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amigdalite bacteriana cid
CID-10

Amigdalite bacteriana

Tonsilite bacteriana, amigdalite estreptocócica

Resumo

Dor de garganta causada por bactéria; antibiótico pode ser indicado

Identificação

Código Principal
J03.01
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Tonsilite estreptocócica aguda por Streptococcus pyogenes, CID-10
Nome em Inglês
Streptococcal tonsillitis
Outros Nomes
Tonsilite bacteriana • Angina de garganta bacteriana • Amigdalite estreptocócica
Siglas Comuns
TAB ANG TONS

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças da garganta e vias aéreas superiores
Categoria Principal
Infecções da garganta
Subcategoria
Tonsillite bacteriana
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Frequente em crianças e adultos; picos sazonais no frio
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; variações regionais
Faixa Etária Principal
Crianças em idade escolar e adultos jovens
Distribuição por Sexo
Equilíbrio entre sexos, leve inclinação masculina
Grupos de Risco
crianças fumantes imunossuprimidos recorrentes de amigdalite higiene inadequada
Tendência Temporal
Estável com picos sazonais

Etiologia e Causas

Causa Principal
Streptococcus pyogenes (grupo A β-hemolítico) principal agente
Mecanismo Fisiopatológico
Infecção bacteriana da faringe com inflamação das amígdalas e linfadenopatia
Fatores de Risco
infecções respiratórias frequentes amígdalas hiperpré-existentes copa de contato próximo exposição escolar tabagismo passivo higiene deficiente
Fatores de Proteção
vacinas gerais higiene das vias respiratórias ambiente ventilado amamentação exclusiva na infância
Componente Genético
Influência genética indireta em resposta imune

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor de garganta intensa ao engolir
Sintomas Frequentes
febre alta
amígdalas vermelhas com exsudato
linfonodomegalia cervical
dor ao engolir
mal-estar
dor de cabeça
Sinais de Alerta
  • dificuldade para engolir
  • dificuldade respiratória
  • dor torácica súbita
  • desidratação
  • erupção extensa
Evolução Natural
Melhora com antibiótico; sem tratamento pode progredir com febre e piora.
Complicações Possíveis
abscesso periamigdaliano otite media sinusite febre reumática rara glomerulonefrite

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História clínica mais teste rápido GAS ou cultura
Exames Laboratoriais
teste rápido GAS cultura de garganta hemograma se necessidade PCR quando disponível teste serológico se dúvidas
Exames de Imagem
imagem apenas se complicação radiografia de pescoço se suspeita abscesso ultrassom se edema
Diagnóstico Diferencial
  • faringite viral
  • mononucleose
  • angina de Vincent
  • faringite alérgica
  • abscesso amigdalino
Tempo Médio para Diagnóstico
48-72 h desde início dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio de dor, hidratação e antibiótico quando indicado
Modalidades de Tratamento
1 analgésicos
2 antitérmicos
3 antibióticos para GAS
4 gargarejos salinos
5 hidratacao e repouso
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Pediatria Otorrino Enfermeiro Nutricionista
Tempo de Tratamento
5-10 dias de antibiótico conforme protocolo local
Acompanhamento
Retorno em 48-72 h; reavaliação ao fim do antibioticoterapia

Prognóstico

Prognóstico Geral
Bom com tratamento adequado
Fatores de Bom Prognóstico
  • diagnóstico precoce
  • boa resposta ao tratamento
  • ausência de complicações
  • idade jovem
Fatores de Mau Prognóstico
  • acesso limitado a cuidados
  • recidivas frequentes
  • complicações como abscesso
  • imunossupressão
Qualidade de Vida
Normal entre episódios; melhora rápida com tratamento adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene, evitar compartilhamento de utensílios, reduzir fumaça perto de crianças
Medidas Preventivas
higiene das mãos
evitar contato próximo com doentes
vacinas em dia
ambiente bem ventilado
evitar tabagismo passivo
Rastreamento
Não há rastreamento específico; diagnóstico depende de sinais e testes

Dados no Brasil

Poucas internações por complicações; depende da região
Internações/Ano
Óbitos diretos são raros em indivíduos saudáveis
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Incidência pode variar por região e acesso à saúde

Perguntas Frequentes

1 A amigdalite bacteriana é contagiosa?
Sim, pode transmitir por gotículas; higiene reduz a transmissão.
2 É necessário tomar antibiótico sempre?
Não; depende de diagnóstico GAS ou gravidade; orientação médica.
3 Como confirmar diagnóstico?
Teste rápido GAS ou cultura, aliado à avaliação clínica.
4 Recidivas ocorrem com frequência?
Podem ocorrer; avaliar necessidade de tonsilectomia em casos recorrentes.
5 Cuidados práticos em casa?
Hidrate-se, descanse, use analgésicos conforme orientação médica.

Mitos e Verdades

Mito

amigdalite é sempre viral; verdade: GAS é comum.

Verdade

GAS é uma causa bacteriana frequente e tratável.

Mito

antibiótico cura sempre rápido; verdade: depende do agente.

Verdade

antibiótico é indicado quando GAS confirmado ou provável.

Mito

cirurgia é automática; verdade: apenas em casos selecionados.

Verdade

tonsilectomia pode reduzir recidivas em critérios específicos.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Unidade básica de saúde ou pediatria/otorrino se sintomas persistem
Especialista Indicado
Pediatra ou clínico geral
Quando Procurar Emergência
Dificuldade respiratória, desidratação, dor torácica, confusão
Linhas de Apoio
SUS 136 SAMU 192 Central de saúde local

CIDs Relacionados

J03.01 J03.00 J02.9 J05.0 J39.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.