteção
Perda de peso Higiene do sono Dieta balanceada Parar de fumar
Componente Genético
Herança poligênica contribui para morfologia das vias aéreas e suscetibilidade ao sono diurno.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Ronco com pausas respiratórias observadas durante o sono.
Sintomas Frequentes
Ronco intenso
Pausas respiratórias
Sonolência diurna
Fadiga
Dores de cabeça matinais
Concentração prejudicada
Sinais de Alerta
  • Apneias durante o sono
  • Sonolência diurna extrema
  • Alterações súbitas de respiração
  • Dor no peito súbita
  • Confusão ao acordar
Evolução Natural
Sem tratamento, piora progressiva da qualidade do sono e maior risco cardiometabólico.
Complicações Possíveis
Hipertensão Doença cardíaca Diabetes Acidentes de sono Problemas cognitivos

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Polissonografia com IAH ≥5/h confirma SAOS; IAH ≥15/h indica moderada a grave.
Exames Laboratoriais
Glicemia de jejum HbA1c Perfil lipídico TSH Função renal
Exames de Imagem
Polissonografia Cefalometria RM/TC de vias aéreas
Diagnóstico Diferencial
  • Ronco primário sem apneia
  • Hipopneia associada a asma
  • Distúrbios do sono não específicos
  • Apneia central do sono
  • Síndrome da fadiga crônica
Tempo Médio para Diagnóstico
3 a 10 anos varia por acesso a serviços

Tratamento

Abordagem Geral
Reduzir apneias e melhorar sono com higiene, peso e dispositivos terapêuticos.
Modalidades de Tratamento
1 CPAP/BPAP
2 Perda de peso
3 Cirurgia de vias aéreas
4 Tratamento de comorbidades
5 Terapia de posição
Especialidades Envolvidas
Pulmonologista Otorrinolaringologista Cirurgião de vias aéreas Nutricionista Fisioterapeuta respiratório
Tempo de Tratamento
Duração crônica, com avaliações periódicas
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento de adesão, ajuste de terapia, reavaliação de comorbidades

Prognóstico

Prognóstico Geral
Variável; melhora com tratamento, maior expectativa de vida com adesão e manejo de comorbidades
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao CPAP
  • Perda de peso
  • Controle de comorbidades
  • Sono regular
Fatores de Mau Prognóstico
  • Obesidade grave
  • Hipertensão não controlada
  • Diabetes não controlado
  • Comorbidades cardíacas
Qualidade de Vida
Melhora a energia, humor e produtividade com tratamento adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Manter peso saudável, sono regular, evitar álcool e sedativos, tratar doenças respiratórias.
Medidas Preventivas
Perda de peso
Higiene do sono
Redução de álcool
Tratamento de alergias
Sono regular
Rastreamento
Rastreamento de comorbidades associadas ao sono e obesidade

Dados no Brasil

Estimativas variam; milhares de internações atribuídas a complicações
Internações/Ano
Mortalidade direta é baixa; maior impacto por comorbidades
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste e Nordeste com maior detecção; urbanização e obesidade influenciam

Perguntas Frequentes

1 A apneia do sono pode causar sonolência diurna?
Sim; pausas respiratórias reduzem oxigênio e fragmentam o sono, elevando sonolência.
2 Como é feito o diagnóstico?
Estudo do sono com polissonografia ou teste noturno domiciliar para medir apneias.
3 Tratamentos são eficazes?
Com adesão, há melhora significativa no sono, humor e riscos cardiometabólicos.
4 Precisa cirurgia?
Casos com vias aéreas claras podem não exigir cirurgia; alguns precisam de intervenção.
5 Posso prevenir?
Sim: manejo de peso, sono regular e evitar álcool ajudam.

Mitos e Verdades

Mito

ronco é normal com envelhecimento

Verdade

ronco pode sinalizar distúrbio do sono; avalie com especialista

Mito

mito: apenas homens têm SAOS

Verdade

mulheres também são afetadas; risco aumenta com obesidade

Mito

mito: CPAP dói

Verdade

CPAP bem ajustado é bem tolerado; adesão melhora o desfecho

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro passo: clínica de sono ou médico de família com interesse em distúrbios do sono.
Especialista Indicado