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A46
CID-10

Sepsis não especificada (A46)

Sepse não especificada

Resumo

Sepse é resposta grave do corpo a infecção, podendo exigir hospitalização e cuidado intensivo.

Identificação

Código Principal
A46
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Sepsis, unspecified
Nome em Inglês
Sepsis, unspecified
Outros Nomes
Sepsis por etiologia não identificada • Sepse sem especificação • Sepse inespecífica • Infecção sistêmica não definida
Siglas Comuns
A46 SEP SNI

Classificação

Capítulo CID
Capítulo I - Doenças infecciosas
Categoria Principal
Infecções sistêmicas
Subcategoria
Tipo de Condição
doenca
Natureza
infecciosa
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais apontam milhões de casos anuais; subnotificação é comum, dificultando precisão.
Prevalência no Brasil
Brasil enfrenta mortalidade elevada por sepse; dados regionais variam; subnotificação comum.
Faixa Etária Principal
Adultos e idosos (>65)
Distribuição por Sexo
Leve predomínio masculina em alguns cenários
Grupos de Risco
Idosos Pacientes hospitalizados Imunocomprometidos Usuários de dispositivos invasivos Neonatos em UTI
Tendência Temporal
Tendência de mortalidade permanece elevada; protocolos modernos reduzem perdas em muitos lugares.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Infecção sistêmica causada por patógenos variados; sepse surge como resposta inflamatória desregulada.
Mecanismo Fisiopatológico
Resposta inflamatória sistêmica com citocinas, vasodilatação e disfunção orgânica
Fatores de Risco
Idade avançada Imunossupressão Doenças crônicas Hospitalização recente Dispositivos invasivos Obesidade
Fatores de Proteção
Vacinação adequada Controle de comorbidades Higiene de mãos Cuidados com cateteres
Componente Genético
Fatores genéticos modulam risco; não determinam destino

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Febre ou mal-estar com sinais de infecção
Sintomas Frequentes
Febre/hipotermia
Taquicardia
Taquipneia
Hipotensão
Confusão
Pálidez
Sinais de Alerta
  • Confusão aguda
  • pele fria
  • dificuldade respiratória
  • queda da diurese
  • frio extremo
Evolução Natural
Pode progredir para choque se não tratado; com manejo adequado, recuperação possível
Complicações Possíveis
Falência de órgãos Disfunção renal Disfunção hepática Coagulopatia Infecção persistente

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Infecção mais disfunção orgânica, com exames de apoio para confirmar
Exames Laboratoriais
Hemograma PCR/CRP Lactato Hemoculturas Função renal
Exames de Imagem
Radiografia torácica Ultrassom abdominal Tomografia conforme necessidade RM em casos específicos
Diagnóstico Diferencial
  • Infecção localizada sem sepse
  • Choque hipovolêmico
  • Insuf adrenal
  • Falência cardíaca aguda
  • Reação alérgica grave
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia com acesso a serviços; diagnóstico pode ocorrer em horas a dias

Tratamento

Abordagem Geral
Triagem rápida, suporte hemodinâmico, antibióticos empíricos conforme diretrizes, monitorização.
Modalidades de Tratamento
1 Antibióticos IV
2 Suporte hemodinâmico
3 Ventilação quando necessário
4 Reposição de fluidos
5 Drenagens do foco infeccioso
Especialidades Envolvidas
Clínica Geral Cuidados Intensivos Infectologia Nefrologia Cirurgia
Tempo de Tratamento
Duração varia com etiologia e resposta; geralmente dias a semanas
Acompanhamento
Acompanhamento próximo com reavaliações diárias; ajustar antibióticos conforme culturas

Prognóstico

Prognóstico Geral
Pode variar conforme gravidade e comorbidades; diagnóstico precoce melhora o desfecho
Fatores de Bom Prognóstico
  • Resposta rápida a tratamento
  • Baixa gravidade inicial
  • Idade jovem
  • Função renal preservada
Fatores de Mau Prognóstico
  • Atraso no atendimento
  • Múltiplas comorbidades
  • Disfunção de órgãos
  • Idade avançada
Qualidade de Vida
Impacto duradouro na saúde; depende da gravidade e reabilitação

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene, vacinação, manejo de doenças crônicas e cuidado com infecções comunitárias
Medidas Preventivas
Higiene das mãos
Vacinação adequada
Controle de infecções hospitalares
Uso adequado de antibióticos
Detecção precoce de infecções
Rastreamento
Detecção precoce de infecções graves em pacientes de alto risco

Dados no Brasil

Internações por sepse variam; estimativas nacionais são sensíveis a definições
Internações/Ano
Óbitos por sepse dependem de gravidade e acesso ao tratamento
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior carga em grandes centros; desigualdades regionais

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais indicam sepse precocemente?
Febre, mal-estar, taquicardia, respiração rápida e confusão pedem avaliação rápida.
2 A sepse pode ser curada?
Sim, com tratamento adequado; tempo de atendimento influencia o desfecho.
3 Por que antibiótico rápido importa?
A boa resposta depende de controle rápido da infecção; atraso aumenta risco de falhas.
4 Como prevenir sepse?
Higiene, vacinação, manejo de doenças, buscar atendimento ao surgirem infecções.
5 Sepse ocorre fora do hospital?
Pode; ainda assim requer avaliação médica se houver sinais de gravidade.

Mitos e Verdades

Mito

sepse é apenas gripe.

Verdade

envolve falência de órgãos e requer atendimento imediato.

Mito

mito_2: antibiótico funciona sem indicação médica.

Verdade

uso indevido gera resistência e danos.

Mito

mito_3: tudo se resolve sem hospital.

Verdade

sepse grave exige internação e suporte especializado.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure atendimento médico imediato ao piora aguda de sinais de infecção.
Especialista Indicado
Clínico geral ou Infectologista
Quando Procurar Emergência
Sinais graves: dificuldade respiratória, confusão, pele azulada, pressão baixa
Linhas de Apoio
0800-123-4567 SUS 136 Central de Apoio à Saúde

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.