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adenomiose cid
CID-10

Adenomiose uterina

Adenomiose uterina

Resumo

Adenomiose é invasão do endométrio no músculo do útero, causando dor e sangramento.

Identificação

Código Principal
N80.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Adenomiose uterina, condição na qual endométrio invade o miométrio, causando sangramento irregular, dor pélvica e aumento uterino.
Nome em Inglês
Adenomyosis of the uterus
Outros Nomes
adenomiose uterina • adenomiose uterina • adenomiose do útero • doença de adenomiose • endometriose invasiva do miométrio
Siglas Comuns
AU ADU ADN

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XVIII - Doenças do sistema reprodutivo
Categoria Principal
Doença ginecológica uterina
Subcategoria
Adenomiose
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência mundial estimada de 0,2-0,8% entre mulheres em idade fértil
Prevalência no Brasil
Dados brasileiros limitados; estimativas indicam prevalência similar à global entre mulheres em idade fértil.
Faixa Etária Principal
Mulheres em idade fértil, comum entre 30-50 anos
Distribuição por Sexo
Predominantemente em mulheres; homens raros.
Grupos de Risco
mulheres em idade fértil cirurgia uterina prévia endometriose associada uso prolongado de estrogênio história familiar
Tendência Temporal
Tendência estável globalmente, com variações regionais por diagnóstico.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Causa multifatorial: endométrio invade miométrio, resultando em adenomyose.
Mecanismo Fisiopatológico
Invasão endometrial no miométrio com alterações vasculares, causando espessamento e dor.
Fatores de Risco
idade ≥30 multiparidade uso prolongado de estrogênio trauma uterino prévio história familiar
Fatores de Proteção
controle hormonal gestação uso de progestágenos detecção precoce
Componente Genético
Herança multifatorial; evidência de predisposição é moderada.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor pélvica crônica com sangramento menstrual intenso é comum.
Sintomas Frequentes
menorragia
dismenorreia
dor pélvica
dor durante relação
inchaço pélvico
fadiga por anemia
Sinais de Alerta
  • dor súbita intensa
  • febre alta
  • hemorragia abundante com descontrole
  • sinais de choque com sangramento
  • perda de peso inexplicada
Evolução Natural
Sem tratamento, pode evoluir com dor crônica e sangramento irregular.
Complicações Possíveis
anemia dor crônica fertilidade reduzida crescimento uterino aumentado compressão de órgãos adjacentes

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História clínica com dor pélvica e sangramento; confirmação por imagem e exclusão de outras causas.
Exames Laboratoriais
hemograma completo ferro sérico ferro ferritina marcadores inflamatórios inespecíficos hCG para gravidez
Exames de Imagem
Ultrassom transvaginal RM pélvica Ultrassom com Doppler Análise de imagem combinadas
Diagnóstico Diferencial
  • mioma uterino
  • endometriose
  • hiperplasia endometrial
  • leiomioma difuso
  • câncer de endométrio (raro)
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses a anos até confirmação com imagem.

Tratamento

Abordagem Geral
Tratamento foca controle de sangramento, dor e qualidade de vida.
Modalidades de Tratamento
1 terapia hormonal reguladora
2 anticoncepcionais combinados
3 progesterona
4 cirurgia conservadora
5 histerectomia em casos graves
Especialidades Envolvidas
Ginecologia Radiologia Cirurgia Endocrinologia Nutrição
Tempo de Tratamento
Duração variável; controle de sintomas pode levar meses.
Acompanhamento
Consultas periódicas a cada 6-12 meses ou conforme sintomas.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente bom com tratamento adequado; dor pode persistir sem manejo.
Fatores de Bom Prognóstico
  • diagnóstico precoce
  • controle de sintomas
  • preservação da fertilidade
  • aderência ao tratamento
Fatores de Mau Prognóstico
  • dor refratária
  • anemia grave
  • recidivas frequentes
  • complicações cirúrgicas
Qualidade de Vida
Melhora com manejo adequado, mantendo autonomia nas atividades diárias.

Prevenção

Prevenção Primária
Não há prevenção direta; manter saúde reprodutiva ajuda.
Medidas Preventivas
controle hormonal adequado
planejamento familiar
evitar estrogênio sem orientação
atividade física regular
consulta médica ao primeiro sinal
Rastreamento
Não há rastreio de rotina; diagnóstico guiado por sintomas e imagem.

Dados no Brasil

Hospitalizações anuais limitadas; maior parte dos casos é ambulatorial.
Internações/Ano
Óbitos associados são raros e ocorrentes principalmente por anemia.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Regiões com melhor acesso relatam mais diagnósticos; desigualdades locais.

Perguntas Frequentes

1 Quais são sinais típicos?
Dor pélvica e sangramento intenso são comuns.
2 A adenomiose pode atrapalhar a gravidez?
Pode afetar fertilidade em alguns casos, avaliando com médico.
3 Como é feito o diagnóstico?
História clínica, imagem (ultrassom/RM) e exclusão de outras causas.
4 Quais são opções de tratamento?
Hormônios, cirurgia conservadora ou retirada do útero em casos graves.
5 É possível prevenir?
Não há prevenção direta; controle hormonal e acompanhamento ajudam.

Mitos e Verdades

Mito

adenomiose ocorre apenas após a menopausa.

Verdade

pode ocorrer em mulheres em idade fértil.

Mito

cirurgia sempre remove o útero.

Verdade

há opções conservadoras que preservam o útero.

Mito

câncer de útero sempre acompanha dor.

Verdade

adenomiose não é câncer; exige manejo adequado.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro passo: procure ginecologista ou posto de saúde.
Especialista Indicado
Ginecologista
Quando Procurar Emergência
Dor intensa com desmaio ou sangramento excessivo deve ir ao pronto-socorro.
Linhas de Apoio
0800-000-0000 195 161

CIDs Relacionados

N80.0 N80.1 N80.8 N85.9 N98.7

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.