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A05.9
CID-10|CID-11

Intoxicação alimentar

Intoxicação alimentar

Resumo

Doença causada por alimento contaminado; diarreia, vômito e dor barriga costumam aparecer

Identificação

Código Principal
A05.9
Versão CID
CID-10|CID-11
Nome Oficial
Intoxicação por toxinas alimentares conforme OMS
Nome em Inglês
Foodborne intoxication
Outros Nomes
Intoxicação por toxinas alimentares • Gastroenterite por toxinas • Intoxinação alimentar
Siglas Comuns
IAF IA Alimentar ToxInt

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do aparelho digestivo
Categoria Principal
Doenças gastrointestinais infecciosas
Subcategoria
Intoxicações alimentares
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global alta; dezenas de milhões de casos/ano, maior em áreas com saneamento precário.
Prevalência no Brasil
Brasil: variações anuais; picos sazonais em verão e eventos com alimentação de massa.
Faixa Etária Principal
Crianças e adultos jovens
Distribuição por Sexo
Proporção homens/mulheres próxima de 1:1
Grupos de Risco
Manipulação inadequada de alimentos Consumo de alimentos crus Água não tratada Eventos com alimentos mal manipulados
Tendência Temporal
Variável; surtos apontam aumento temporário com falhas de higiene

Etiologia e Causas

Causa Principal
Toxinas bacterianas e microrganismos em alimentos mal conservados
Mecanismo Fisiopatológico
Ingestão leva à irritação mucosa, secreção e diarreia por infecção ou toxinas
Fatores de Risco
Higiene inadequada Armazenamento inadequado Consumo de alimentos crus Água não tratada Eventos de alimentação pública
Fatores de Proteção
Boas práticas higiênicas Cozimento e aquecimento adequados Armazenamento em temperaturas seguras Higiene de manipuladores
Componente Genético
Influência genética mínima; não herdado na maioria

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Diarreia aguda com vômitos e dor abdominal
Sintomas Frequentes
Diarreia aquosa
Vômitos
Dor abdominal
Febre leve
Náusea
Desidratação leve
Sinais de Alerta
  • Desidratação grave
  • Vômitos persistentes
  • Letargia infantil
  • Sinais de hipotensão
  • Dor súbita intensa
Evolução Natural
Gastroenterite pode evoluir para recuperação em 24-72h com reposição de fluidos
Complicações Possíveis
Desidratação grave Desequilíbrios eletrolíticos Insuficiência renal transitória Choque hipovolêmico Síncope

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Anamnese, sinais gastrointestinais; confirmação por exames laboratoriais ou de alimento
Exames Laboratoriais
Exames de fezes Hemograma Eletrólitos Função renal Proteína C reativa
Exames de Imagem
Ultrassom abdominal Radiografia de abdome TC conforme sinais de complicação RM não comum
Diagnóstico Diferencial
  • Gastrite viral
  • Alergia alimentar aguda
  • Diarreia por antibiótico
  • Infecção por outros patógenos
  • Doença inflamatória intestinal
Tempo Médio para Diagnóstico
Horas a dias; diagnóstico rápido possível com testes de fezes

Tratamento

Abordagem Geral
Hidratação adequada, reposição de eletrólitos, monitoramento e alimentação gradual
Modalidades de Tratamento
1 Reidratação oral
2 Reidratação intravenosa
3 Correção de desequilíbrios eletrolíticos
4 Tratamento sintomático
5 Prevenção de complicações
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Pediatria Gastroenterologia Infectologia Nutrição
Tempo de Tratamento
Curto; 1-5 dias conforme agente e gravidade
Acompanhamento
Revisão clínica 24-48h; ajuste da dieta e hidratação

Prognóstico

Prognóstico Geral
Bom andamento na maioria, com recuperação completa
Fatores de Bom Prognóstico
  • Hidratação precoce
  • Detecção rápida
  • Ausência de comorbidades
  • Acesso a cuidados
Fatores de Mau Prognóstico
  • Desidratação grave
  • Idade extrema
  • Comorbidades
  • Acesso limitado a serviços
Qualidade de Vida
Impacto transitório; retorno à rotina após tratamento

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene, manipulação segura, água tratada, alimentos corretamente cozidos
Medidas Preventivas
Lavar mãos
Cozinhar bem
Armazenar em temperaturas seguras
Lavar frutas e verduras
Evitar alimentos suspeitos
Rastreamento
Vigilância de surtos e investigação epidemiológica

Dados no Brasil

Varia anualmente; em surtos, picos significativos
Internações/Ano
Mortalidade baixa em intoxicação alimentar típica
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste/Nordeste com maior carga; variação regional

Perguntas Frequentes

1 Intoxicação alimentar é contagiosa?
Não costuma ser contagiosa de pessoa a pessoa, depende do agente.
2 Preciso antibiótico?
Nem sempre; antibiótico depende da etiologia e orientação médica.
3 Como diagnosticar?
Avaliação clínica + exames laboratoriais conforme necessidade.
4 Posso prevenir?
Higiene, cozimento adequado, água tratada e armazenamento correto.
5 Quando retornar ao trabalho?
Após recuperação da hidratação e orientação médica.

Mitos e Verdades

Mito

alimentos crus nunca provocam intoxicação.

Verdade

contaminação pode ocorrer em muitos alimentos crus.

Mito

apenas adultos adoecem.

Verdade

crianças e idosos têm maior risco de desidratação.

Mito

antibióticos curam rápido.

Verdade

tratamento depende da causa e hidratação é primeira prioridade.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure atendimento no serviço de saúde mais próximo
Especialista Indicado
Clínico geral ou pediatra
Quando Procurar Emergência
Desidratação grave, vômitos insustentáveis, confusão, dor torácica
Linhas de Apoio
DisqueSUS 136 0800-000-0000 Secretaria de saúde local

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.