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6A02
CID-11

Transtorno do Espectro Autista

Autismo; TEA

Resumo

TEA é grupo de transtornos do neurodesenvolvimento com comunicação variada

Identificação

Código Principal
6A02
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Transtorno do Espectro Autista
Nome em Inglês
Autism Spectrum Disorder
Outros Nomes
Autismo • TEA • Transtorno do Espectro Autista • Autismo infantil
Siglas Comuns
TEA ASD TEA-ICD11

Classificação

Capítulo CID
Capítulo 6A - Transtornos do neurodesenvolvimento
Categoria Principal
Transtornos do neurodesenvolvimento
Subcategoria
Autismo/TEA
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais apontam ~1% da população infantil com TEA.
Prevalência no Brasil
Brasil: estimativas 0,7–1,2% da infância.
Faixa Etária Principal
Infância precoce, 2 a 6 anos
Distribuição por Sexo
Maior em meninos, approx. 4:1
Grupos de Risco
Historia familiar de TEA Gestações de alto risco Baixo peso ao nascer Complicações perinatais Exposição ambiental sensível
Tendência Temporal
Com detecção precoce e intervenção, tende a estabilizar ou melhorar função.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Interação genética e fatores neurodesenvolvimentais
Mecanismo Fisiopatológico
Redes neuronais alteradas; processamento sensorial e comunicação comprometidos
Fatores de Risco
Historia familiar Idade materna avançada Baixo peso ao nascer Complicações perinatais Ambiente tóxico Baixa estimulação
Fatores de Proteção
Intervenção precoce Ambiente estruturado Acesso a serviços Rede de apoio
Componente Genético
Contribuição genética significativa; centenas de variantes associadas

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dificuldades de comunicação e interação social
Sintomas Frequentes
Rotinas rígidas
Interesses restritos
Comportamentos repetitivos
Dificuldade com comunicação não verbal
Desafios com mudanças
Hipersensibilidade sensorial
Sinais de Alerta
  • Perda de marcos de linguagem
  • Pouco contato visual
  • Mudanças bruscas
  • Isolamento extremo
  • Convulsões
Evolução Natural
Sem intervenção, dificuldades persistem; com suporte, ganhos de comunicação e adaptação
Complicações Possíveis
Dificuldades escolares Problemas de saúde mental Isolamento social Transição para vida adulta sem suporte Comorbidades diversas

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Observação de sinais desde cedo + avaliação multidisciplinar
Diagnóstico Diferencial
  • Atraso global do desenvolvimento
  • Deficiência intelectual leve
  • Transtornos de linguagem
  • Ausência de TEA estrutural
  • Transtorno de comunicação social
Tempo Médio para Diagnóstico
Idade média de diagnóstico entre 4 e 6 anos, com variação por acesso

Tratamento

Abordagem Geral
Intervenção multidisciplinar com foco em comunicação, comportamento e habilidades funcionais
Modalidades de Tratamento
1 Terapia comportamental
2 Fonoaudiologia
3 Terapias ocupacionais
4 Educação inclusiva
5 Apoio familiar
Especialidades Envolvidas
Pediatria Neurologia Psiquiatria Psicologia Fisioterapia/OT
Tempo de Tratamento
Longo curso, início precoce com continuidade escolar
Acompanhamento
Consultas regulares com equipe multidisciplinar

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia amplamente; intervenção precoce melhora desfechos
Fatores de Bom Prognóstico
  • Intervenção precoce
  • Envolvimento da família
  • Acesso a serviços
  • Ausência de comorbidades
Fatores de Mau Prognóstico
  • Retardo intelectual combinado
  • Transtornos psiquiátricos
  • Diagnóstico tardio de TEA
Qualidade de Vida
Vida com qualidade melhorada com rede de apoio

Prevenção

Prevenção Primária
Estimula desenvolvimento saudável; TEA não é evitável
Medidas Preventivas
Estimulação precoce
Ambiente previsível
Rotina estruturada
Educação inclusiva
Apoio aos cuidadores
Rastreamento
Avaliação do desenvolvimento na pediatria

Dados no Brasil

Distribuição Regional
Sudeste e Sul com maior registro; Norte e Nordeste com menos

Perguntas Frequentes

1 TEA pode aparecer em qualquer idade?
Sinais costumam surgir nos primeiros anos, com variações
2 Diagnóstico depende de exames de sangue?
Não é apenas sangue; envolve avaliação clínica e multidisciplinar
3 Tratamento cura TEA?
Não há cura, há melhoria com intervenção e suporte
4 Prevenção é possível?
Não é evitável, mas desenvolvimento saudável reduz impactos
5 Como apoiar em casa?
Rotina previsível, diálago simples e atividades pedagógicas

Mitos e Verdades

Mito

vacinas causam TEA

Verdade

Vínculos com vacinas não há comprovação científica

Mito

pessoas com TEA não falam

Verdade

Pessoas aprendem comunicação com apoio adequado

Mito

TEA é igual para todos

Verdade

TEA varia amplamente em habilidades e necessidades

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure pediatra ou médico de família para encaminhamentos
Especialista Indicado
Pediatra/Neurologista/Psiquiatra infantil
Quando Procurar Emergência
Sinais de risco, convulsões ou descompensação emocional
Linhas de Apoio
CVV 188 Ligue 188 SAC SUS 136

CIDs Relacionados

6A02 6A01 6A03 6A04 6A05

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.