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A50
CID-10

Sífilis congênita

Sífilis congênita

Resumo

Infecção do bebê pela sífilis materna não tratada; tratamento precoce evita danos

Identificação

Código Principal
A50
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Sífilis congênita pela infecção por Treponema pallidum transmitida verticalmente durante gestação
Nome em Inglês
Congenital syphilis
Outros Nomes
Sífilis congênita neonatal • Sífilis neonatal • Sífilis do recém-nascido • Treponemose congênita
Siglas Comuns
SC CS

Classificação

Capítulo CID
Capítulo I - Doenças infecciosas e parasitárias
Categoria Principal
Doenças infecciosas de transmissão vertical
Subcategoria
Sífilis congênita
Tipo de Condição
doenca
Natureza
congenita
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Baixa global, com variações por regiões e nível de rastreio pré-natal.
Prevalência no Brasil
Varia por região; dados dependem de avaliação de DATASUS.
Faixa Etária Principal
Neonatos e lactentes
Distribuição por Sexo
Equilibrada entre meninos e meninas
Grupos de Risco
Gestantes com sífilis não tratada Baixo acesso ao pré-natal Mulheres em áreas com alta prevalência Grupos vulneráveis socioeconômicos Gestação sem rastreamento
Tendência Temporal
Queda em países com prevenção, variações locais persistem

Etiologia e Causas

Causa Principal
Transmissão vertical por Treponema pallidum durante gestação
Mecanismo Fisiopatológico
Transmissão placentária causa inflamação e danos multiorgânicos
Fatores de Risco
Gestantes não rastreadas Tratamento inadequado da sífilis Baixa adesão a consultas Pobreza e acesso limitado Gestação com múltiplas consultas
Fatores de Proteção
Pré-natal de qualidade Tratamento adequado da sífilis materna Teste de sífilis na gestação Acesso a serviços de saúde
Componente Genético
Variação individual; não herdável na maioria

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Corrimento nasal mucopurulento nos recém-nascidos
Sintomas Frequentes
Snuffles nasal
Erupção cutânea
Hepatomegalia/splenomegalia
Anemia leve
Icterícia/alterações lipídicas
Alterações ósseas
Sinais de Alerta
  • Dificuldade respiratória aguda
  • Letargia prolongada
  • Hipotermia
  • Erupções hemorrágicas
  • Fraqueza extrema
Evolução Natural
Sem tratamento, dano multissistêmico progride
Complicações Possíveis
Anomalias ósseas Surdez/cegueira Defeitos dentários Hemorragias oculares Insuficiência respiratória

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Sorologia materna e neonatal, sinais clínicos e confirmação treponêmica
Exames Laboratoriais
VDRL/RPR positivos TPHA/FTA-ABS positivos Hemograma completo IgM treponêmica PCR quando disponível
Exames de Imagem
Radiografias ósseas Ultrassom fetal RM/TC quando indicado Imagem de SNC
Diagnóstico Diferencial
  • Sífilis adquirida
  • Infecções neonatais bacterianas
  • Cegueira/encefalopatia associadas a outras etiologias
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia com triagem; nascimento ou meses após

Tratamento

Abordagem Geral
Antibioticoterapia específica visando eliminar Treponema pallidum
Modalidades de Tratamento
1 Tratamento gestante com penicilina
2 Penicilina neonatal
3 Acompanhamento sorológico
4 Investigação de contatos
5 Medidas de prevenção
Especialidades Envolvidas
Obstetrícia Pediatria Infectologia Saúde pública Fonoaudiologia
Tempo de Tratamento
Duração definida por esquema e gravidade
Acompanhamento
Sorologia e clínica a cada 1-3 meses

Prognóstico

Prognóstico Geral
Bom com diagnóstico e tratamento precoces
Fatores de Bom Prognóstico
  • Tratamento precoce
  • Gestante rastreada
  • Boa adesão ao seguimento
  • Ausência de complicações graves
Fatores de Mau Prognóstico
  • Diagnóstico tardio
  • Infecção materna grave
  • Acesso limitado a serviços
Qualidade de Vida
Variável; boa com tratamento adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Controle de sífilis materna com pré-natal de qualidade
Medidas Preventivas
Triagem durante a gestação
Tratamento oportuno da gestante
Acompanhamento neonatal
Educação em saúde
Acesso universal à saúde
Rastreamento
Rastreamento de sífilis na gestação e no recém-nascido

Dados no Brasil

Hospitais infantis com sífilis congênita
Internações/Ano
Óbitos por sífilis congênita são raros
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior carga onde há menos acesso à saúde

Perguntas Frequentes

1 A sífilis congênita pode ser evitada?
Sim, rastreio e tratamento materno reduzem o risco
2 Qual é o sinal mais comum no bebê?
Corrimento nasal mucopurulento é comum
3 É possível tratar após o nascimento?
Sim, tratamento neonatal reduz danos
4 Há vacina para sífilis?
Não existe vacina atualmente
5 Como acompanhar o bebê após alta?
Acompanhamento clínico e sorológico periódico

Mitos e Verdades

Mito

bebês não são atingidos pela sífilis

Verdade

danos graves podem ocorrer sem tratamento

Mito

só mulher com sintomas transmite

Verdade

assintomáticos também transmitem sem tratamento

Mito

sífilis congênita vem de pai

Verdade

mãe é a fonte da transmissão vertical

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Unidade de saúde com pré-natal
Especialista Indicado
Obstetra ou pediatra
Quando Procurar Emergência
Sinais de respiração dificultosa
Linhas de Apoio
0800-000-0000 SUS 136 Ligue 188

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.