contato@nztbr.com
aplv cid
CID-10

Alergia à proteína do leite de vaca

Alergia ao leite de vaca em bebês e crianças

Resumo

APLVE: alergia a leite; dieta sem leite resolve grande parte dos sintomas.

Identificação

Código Principal
APLVCID-10
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Alergia à proteína do leite de vaca
Nome em Inglês
Cow's Milk Protein Allergy
Outros Nomes
Alergia ao leite • ALPV • Aplv • Alergia proteica do leite • Alergia leiteira
Siglas Comuns
APLV ALPV APL-V

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VI - Doenças do aparelho digestivo
Categoria Principal
Alergias alimentares
Subcategoria
Alergia à proteína do leite de vaca
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam 2-3% na infância.
Prevalência no Brasil
Brasil: 1,2%-3% em crianças.
Faixa Etária Principal
0 a 5 anos
Distribuição por Sexo
ambos, sem predomínio claro
Grupos de Risco
história familiar de alergias atopia asma introdução precoce de leite infecção intestinal recorrente
Tendência Temporal
estável com leve aumento em algumas populações

Etiologia e Causas

Causa Principal
Reação imune a proteínas do leite de vaca, mediada por IgE em muitos casos.
Mecanismo Fisiopatológico
ativação de IgE com liberação de mediadores inflamatórios, levando a reações
Fatores de Risco
história familiar de alergias atopia asma introdução precoce de leite infecção intestinal recorrente uso de antibióticos na infância
Fatores de Proteção
aleitamento materno exclusivo introdução gradual de alimentos nutrição equilibrada probióticos quando indicado
Componente Genético
predisposição genética relevante; herança multifatorial com maior risco em famílias atópicas

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
reação imediata após ingestão de leite, com pele, GI ou respiratória
Sintomas Frequentes
urticária ou angioedema
eczema atópico
dor abdominal
diarreia/vômitos
tosse ou chiado
rinorreia/congestão nasal
Sinais de Alerta
  • dificuldade respiratória
  • queda repentina de pressão
  • perda de consciência
  • inchamento da garganta
  • piora após leite
Evolução Natural
eliminação de leite leva melhora em dias; sem manejo, sintomas progridem
Complicações Possíveis
desnutrição por deficiência de proteína deficiência de cálcio anemia ferropriva crescimento prejudicado distúrbios gastrointestinais

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
reação após leite, confirmação com IgE específico ou prova de eliminação sob supervisão
Exames Laboratoriais
IgE específico para leite IgE para caseína hemograma com eosinofilia teste cutâneo de alergia IgE total
Exames de Imagem
provocação oral controlada teste de eliminação dietética ultrassom abdominal se indicado endoscopia se suspeita enteropatia
Diagnóstico Diferencial
  • intolerância à lactose
  • refluxo gastroesofágico
  • doença celíaca
  • hipersensibilidade não IgE
  • doenças inflamatórias intestinais
Tempo Médio para Diagnóstico
semanas a meses desde primeiras reações

Tratamento

Abordagem Geral
evitar leite de vaca e derivados; planejamento nutricional com substitutos seguros
Modalidades de Tratamento
1 Eliminação dietética estrita
2 Substituição por leite vegetal fortificado
3 Suplementação de cálcio e vitamina D
4 Acompanhamento nutricional regular
5 Provocações sob supervisão apenas quando indicado
Especialidades Envolvidas
Alergia Pediatria Nutrição Gastroenterologia Imunologia
Tempo de Tratamento
depende da adesão; melhora observada em semanas a meses
Acompanhamento
consultas a cada 3-6 meses; acompanhar crescimento e nutrição

Prognóstico

Prognóstico Geral
bom com dieta adequada; desnutrição é evitável com acompanhamento
Fatores de Bom Prognóstico
  • adesão à dieta
  • amamentação exclusiva cedo
  • crescimento adequado
  • acompanhamento regular
Fatores de Mau Prognóstico
  • introdução precoce de leite
  • reação grave inicial
  • desnutrição
  • falta de acompanhamento
Qualidade de Vida
boa quando dieta bem planejada; limitações alimentares gerenciam-se com apoio

Prevenção

Prevenção Primária
amamentação exclusiva e introdução gradual de alimentos; evitar leite precoce
Medidas Preventivas
amamentação exclusiva
introdução gradual de alimentos
leitura de rótulos
preferir leite vegetal fortificado
educação familiar
Rastreamento
não há rastreamento universal; monitorar crescimento e sinais na introdução

Dados no Brasil

Baixas internações; dados regionais divergentes
Internações/Ano
Óbitos raros; monitorados em contextos de reações graves
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior frequência onde há consumo de leite; variação regional

Perguntas Frequentes

1 Posso reintroduzir leite no cardápio do meu filho?
Reintrodução deve ser orientada por médico; geralmente após avaliação de tolerância.
2 Leite vegetal é seguro para alérgicos?
Leites vegetais substituem; devem ser fortificados com cálcio/vitaminas; leia rótulos.
3 Há cura definitiva?
Varia; controle por dieta permite boa qualidade de vida; cura definitiva não é bem definida.
4 Como verificar alergias no bebê?
Avaliação clínica com testes de alergia e dieta de eliminação orientada.
5 Qual o papel do pediatra?
Coordena avaliação, dieta e crescimento; encaminha a alergologista se necessário.

Mitos e Verdades

Mito

APLV é igual à intolerância à lactose.

Verdade

Aplv é alergia imune a proteínas do leite; intolerância envolve lactase.

Mito

leite de vaca causa câncer.

Verdade

Não há evidência de relação causal com câncer; alergias ocorrem por defesa imune.

Mito

todas crianças perdem alergia até o 1º ano.

Verdade

Varia; algumas superam com o tempo; outras persistem exigindo dieta.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
começar com pediatra; alergista se necessário
Especialista Indicado
Alergista pediátrico
Quando Procurar Emergência
sinais de anafilaxia: dificuldade respiratória, queda de pressão, desmaio
Linhas de Apoio
SUS Centro de Informação Ligue 136 de apoio ao paciente SAMU 192

CIDs Relacionados

K52.9 T78.0 Z91.81 Z74.3 Z58.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.